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    <title>Raquel Recuero</title>
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    <title>Big Data: Apontamentos e Limitações</title>
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    <published>2013-05-14T10:49:46Z</published>
    <updated>2013-05-14T11:34:15Z</updated>

    <summary><![CDATA[A última palavra da moda em pesquisa é um termo que você talvez já tenha ouvido: "Big Data". Há toda uma gama de pesquisadores de todo o mundo interessadíssimos no que parece ser a grande novidade em termos de dados, proporcionada principalmente pelo advento das ferramentas de Comunicação Mediada por Computador. Mas o que é isso?&nbsp;"Big Data" se refere à imensidão de dados sobre indivíduos e grupos que hoje são gerados na Internet por esses atores. Imaginem que, durante anos e anos, as chamadas ciências sociais e humanas que se preocupavam com o comportamento/ações humanas tinham um grande problema: a subjetividade da coleta de dados. Ou seja, coletar dados de pessoas sempre foi um problema para a pesquisa. Pessoas mentem, inventam, são subjetivas e, o "pior", esses dados ainda eram "traduzidos" pelo pesquisador. Análise de redes sociais, por exemplo, era feita como no tempo do Moreno: perguntando às pessoas. Eis que com a Internet, centenas de milhares de pessoas passaram a criar e e espalhar "rastros digitais". Passaram a deixar por aí registros de suas falas, seus gostos, seus pensamentos, seus amigos e etc. Centenas de milhares de dados passaram a ser gerados e publicados por todos nós. E o uso desses dados é o que "Big Data" se refere. É a primeira vez na História que cientistas têm acesso a dados brutos humanos "não subjetivos" e que essas análises podem ser feitas de forma quantitativa e em grande escala. E mais do que isso, de dados que são gerados em outras plataformas especialmente para isso (como dados de consumo, dados de comportamento e etc.) Basicamente, Big Data é sobre todos nós e as informações que publicamos/concedemos a outros. Big Data é sobre análise dos dados de milhares de consumidores. É sobre padrões.&nbsp;E como as pesquisas focam esse tipo de "Big Data"?O pessoal das ciências exatas, principalmente da computação, caiu de cara em cima do Big Data. Mas é na área das ciências humanas e sociais que eu tenho focado mais. E tem bastante gente olhando para esses dados. O Axel Bruns, na Austrália, por exemplo, tem usado "Big Data" pra entender o comportamento das pessoas na mídia social em momentos de crise (por exemplo, durante um desastre) e tentando aprender com isso como criar estratégias para lidar com essas crises. E também tem estudado como a mídia social (o que as pessoas falam na Internet, basicamente) tem a ver com as audiências, tentando entender um pouco melhor o comportamento desses públicos. Aqui no Brasil, o Fábio Malini (UFES) tem trabalhado as organizações e manifestações políticas e de ativismo nesses espaços de fluxos comunicativos. Mas há muito mais gente, que não vou citar aqui porque senão escreveria até amanhã. &nbsp;Como pesquisar Big Data?Aí que está. Embora seja super sedutor ter acesso a esse tipo de dado, é uma coisa cara. Minerar dados na casa dos milhares, &nbsp;guardar a analisar esses dados demandam recursos que nós - povo das humanas e sociais - nunca tivemos dentro das agências de fomento. Estamos falando de áreas onde os pesquisadores recebem 2 ou 3 mil reais para equipamentos por projeto (dois computadores simples). Enquanto nas Exatas, por exemplo, as cifras giram em torno de 10 -100 vezes esse valor. Por isso, a área tem se desenvolvido principalmente com quem já tem esses recursos - o pessoal das Exatas. Entretanto, é uma área em si interdisciplinar. Dados de pessoas podem estar agora mais facilmente mineráveis, o que não significa que estejam mais facilmente compreensíveis sem elementos qualitativos. E isso, no Brasil, é um desafio muito maior do que parece. As ciências poderiam oferecer mais em conjunto do que separadas.Big Data vai resolver os problemas do mundo?Big Data é extremamente limitado justamente por conta de sua abrangência.&nbsp;Como eu disse, é complicadíssimo fazer sentido desses dados. Pensemos, por exemplo, em análise de sentimento: se focarmos a coisa mais simples da Internet, o emoticon para analisar o que as pessoas sentem: Como escalar isso? Uma coisa tão óbvia quanto ":-P", por exemplo, tem zilhares de sentidos conversacionais e esses sentidos ainda podem variar também dentro de grupos sociais diferentes. Pode marcar ironia ou sarcasmo, pode marcar uma piada, pode marcar uma implicância, uma insegurança, etc. Como determinar, a priori, o que ele significa? É complexo. Do mesmo modo, onomatopéias. Como medir "riso"? É o "hahahahaha"? É o "kkkkk"? É o :-D? É o hiahiuhaiu? Ou é o "rs, rs"? É como tentar fazer sentido de uma conversa que não foi presenciada: complicado, porque muito do contexto se perdeu. &nbsp;E na correria, análises quantitativas de zilhares de dados podem gerar preceitos simplistas e generalistas que não têm nada a ver com a realidade. É aí que mora o cuidado e a interdisciplinariedade da questão. É preciso buscar, em outras áreas, as contribuições para compreender esses fenômenos.Além disso, Big Data tem também problemas éticos e de responsabilidade. Como trabalhar com dados que são disponibilizados (mas não voluntariados) para pesquisa pelas pessoas? Como lidar com questões éticas profundas, como dados de menores que não necessariamente estão cientes de sua publicação? É também um gigantesco desafio para os Comitês de Ética das universidades e centros de pesquisa e mesmo para todos nós que não sabemos exatamente o que pode ou não ser feito....]]></summary>
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        <![CDATA[<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/imagens/big-data.jpg"><img alt="big-data.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/assets_c/2013/05/big-data-thumb-250x187-483.jpg" width="250" height="187" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" /></a>A última palavra da moda em pesquisa é um termo que você talvez já tenha ouvido: "Big Data". Há toda uma gama de pesquisadores de todo o mundo interessadíssimos no que parece ser a grande novidade em termos de dados, proporcionada principalmente pelo advento das ferramentas de Comunicação Mediada por Computador. Mas o que é isso?&nbsp;<div><br /></div><div>"Big Data" se refere <b>à imensidão de dados sobre indivíduos e grupos que hoje são gerados na Internet por esses atores</b>. Imaginem que, durante anos e anos, as chamadas ciências sociais e humanas que se preocupavam com o comportamento/ações humanas tinham um grande problema: a subjetividade da coleta de dados. Ou seja, coletar dados de pessoas sempre foi um problema para a pesquisa. Pessoas mentem, inventam, são subjetivas e, o "pior", esses dados ainda eram "traduzidos" pelo pesquisador. Análise de redes sociais, por exemplo, era feita como no tempo do Moreno: perguntando às pessoas. Eis que com a Internet, centenas de milhares de pessoas passaram a criar e e espalhar "rastros digitais". Passaram a deixar por aí registros de suas falas, seus gostos, seus pensamentos, seus amigos e etc. Centenas de milhares de dados passaram a ser gerados e publicados por todos nós. E o uso desses dados é o que "Big Data" se refere. É a primeira vez na História que cientistas têm acesso a dados brutos humanos "não subjetivos" e que essas análises podem ser feitas de<b> forma quantitativa e em grande escala</b>. E mais do que isso, de dados que são gerados em outras plataformas especialmente para isso (como dados de consumo, dados de comportamento e etc.) Basicamente, Big Data é sobre todos nós e as informações que publicamos/concedemos a outros. Big Data é sobre análise dos dados de milhares de consumidores. É sobre padrões.&nbsp;</div><div><br /></div><div><b>E como as pesquisas focam esse tipo de "Big Data"?</b></div><div><br /></div><div>O pessoal das ciências exatas, principalmente da computação, caiu de cara em cima do Big Data. Mas é na área das ciências humanas e sociais que eu tenho focado mais. E tem bastante gente olhando para esses dados. O Axel Bruns, na Austrália, por exemplo, tem usado "Big Data" pra entender o comportamento das pessoas na mídia social em momentos de crise (por exemplo, durante um desastre) e tentando aprender com isso como criar estratégias para lidar com essas crises. E também tem estudado como a mídia social (o que as pessoas falam na Internet, basicamente) tem a ver com as audiências, tentando entender um pouco melhor o comportamento desses públicos. Aqui no Brasil, o Fábio Malini (UFES) tem trabalhado as organizações e manifestações políticas e de ativismo nesses espaços de fluxos comunicativos. Mas há muito mais gente, que não vou citar aqui porque senão escreveria até amanhã. &nbsp;</div><div><br /></div><div><b>Como pesquisar Big Data?</b></div><div><br /></div><div>Aí que está. Embora seja super <b>sedutor </b>ter acesso a esse tipo de dado, <b>é uma coisa cara</b>. <b>Minerar dados na casa dos milhares, &nbsp;guardar a analisar esses dados demandam recursos que nós - povo das humanas e sociais - nunca tivemos dentro das agências de fomento. </b>Estamos falando de áreas onde os pesquisadores recebem 2 ou 3 mil reais para equipamentos por projeto (dois computadores simples). Enquanto nas Exatas, por exemplo, as cifras giram em torno de 10 -100 vezes esse valor. Por isso, a área tem se desenvolvido principalmente com quem já tem esses recursos - o pessoal das Exatas. Entretanto, é uma área em si interdisciplinar. Dados de pessoas podem estar agora mais facilmente mineráveis, o que não significa que estejam mais facilmente compreensíveis sem elementos qualitativos. E isso, no Brasil, é um desafio muito maior do que parece. As ciências poderiam oferecer mais em conjunto do que separadas.</div><div><br /></div><div><b>Big Data vai resolver os problemas do mundo?</b></div><div><br /></div><div><b>Big Data é extremamente limitado justamente por conta de sua abrangência.</b>&nbsp;Como eu disse, é complicadíssimo fazer sentido desses dados. Pensemos, por exemplo, em análise de sentimento: se focarmos a coisa mais simples da Internet, o emoticon para analisar o que as pessoas sentem: Como escalar isso? Uma coisa tão óbvia quanto ":-P", por exemplo, tem zilhares de sentidos conversacionais e esses sentidos ainda podem variar também dentro de grupos sociais diferentes. Pode marcar ironia ou sarcasmo, pode marcar uma piada, pode marcar uma implicância, uma insegurança, etc. Como determinar, a priori, o que ele significa? É complexo. Do mesmo modo, onomatopéias. Como medir "riso"? É o "hahahahaha"? É o "kkkkk"? É o :-D? É o hiahiuhaiu? Ou é o "rs, rs"? É como tentar fazer sentido de uma conversa que não foi presenciada: complicado, porque muito do contexto se perdeu. &nbsp;E na correria, análises quantitativas de zilhares de dados podem gerar preceitos simplistas e generalistas que não têm nada a ver com a realidade. <b>É aí que mora o cuidado e a interdisciplinariedade da questão. É preciso buscar, em outras áreas, as contribuições para compreender esses fenômenos.</b></div><div><br /></div><div>Além disso, Big Data tem também <b>problemas éticos e de responsabilidade</b>. Como trabalhar com dados que são disponibilizados (mas não voluntariados) para pesquisa pelas pessoas? Como lidar com questões éticas profundas, como dados de menores que não necessariamente estão cientes de sua publicação? É também um gigantesco desafio para os Comitês de Ética das universidades e centros de pesquisa e mesmo para todos nós que não sabemos exatamente o que pode ou não ser feito.</div><div><br /></div><div><br /></div><div><br /></div><div><br /></div><div><br /></div><div><br /></div>]]>
        
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    <title>Formato das Conversações em Rede</title>
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    <published>2013-05-07T13:23:52Z</published>
    <updated>2013-05-07T13:50:36Z</updated>

    <summary><![CDATA[Uma das coisas que tem me intrigado, ainda no tema do meu último livro, são as formas das conversações. O que eu quero dizer com formas? São as representações (grafos) das conversações que acontecem no Twitter e em outras ferramentas e sua análise. Vejamos alguns exemplos:O grafo a seguir mostra as conversações em torno de um tópico que bombou ontem a noite no Twitter, "Morena", referente à novela da Globo (vejam que estou falando de TTs, não de hashtags). Os grupos que participaram da conversa estão separados em cada "quadrado" no mapa abaixo. Vejam como há uma imensa pluralidade de contas participando da conversação, com vários grupos conversando entre si mais do que com todos os demais. Cada grupo referencia um contexto específico, com muito poucas conexões entre os grupos. Há um grande assunto que permeia todas as conversações, mas cujo microcontexto é definido por cada grupo, na participação dos atores na conversa.(Clique na imagem para ver maior.)Nesse segundo exemplo, outro tópico que bombou ontem. A referência é uma hashtag que pedia a vinda do Justin Bierber a Porto Alegre, referenciada pelo anúncio de que as datas da próxima tour do cantor pela América do Sul serão divulgadas em breve. Reparem que, diferentemente do exemplo anterior, essa é uma conversação muito mais fechada e muito mais auto-referenciada. Há muito menos participantes e muito mais conexões entre eles. Não há conversações paralelas como no exemplo anterior, mas uma única rede, com muito mais participação. Há um único contexto da conversação, que é dividido por todos os participantes. (Clique na imagem para ver maior.)O terceiro exemplo, a seguir, reflete as conversações em torno do tópico "Matemático", referente a uma matéria do Bom Dia Brasil que trazia a morte do traficante Matemático. Essa conversação tem também grupos separados (nota-se na análise dos tweets, mais claramente, um contexto predominante&nbsp; diferente da conversação para cada grupo. Por exemplo, alguns faziam piada - azul claro e verdes. Outros comentavam que era menos um ou comentavam que não era para "ter pena" e etc. - azul escuro e vermelho.). Observa-se que existem grupos participantes da conversa que seguem falando em paralelo, mas que se referenciam (conexões entre eles) muito mais do que no primeiro caso, quando praticamente nao há conexões entre os grupos, mas muito menos do que no segundo caso.&nbsp; (Clique na imagem para ver maior.)Essas "formas" indicam um pouco a pluralidade de contextos que temos para cada conversação. Quanto mais contextos em torno do assunto, parece que temos menos conexões entre os grupos. Quanto menos contextos, ou seja, mais participantes da "mesma" conversação, mais fechada é a rede e mais interconectados os grupos. Quanto mais contextos, também, parece que há mais "organicidade" no tópico, no sentido de representar algo&nbsp; do que muitas pessoas estão realmente falando. Quanto menos contextos, menos relevante para uma maioria é o tópico.Enfim, apenas algumas idéias alinhadas para discussão. :)...]]></summary>
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        <![CDATA[Uma das coisas que tem me intrigado, ainda no tema do meu último livro, são as formas das conversações. O que eu quero dizer com formas? São as representações (grafos) das conversações que acontecem no Twitter e em outras ferramentas e sua análise. Vejamos alguns exemplos:<br /><br />O grafo a seguir mostra as <b>conversações em torno de um tópico que bombou ontem a noite no Twitter, "Morena"</b>, referente à novela da Globo (vejam que estou falando de TTs, não de hashtags). Os grupos que participaram da conversa estão separados em cada "quadrado" no mapa abaixo. Vejam como há uma imensa pluralidade de contas participando da conversação, com vários grupos conversando entre si mais do que com todos os demais. Cada grupo<b> referencia um contexto específico, com muito poucas conexões entre os grupos</b>. Há um grande assunto que permeia todas as conversações, mas cujo microcontexto é definido por cada grupo, na participação dos atores na conversa.<br /><br /><div align="center"><a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/assets_c/2013/05/morena-474.html" onclick="window.open('http://www.pontomidia.com.br/raquel/assets_c/2013/05/morena-474.html','popup','width=817,height=760,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/assets_c/2013/05/morena-thumb-500x465-474.png" alt="morena.png" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" height="465" width="500" /></a>(Clique na imagem para ver maior.)</div><br /><br />Nesse segundo exemplo, outro tópico que bombou ontem. A referência é uma <b>hashtag que pedia a vinda do Justin Bierber a Porto Alegre</b>, referenciada pelo anúncio de que as datas da próxima tour do cantor pela América do Sul serão divulgadas em breve. Reparem que, diferentemente do exemplo anterior, essa é uma <b>conversação muito mais fechada e muito mais auto-referenciada</b>. Há muito <b>menos participantes e muito mais conexões entre eles</b>. Não há conversações paralelas como no exemplo anterior, mas uma única rede, com muito mais participação. Há <b>um único contexto da conversação</b>, que é dividido por todos os participantes. <br /><br /><div align="center"><a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/assets_c/2013/05/justinpoa-477.html" onclick="window.open('http://www.pontomidia.com.br/raquel/assets_c/2013/05/justinpoa-477.html','popup','width=817,height=760,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/assets_c/2013/05/justinpoa-thumb-500x465-477.png" alt="justinpoa.png" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" height="465" width="500" /></a>(Clique na imagem para ver maior.)</div><br /><br />O terceiro exemplo, a seguir, reflete as <b>conversações em torno do tópico "Matemático"</b>, referente a uma matéria do Bom Dia Brasil que trazia a morte do traficante Matemático. Essa conversação<b> tem também grupos separados</b> (nota-se na análise dos tweets, mais claramente, <b>um contexto predominante&nbsp; diferente da conversação para cada grupo</b>. Por exemplo, alguns faziam piada - azul claro e verdes. Outros comentavam que era menos um ou comentavam que não era para "ter pena" e etc. - azul escuro e vermelho.). Observa-se que existem grupos participantes da conversa que seguem falando em paralelo, mas que <b>se referenciam </b>(conexões entre eles) muito mais do que no primeiro caso, quando praticamente nao há conexões entre os grupos, mas muito menos do que no segundo caso.&nbsp; <br /><br /><div align="center"><a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/assets_c/2013/05/matematicotwitter-480.html" onclick="window.open('http://www.pontomidia.com.br/raquel/assets_c/2013/05/matematicotwitter-480.html','popup','width=817,height=760,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/assets_c/2013/05/matematicotwitter-thumb-500x465-480.png" alt="matematicotwitter.png" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" height="465" width="500" /></a>(Clique na imagem para ver maior.)</div><br /><div><br />Essas "formas" indicam um pouco a <b>pluralidade de contextos</b> que temos para cada conversação. Quanto <b>mais contextos em torno do assunto, parece que temos menos conexões entre os grupos</b>. Quanto menos contextos, ou seja, mais participantes da "mesma" conversação, mais fechada é a rede e mais interconectados os grupos. Quanto <b>mais contextos</b>, também, parece que há <b>mais "organicidade" no tópico</b>, no sentido de representar algo&nbsp; do que muitas pessoas estão realmente falando. Quanto menos contextos, menos relevante para uma maioria é o tópico.<br /><br />Enfim, apenas algumas idéias alinhadas para discussão. :)<br /></div><div><br /></div>]]>
        
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    <title>#TrendingTopics: Second Screen e Outras Coisas Mais</title>
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    <published>2013-04-30T19:15:53Z</published>
    <updated>2013-04-30T20:39:43Z</updated>

    <summary><![CDATA[Durante todo o ano passado e este ano, eu e o Ricardo Araújo (UFPel) estivemos envolvidos em uma pesquisa sobre os mecanismos de capital social que geram as ações no Twitter e culminam na criação de trending topics. Já escrevi um pouco sobre isso neste outro post. Alguns dos resultados deste trabalho também já foram publicados em pesquisas que estão na parte de artigos aqui do blog.Pois bem, com essa onde de mídia sobre o fenômeno do second screen, os papos sobre convergência e transmídia, revisitei alguns desses dados e começamos a coletar outros pensando no que vira, realmente, TT no Brasil. Durante o segundo semestre de 2012, coletamos uma amostra na casa dos 10 mil tópicos brasileiros, de forma aleatória, em todos os momentos do dia, usando crawlers, durante os meses de setembro-dezembro. Desses, selecionei uma pequena amostra de cerca de 700 topicos que foram classificados manualmente quanto ao seu conteúdo e sua função. O resultado é a tabela abaixo:&nbsp;(Clique no gráfico para ver maior)O gráfico mostra quais foram os principais temas dos tópicos da amostra do 2o semestre de 2012. Alguns detalhes: A categoria "televisão" abarcou apenas os tópicos que se referiam diretamente a um programa de TV (por exemplo, "A Grande Família" ou "Modern Family"). Essa categoria refere-se diretamente ao que os usuários estão discutindo sobre um determinado programa de televisão ou filme.A categria "celebridade" está inflacionada por conta das ações dos fandoms (cuja ação nos TTs brasileiros já discuti com a Adriana Amaral e a Camila Monteiro neste artigo), mas abrange todos os tópicos que se referiam a alguma celebridade. Entretanto, muitos destes tópicos são sobre celebridades que estão dando uma entrevista ou aparecendo na televisão naquele momento (por exemplo "Restart na Ana Maria Braga" ou sobre personagens e atores do Rebelde). Há, assim, uma fortíssima intersecção entre a categoria e os programas de televisão. Além disso, essa categoria também compreende ações entre fãs e antifãs (guerra por tópicos, pedidos para a celebridade, mensagens e etc.). Finalmente, essa categoria também se refere a celebridades que não estão apenas aparecendo na televisão, mas também, surpresa, surpresa... no rádio! Sim, encontramos MUITAS referências a programas de rádio transmitidos via Internet e mesmo a programas que imaginamos que são locais. Muitos dos tópicos que dizem respeito a músicas, por exemplo, também referenciavam algo que as pessoas estavam escutando (especialmente tópicos da madrugada). Mesmo na categoria celebridades, muitos músicos e bandas também eram citados nessa base. Finalmente, a categoria "meme" também apareceu forte. Classificamos como meme (há uma imprecisão conceitual aqui, cuidado, pois todo o TT poderia ser - discutivelmente - um meme, mas optamos por essa classificação porque se refere a um tipo mais popular/conhecido de meme) todo o tópico cuja finalidade não era o tópico em si, mas o jogo, a brincadeira que se gerava ao redor dele. Assim, tópicos como #Tuite2mentiras ou #5pessoaslindas entram nessa categoria. A popularidade desse tipo de tópico atesta, como já tenho argumentado há algum tempo, a crescente popularidade do Twitter entre os adolescentes brasileiros. A categoria "news", por sua vez, reuniu apenas os tópicos que se referiam a elementos factuais (por exemplo, citando notícias ou fatos que corriam na mídia, tais como "STF",&nbsp; "Joaquim Barbosa" e etc.). A categoria "esportes" também tem uma relação forte com a TV e o Rádio. A maior parte dos tópicos nessa categoria se referia a jogos de futebol ou lutas que estavam acontecendo e sendo transmitidas pela televisão ou mesmo pelo rádio. Inclusive, há tópicos narrando os jogos de futebol, como São Paulo 0 x 0 Cruzeiro, que logo a seguir passa a ser São Paulo 1 x 0 Cruzeiro, de acordo com o andamento do jogo.A categoria "outros" foram os tópicos que não conseguimos classificar ou que tinham categorias muito particulares e de pouca presença. O que esses dados parecem insinuar?Há uma relação de convergência entre o Twitter e a televisão no sentido de que as pessoas estão usando a ferramenta para comentar a respeito dos programas de televisão. Entretanto, é importante ressaltar que devido à natureza e ao conteúdo dos tweets, há uma forte desconfiança de que muito deste conteúdo (embora, obviamente, não todo) refere-se a uma participação particular de fandoms e adolescentes, mais do que a um fenômeno cultural nacional.A mesma relação é observada entre o Twitter e algumas rádios online que são bastante populares. Novamente, a participação parece ser forte especialmente dos adolescentes.É na área do esporte que a convergência parece aparecer de forma mais uniforme entre os vários grupos diferentes presentes no Twitter. Esses tópicos parecem atravessar um grupo maior de usuários.É, entretanto, na categoria "celebridade" que todo o fenômeno tem suas origens. Ao que parece, a ida das celebridades ao Twitter e seu uso para manter uma relação próxima com os fãs gerou toda uma movimentação e articulação para criar e popularizar tópicos que atendem aos pedidos dos artistas. Há artigos que mencionam esse fato como esse aqui da Alice Marwick e da danah boyd. Esse fato também parece ter criado uma avalanche de tópicos que diz respeito, unica e exclusivamente, às celebridades, em detrimento das outras categorias de tópicos (como notícias).Embora o fenômeno do second screen não seja novo (todas as tecnologias de comunicação mediada pelo computador aqui no Brasil têm aspectos de discussão de outros meios, especialmente a TV, desde seu início. Só para citar exemplos, refiro os canais do IRC utilizados lá no meio da década de 90 para discutir exclusivamente séries televisivas), esses dados reforçam a sua popularização e presença, especialmente quanto a camadas mais jovens da população. Entretanto, é importante que se observe com reservas sua abrangência, pois o Twitter está longe de ser um micro-universo representativo de todas as classes e idades da população brasileira.Em breve posto a atualização dos dados para o primeiro semestre de 2013 aqui e daí podemos comparar o que mudou nesses meses. :))...]]></summary>
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        <name>raquel</name>
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        <![CDATA[Durante todo o ano passado e este ano, eu e o <a href="http://www.pontomidia.com.br/ricardo">Ricardo Araújo</a> (UFPel) estivemos envolvidos em uma pesquisa sobre os <b>mecanismos de capital social que geram as ações no Twitter e culminam na criação de trending topics</b>. Já escrevi um pouco sobre isso <a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/trending_topics_artificiais_e_organicos_e_o_valor_do_twitter.html">neste outro post.</a> Alguns dos resultados deste trabalho também já foram publicados em pesquisas que estão na parte de <a href="www.pontomidia.com.br/raquel/artigos.html">artigos aqui do blog</a>.Pois bem, com essa onde de mídia sobre o fenômeno do second screen, os papos sobre convergência e transmídia, revisitei alguns desses dados e começamos a coletar outros pensando no que vira, realmente, TT no Brasil. Durante o segundo semestre de 2012, coletamos uma amostra na casa dos 10 mil tópicos brasileiros, de forma aleatória, em todos os momentos do dia, usando crawlers, durante os meses de setembro-dezembro. Desses, selecionei uma pequena amostra de cerca de 700 topicos que foram classificados manualmente quanto ao seu conteúdo e sua função. O resultado é a tabela abaixo:<br /><br /><div align="center"><a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/imagens/graficotts.png"><img alt="graficotts.png" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/assets_c/2013/04/graficotts-thumb-400x254-469.png" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" height="254" width="400" /></a><br /><a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/assets_c/2013/04/graficotts-469.html" onclick="window.open('http://www.pontomidia.com.br/raquel/assets_c/2013/04/graficotts-469.html','popup','width=1077,height=685,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false">&nbsp;</a>(Clique no gráfico para ver maior)</div><br /><br />O gráfico mostra quais foram os principais temas dos tópicos da amostra do 2o semestre de 2012. Alguns detalhes: A categoria <b>"televisão</b>" abarcou apenas os tópicos que se referiam diretamente a um programa de TV (por exemplo, "A Grande Família" ou "Modern Family"). Essa categoria refere-se diretamente ao que os usuários estão discutindo sobre um determinado programa de televisão ou filme.<br /><br />A categria "<b>celebridade</b>" está inflacionada por conta das ações dos fandoms (cuja ação nos TTs brasileiros já discuti com a <a href="http://www.adriamaral.com/">Adriana Amaral </a>e a <b>Camila Monteiro</b> <a href="http://spir.aoir.org/index.php/spir/article/view/7">neste artigo</a>), mas abrange todos os tópicos que se referiam a alguma celebridade. Entretanto, muitos destes tópicos são sobre celebridades que estão dando uma entrevista ou aparecendo na televisão naquele momento (por exemplo "Restart na Ana Maria Braga" ou sobre personagens e atores do Rebelde). Há, assim, <b>uma fortíssima intersecção entre a categoria e os programas de televisão</b>. Além disso, essa categoria também compreende ações entre fãs e antifãs (guerra por tópicos, pedidos para a celebridade, mensagens e etc.). Finalmente, essa categoria também se refere a celebridades que não estão apenas aparecendo na televisão, mas também, surpresa, <b>surpresa... no rádio</b>! Sim, <b>encontramos MUITAS referências a programas de rádio transmitidos via Internet </b>e mesmo a programas que imaginamos que são locais. Muitos dos tópicos que dizem respeito a músicas, por exemplo, também referenciavam algo que as pessoas estavam escutando (especialmente tópicos da madrugada). Mesmo na categoria celebridades, muitos músicos e bandas também eram citados nessa base. <br /><br />Finalmente, a categoria<b> "meme"</b> também apareceu forte. Classificamos como meme (há uma imprecisão conceitual aqui, cuidado, pois todo o TT poderia ser - discutivelmente - um meme, mas optamos por essa classificação porque se refere a um tipo mais popular/conhecido de meme) todo o tópico cuja finalidade não era o tópico em si, mas o jogo, a brincadeira que se gerava ao redor dele. Assim, tópicos como #Tuite2mentiras ou #5pessoaslindas entram nessa categoria. <b>A popularidade desse tipo de tópico atesta, como já tenho argumentado há algum tempo, a crescente popularidade do Twitter entre os adolescentes brasileiros.</b> <br /><br />A categoria "<b>news</b>", por sua vez, reuniu apenas os tópicos que se referiam a elementos factuais (por exemplo, citando notícias ou fatos que corriam na mídia, tais como "STF",&nbsp; "Joaquim Barbosa" e etc.). <br /><br /><img alt="tts3004.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/imagens/tts3004.jpg" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" height="187" width="195" />A categoria <b>"esportes"</b> também tem <b>uma relação forte com a TV e o Rádio</b>. A maior parte dos tópicos nessa categoria se referia a jogos de futebol ou lutas que estavam acontecendo e sendo transmitidas pela televisão ou mesmo pelo rádio. Inclusive, há tópicos narrando os jogos de futebol, como 












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--></style>São Paulo 0 x 0 Cruzeiro, que logo a seguir passa a ser São Paulo 1 x 0 Cruzeiro, de acordo com o andamento do jogo.<br /><br />A categoria <b>"outros"</b> foram os tópicos que não conseguimos classificar ou que tinham categorias muito particulares e de pouca presença. <br /><br /><b>O que esses dados parecem insinuar?</b><br /><br /><ul><li>Há uma <b>relação de convergência entre o Twitter e a televisão</b> no sentido de que as pessoas estão usando a ferramenta para comentar a respeito dos programas de televisão. Entretanto, é importante ressaltar que devido à natureza e ao conteúdo dos tweets, há uma forte desconfiança de que <b>muito deste conteúdo (embora, obviamente, não todo) refere-se a uma participação particular de fandoms e adolescentes</b>, mais do que a um fenômeno cultural nacional.</li><li>A mesma relação é observada entre o <b>Twitter e algumas rádios online</b> que são bastante populares. Novamente, a participação parece ser forte especialmente dos adolescentes.</li><li>É na área do<b> esporte que a convergência parece aparecer de forma mais uniforme</b> entre os vários grupos diferentes presentes no Twitter. Esses tópicos parecem atravessar um grupo maior de usuários.</li><li>É, entretanto, na categoria "<b>celebridade</b>" que todo o fenômeno tem suas origens. Ao que parece, a <b>ida das celebridades ao Twitter e seu uso para manter uma relação próxima com os fãs</b> gerou toda uma movimentação e articulação para criar e popularizar tópicos que atendem aos pedidos dos artistas. Há artigos que mencionam esse fato como esse aqui da <a href="http://www.tiara.org/blog/wp-content/uploads/2011/07/marwick_boyd_to_see_and_be_seen.pdf">Alice Marwick e da danah boyd</a>. Esse fato também parece ter criado uma avalanche de tópicos que diz respeito, unica e exclusivamente, às celebridades, em detrimento das outras categorias de tópicos (como notícias).</li></ul><br />Embora o fenômeno do <i>second screen</i> <b>não seja novo</b> (todas as tecnologias de comunicação mediada pelo computador aqui no Brasil têm aspectos de discussão de outros meios, especialmente a TV, desde seu início. Só para citar exemplos, refiro os canais do IRC utilizados lá no meio da década de 90 para discutir exclusivamente séries televisivas), <b>esses dados reforçam a sua popularização</b> <b>e presença</b>, <b>especialmente quanto a camadas mais jovens da população</b>. Entretanto, é importante que se observe com reservas sua abrangência, pois o Twitter está longe de ser um micro-universo representativo de todas as classes e idades da população brasileira.<br /><br />Em breve posto a atualização dos dados para o primeiro semestre de 2013 aqui e daí podemos comparar o que mudou nesses meses. :))<br /><br />

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    <title>Drops de Abril</title>
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    <published>2013-04-29T16:52:10Z</published>
    <updated>2013-04-29T17:22:50Z</updated>

    <summary>Muito, muito trabalho nesse início de 2013 e por isso a ausência prolongada do blog. Alguns excelentes artigos que andei lendo e que merecem ser lidos:The Harlem Shake: Anatomy of a Viral Meme - Artigo do Gilad Lotan fazendo uma breve e instigante análise do meme Harlem Shake e seu espalhamento pela Internet. Parte dele tem umas visualizações lindas de redes sociais. É um bom artigo para a mais que necessária reflexão a respeito do que é um meme e o que significa dizer que um meme &quot;viralizou&quot;. Também acho que o meme do Harlem Shake reflete muito bem várias das características dos memes que acabam sendo bem sucedidos no &quot;caldo cultural&quot;. Vale dar uma lida.Outro artigo do mesmo Lotan, desta vez sobre as redes que se desenham em torno de um dos suspeitos dos atentados em Boston: When your Twitter friend turns out to be the Boston Bomber. Apesar do artigo não citar as diferenças entre as redes de seguidos e seguidores, penso que seria interessante para uma análise mais aprofundada. Mas o que achei mesmo interessante é o quanto se pode aprender sobre alguém em cima das redes sociais públicas do ator.A ACM criou uma nova conferência focada especificamente em redes sociais na Internet. É a COSN&apos;13. Deadline no dia 21/06.Em uma nota menor, atualizei a parte de artigos publicados aqui no site com algumas novidades que ainda não tinha tido tempo de publicar. :D...</summary>
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        <![CDATA[Muito, muito trabalho nesse início de 2013 e por isso a ausência prolongada do blog. Alguns excelentes artigos que andei lendo e que merecem ser lidos:<br /><br /><ul><li><a href="http://www.huffingtonpost.com/gilad-lotan/the-harlem-shake_b_2804799.html">The Harlem Shake: Anatomy of a Viral Meme</a> - Artigo do Gilad Lotan fazendo uma breve e instigante análise do meme Harlem Shake e seu espalhamento pela Internet. Parte dele tem umas visualizações lindas de redes sociais. É um bom artigo para a mais que necessária reflexão a respeito do que é um meme e o que significa dizer que um meme "viralizou". Também acho que o meme do Harlem Shake reflete muito bem várias das características dos memes que acabam sendo bem sucedidos no "caldo cultural". Vale dar uma lida.</li><li>Outro artigo do mesmo Lotan, desta vez sobre as redes que se desenham em torno de um dos suspeitos dos atentados em Boston: <a href="http://digg.com/originals/dzhokhar-tsarnaev-twitter-map">When your Twitter friend turns out to be the Boston Bomber</a>. Apesar do artigo não citar as diferenças entre as redes de seguidos e seguidores, penso que seria interessante para uma análise mais aprofundada. Mas o que achei mesmo interessante é o quanto se pode aprender sobre alguém em cima das redes sociais públicas do ator.</li><li>A ACM criou uma nova conferência focada especificamente em redes sociais na Internet. É a <a href="http://cosn.acm.org/">COSN'13</a>. Deadline no dia 21/06.</li></ul>Em uma nota menor, atualizei a parte de artigos publicados aqui no site com algumas novidades que ainda não tinha tido tempo de publicar. :D <br />]]>
        
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    <title>Engajamento - Observando fanpages com ARS</title>
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    <published>2013-03-12T11:51:31Z</published>
    <updated>2013-03-12T12:26:42Z</updated>

    <summary><![CDATA[No outro post eu falei um pouco sobre as diferenças de algumas métricas. Hoje vou falar rapidamente sobre engajamento e análise de redes sociais. Fiz alguns mapas de uma fanpage de uma marca no Facebook ano passado. Ele tinha uma fanpage e passou a investir em mídia, tentando ganhar mais engajamento. O mapa abaixo é um recorte de postagens e os comentaristas/curtidores delas. Foram coletados os posts+ comentários e curtidas realizados num determinado período do mês (nos dados abaixo vou mostrar um recorte de mais ou menos 5 posts), usando um crawler e mapeando via NodeXL. Vou comentar aqui de uma forma simplificada o que podemos entender desses mapas. (Clique nos mapas para ver maior.)Na primeira imagem (acima), temos o primeiro momento: interações orgânicas, sem mídia. Foram mapeados os posts de dias específicos e os fãs que comentaram/curtiram. Cada cor representa os usuários que comentaram/curtiram um determinado post. No mapa, as intersecções entre os grupos coloridos (as conexões que vão de uma cor a outra) representam aqueles usuários que comentaram em mais de um post. Há um grupo bem menos de usuários interagindo (cerca de 2000 atores - perfis- únicos) e a&nbsp; média de interações dos mesmos usuários em vários posts é de 1.2. Entre os principais interagentes, há pelo menos 9 atores (entre os 10) com mais de 4 interações. Esses são usuários que retornam, ou seja, que estão voltando a página para curtir, comentar ou opinar sobre alguma coisa que foi publicada. A conta da marca interagiu 20 vezes nos posts com os usuarios. Nesse segundo momento, já com mídia, vemos um aumento no número de nós (perfis únicos, chegam a quase 9 mil na rede). Entretanto a média do número de interações dos usuários não aumenta, ao contrário, diminui (1.02). Ao mesmo tempo, os usuários com mais interações no período reduz para 3 e 4. Da mesma forma a marca quase não interagiu com os usuários (menos de 3 interações da marca), possivelmente devido ao aumento significativo no volume de interações. Há mais gente comentando/curtindo, mas não há mais gente retornando para a conversa. Isso indicaria que não houve um aumento no engajamento, um aumento nas conversações e na presença dos usuários na página, mas apenas um aumento de visibilidade, propiciado pelo aumento do número de fãs.&nbsp; Vejam no grafo que não há um maior número visível de conexões entre os grupos coloridos.Há outras métricas para discutir este engajamento, mas aqui podemos ver um pouquinho do que o uso de ARS pode ajudar a compreender sobre uma fanpage e sobre o engajamento dos usuários nela. (Todos os mapas aqui foram construídos utilizando o NodeXL.)...]]></summary>
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        <![CDATA[No outro post eu falei um pouco sobre as diferenças de algumas métricas. Hoje vou falar rapidamente sobre engajamento e análise de redes sociais. Fiz alguns mapas de uma fanpage de uma marca no Facebook ano passado. Ele tinha uma fanpage e passou a investir em mídia, tentando ganhar mais engajamento. O mapa abaixo é um recorte de postagens e os comentaristas/curtidores delas. Foram coletados os posts+ comentários e curtidas realizados num determinado período do mês (nos dados abaixo vou mostrar um recorte de mais ou menos 5 posts), usando um crawler e mapeando via NodeXL. Vou comentar aqui de uma forma simplificada o que podemos entender desses mapas. (Clique nos mapas para ver maior.)<br /><br /><a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/assets_c/2013/03/clientegrupossemmidia1-460.html" onclick="window.open('http://www.pontomidia.com.br/raquel/assets_c/2013/03/clientegrupossemmidia1-460.html','popup','width=942,height=760,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/assets_c/2013/03/clientegrupossemmidia1-thumb-300x242-460.png" alt="clientegrupossemmidia1.png" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" height="242" width="300" /></a>Na primeira imagem (acima), temos o primeiro momento: interações orgânicas, sem mídia. Foram mapeados os posts de dias específicos e os fãs que comentaram/curtiram. <b>Cada cor representa os usuários que comentaram/curtiram um determinado post.</b> No mapa, as intersecções entre os grupos coloridos (as conexões que vão de uma cor a outra) representam aqueles usuários que <b>comentaram em mais de um post</b>. Há um grupo bem menos de usuários interagindo (cerca de 2000 atores - perfis- únicos) e a&nbsp; média de interações dos mesmos usuários em vários posts é de 1.2. Entre os principais interagentes, há pelo menos 9 atores (entre os 10) com mais de 4 interações. Esses são usuários que retornam, ou seja, que estão voltando a página para curtir, comentar ou opinar sobre alguma coisa que foi publicada. A conta da marca interagiu 20 vezes nos posts com os usuarios. <br /><br /><div><a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/assets_c/2013/03/clientegruposcommidia-463.html" onclick="window.open('http://www.pontomidia.com.br/raquel/assets_c/2013/03/clientegruposcommidia-463.html','popup','width=942,height=760,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/assets_c/2013/03/clientegruposcommidia-thumb-300x242-463.png" alt="clientegruposcommidia.png" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" height="242" width="300" /></a></div><div>Nesse segundo momento, já com mídia, vemos um aumento no número de nós (perfis únicos, chegam a quase 9 mil na rede). Entretanto a média do número de interações dos usuários não aumenta, ao contrário, diminui (1.02). Ao mesmo tempo, os usuários com mais interações no período reduz para 3 e 4. Da mesma forma a marca quase não interagiu com os usuários (menos de 3 interações da marca), possivelmente devido ao aumento significativo no volume de interações. <b>Há mais gente comentando/curtindo, mas não há mais gente retornando para a conversa.</b> Isso indicaria que <b>não houve um aumento no engajamento, um aumento nas conversações e na presença dos usuários na página, mas apenas um aumento de visibilidade, propiciado pelo aumento do número de fãs.</b>&nbsp; Vejam no grafo que não há um maior número visível de conexões entre os grupos coloridos.<br /><br />Há outras métricas para discutir este engajamento, mas aqui podemos ver um pouquinho do que o uso de ARS pode ajudar a compreender sobre uma fanpage e sobre o engajamento dos usuários nela. (Todos os mapas aqui foram construídos utilizando o <a href="http://nodexl.codeplex.com/">NodeXL</a>.) <br /></div>]]>
        
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    <title>Engajamento x Audiência no Facebook: Uma breve discussão</title>
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    <published>2013-03-07T12:24:20Z</published>
    <updated>2013-03-07T14:04:10Z</updated>

    <summary><![CDATA[Esses tempos, trabalhando com um cliente, iniciei uma discussão sobre como perceber ROI/métricas no Facebook. De um lado, o argumento de que pagando mídia, aumentava muito o número de fas na fanpage da marca. Do outro, o fato de que o aumento do número de fãs não necessariamente conduzia a um aumento do engajamento desses fãs. Ou seja, pagando mídia recebiamos um número X de novos fãs. O número de interações aumentava, mas obviamente não na mesma proporção. Além disso, os problemas (spam, discussões, reclamações, hoaxes e etc.) aumentavam na fanpage na mesma proporção. E daí começamos o debate a respeito do quão significativo é ter aumentar a sua rede no Facebook. Vou resumir um pouco da discussão que está gerando uma série de experimentos em métricas e discussões. :)Audiência x EngajamentoA idéia de aumentar a rede que está conectada a você nos sites de rede social é praticamente a mesma idéia básica de fazer um anúncio em mídia de massa. O que se busca é audiência. Entretanto, por conta das características próprias dos meios digitais, ter mais gente conectada em uma rede não significa que há mais audiência real e sim potencial. Isso porque há o problema da atenção (quantos são usuários ativos, quantos realmente estão conectados no momento que você publica a informação, e quantos olham efetivamente o que foi publicado - no caso do Twitter, por exemplo, se seus seguidores seguem milhares de pessoas é bastante provável que suas mensagens recebam pouca ou nenhuma atenção por conta da concorrência, por exemplo) e em ferramentas como o Facebook, ainda o problema do algoritmo de visualização (o algoritmo que determina quantose quais&nbsp; entre os seus fãs realmente recebem suas mensagens na timeline). Por outro lado, há outro elemento que é relevante: o engajamento, ou seja, quantos dos usuários que sua página ganha realmente estão engajados com sua marca e com sua mensagem. O engajamento não é simplesmente audiência, mas participação, conversação. Ter mais fãs não significa ter mais fãs engajados, e isso me parece ser um ponto importantíssimo. O engajamento, pra mim, é uma decorrência do envolvimento das pessoas entre si e com a marca como persona. É a construção de laços mais fortes, de capital social naquele espaço e naquela rede. Com isso, a rede deixa de ser só uma rede social e passa a ser um espaço de comunidade, com cooperação entre os atores. Esses usuários deixam de ser mera audiência e passam a ser construtores do discurso da marca também, porque replicam, comentam, discutem com os amigos e recomendam a marca ou o serviço. Enquanto o primeiro tipo de métrica (audiência) é mais comum para grandes marcas que investem pesadamente em mídia, o crescimento orgânico que origina o comprometimento dos usuários é mais comum com as pequenas. E é interessante que ambos produzem efeitos diferentes na percepção da marca. Enquanto o orgânico permite que os consumidores construam coletivamente a percepção da marca (que pode ser boa ou ruim) no crescimento mais, digamos, "artificial" do primeiro caso, a marca tem um pouco mais de controle (pouco, não muito) no sentido de ativamente tentar criar insumos para a percepção dos consumidores.O que é melhor?Depende da estratégia e do uso que a marca pretende fazer no Facebook. Mas eu sempre defendo que ter apenas audiência como métrica diz muito pouco a respeito do que realmente está acontecendo com uma marca em redes sociais online. É preciso ir mais a fundo, conversar com os usuários, estudar o engajamento e a percepção. Ou seja, mesmo que não se possa ter uma página com muito engajamento, acho que é fundamental construir algum e isso só acontece quando a marca está disposta a falar também, a criar uma persona, a tornar-se um ator participante na conversação. Muita gente reclama que isso faz da fanpage um SAC.&nbsp; O SAC é o primeiro passo. O que acontece com muitas marcas é que elas JAMAIS conversaram com seus consumidores. Com isso, não há relacionamento, há apenas crítica e reclamações e obviamente quando os consumidores receberem atenção, vão usar como SAC. As pessoas querem ser ouvidas, querem conversar, querem solucionar seus problemas e dúvidas. Muitas vezes um pouquinho de atenção já descomplicaria uma série de crises. E já constroi um pouquinho mais de capital social e relacionamento entre consumidor e marca.&nbsp; Como medir essas coisas outra questão que pretendo abordar em um post futuro (além de outras métricas para audiência e para compreender o que acontece na fanpage que estamos testando). Assim que eu tiver um pouco mais de tempo, retorno para o debate. :)...]]></summary>
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        <![CDATA[Esses tempos, trabalhando com um cliente, iniciei uma discussão sobre como perceber ROI/métricas no Facebook. De um lado, o argumento de que pagando mídia, aumentava muito o número de fas na fanpage da marca. Do outro, o fato de que o aumento do número de fãs não necessariamente conduzia a um aumento do engajamento desses fãs. Ou seja, pagando mídia recebiamos um número X de novos fãs. O número de interações aumentava, mas obviamente não na mesma proporção. Além disso, os problemas (spam, discussões, reclamações, hoaxes e etc.) aumentavam na fanpage na mesma proporção. E daí começamos o debate a respeito do quão significativo é ter aumentar a sua rede no Facebook. Vou resumir um pouco da discussão que está gerando uma série de experimentos em métricas e discussões. :)<br /><br /><b>Audiência x Engajamento</b><br /><br />A idéia de aumentar a rede que está conectada a você nos sites de rede social é praticamente a mesma idéia básica de fazer um anúncio em mídia de massa. <b>O que se busca é audiência</b>. Entretanto, por conta das características próprias dos meios digitais, ter mais gente conectada em uma rede <b>não significa que há mais audiência real e sim potencial</b>. Isso porque há o problema da atenção (quantos são usuários ativos, quantos realmente estão conectados no momento que você publica a informação, e quantos olham efetivamente o que foi publicado - no caso do Twitter, por exemplo, se seus seguidores seguem milhares de pessoas é bastante provável que suas mensagens recebam pouca ou nenhuma atenção por conta da concorrência, por exemplo) e em ferramentas como o Facebook, ainda o problema do algoritmo de visualização (o algoritmo que determina quantose quais&nbsp; entre os seus fãs realmente recebem suas mensagens na timeline). <br /><br />Por outro lado, há outro elemento que é relevante: o <b>engajamento</b>, ou seja, quantos dos usuários que sua página ganha realmente estão engajados com sua marca e com sua mensagem. O engajamento não é simplesmente audiência, mas <b>participação, conversação</b>. Ter mais fãs não significa ter mais fãs engajados, e isso me parece ser um ponto importantíssimo. O engajamento, pra mim, é uma decorrência do envolvimento das pessoas entre si e com a marca como persona. É a construção de laços mais fortes, de capital social naquele espaço e naquela rede. Com isso, a rede deixa de ser só uma rede social e passa a ser um espaço de comunidade, com cooperação entre os atores. Esses usuários deixam de ser mera audiência e passam a ser <b>construtores do discurso da marca</b> também, porque replicam, comentam, discutem com os amigos e recomendam a marca ou o serviço. <br /><br />Enquanto o primeiro tipo de métrica (audiência) é mais comum para grandes marcas que investem pesadamente em mídia, o crescimento orgânico que origina o comprometimento dos usuários é mais comum com as pequenas. E é interessante que ambos produzem efeitos diferentes na percepção da marca. Enquanto o orgânico permite que os consumidores construam coletivamente a percepção da marca (que pode ser boa ou ruim) no crescimento mais, digamos, "artificial" do primeiro caso, a marca tem um pouco mais de controle (pouco, não muito) no sentido de ativamente tentar criar insumos para a percepção dos consumidores.<br /><br /><b>O que é melhor?</b><br /><br /><b>Depende da estratégia e do uso que a marca pretende fazer no Facebook</b>. 
Mas eu sempre defendo que ter apenas audiência como métrica diz muito 
pouco a respeito do que realmente está acontecendo com uma marca em redes sociais online. É 
preciso ir mais a fundo, conversar com os usuários, <b>estudar o 
engajamento e a percepção</b>. Ou seja, mesmo que não se possa ter uma 
página com muito engajamento, acho que é fundamental construir algum e 
isso só acontece quando a marca está disposta a falar também, <b>a criar 
uma persona, a tornar-se um ator participante na conversação</b>. Muita gente reclama que isso 
faz da fanpage um SAC.&nbsp; O SAC é o primeiro passo. O que acontece com 
muitas marcas é que elas JAMAIS conversaram com seus consumidores. Com 
isso, não há relacionamento, há apenas crítica e reclamações e obviamente quando os consumidores receberem atenção, vão usar como SAC. As pessoas
 querem ser ouvidas, querem conversar, querem solucionar seus problemas e
 dúvidas. Muitas vezes um pouquinho de atenção já descomplicaria uma 
série de crises. E já constroi um pouquinho mais de capital social e 
relacionamento entre consumidor e marca.&nbsp; Como
 medir essas coisas outra questão que pretendo abordar em um post 
futuro (além de outras métricas para audiência e para compreender o que 
acontece na fanpage que estamos testando). Assim que eu tiver um pouco mais de tempo, retorno para o debate. :)<br />

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    <title>Mídia Social e Ódio</title>
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    <published>2013-01-28T12:37:23Z</published>
    <updated>2013-01-28T12:41:09Z</updated>

    <summary><![CDATA[Com as recentes tragédias, mais uma vez, os sites de rede social revelaram um pouco do melhor e do pior das pessoas. E muita gente ficou chocada com a falta de sentimento e a trollagem de muita gente sobre o ocorrido: Piadinhas de todos os tipos, comentários maldosos, humor negro e por aí vai.&nbsp; Já me questionaram isso várias vezes. Por que as pessoas são tão agressivas e "sem noção" na mídia social?A gente tem uma pesquisa que é desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Letras com o meu grupo e um grupo de Análise do Discurso da profa. Aracy Ernst.&nbsp; O time tem ainda a participação de vários alunos da graduação, além de mestrandos e doutorandos. O título é justamente este "Violência em Sites de Redes Sociais" e o nosso objetivo é estudar a violência discursiva (tanto objetiva quanto subjetiva para usar os termos do Zizek), mas especificamente a violência simbólica (Bourdieu tb entra na história). O foco, entretanto, não é apenas qualitativo. É inicialmente qualitativo, mas queremos ir mais adiante e estudar também a difusão da violência, ou seja, como essa violência se propaga nas redes sociais. Basicamente, queremos identificar as razões pelas quais a violência emerge com tanta, digamos, acidez nessas ferramentas, se elas amplificam ou não esses discursos e quais os efeitos disso.&nbsp; A pesquisa tem o apoio da FAPERGS (Valeu PqG!). O ponto fundamental do trabalho, entretanto, não é só entender somente a violência mais agressiva, as explosões de ódio que rolam em eventos mais fortes, como o episódio de ontem em Santa Maria, quando piadinhas de gosto duvidoso e agressões por todos os lados imediatamente apareceram. Mas é entender também o papel que a violência subjetiva, ou seja, aquela que é sistemica, que está imbuída nas pequenas agressões que a gente faz todo o dia, uns aos outros em sites de rede social como o Facebook e o Twitter. Essas, digamos, "pequenas agressões" se fazem, principalmente, através de memes e informações publicadas que são, por vezes, humoríticos mas, que, de alguma forma, ferem alguém ou algum grupo. É essa violência sistêmica, que é meio despercebida, que vai também construir o substrato para as explosões agressivas que notamos mais. Para entender assim o evidente, a gente precisa entender também o não tão evidente.As frentesO trabalho está sendo desenvolvido em três frentes, que já têm abaixo, alguns resultados e considerações.A primeira delas é que a hiperconexão das redes, gerada pelos sites de rede social (você se conecta com mais gente que se conecta, também, com mais gente) e isso faz com que grupos mais heterogêneos, ou seja, que não dividem os mesmos valores/hábitos tenham um contato mais próximo. Naturalmente, nos grupos nossos grupos sociais, tendemos a nos conectar com pessoas que pensam/agem como nós, pessoas que têm semelhanças educacionais, filosóficas e econômicas. Quando somos obrigados a conviver diretamente com o diferente, surge o conflito. Outra questão é a face e o possível anonimato. Quando agimos de forma mais grosseira com alguém, observamos imediatamente as conseqüências deste ano no Outro, seja na expressão facial, nos gestos e mesmo, na fala. Assim como também nos expomos aos demais. Essa exposição gera uma censura, uma sanção à ofensa. Há ruptura de laços sociais. A parte ofendida tende a buscar apoio no seu grupo e o ofensor, no seu respectivo e acontece um distanciamento social. Nos sites de rede social, entretanto, não se vê a face do outro, ou o grupo que observa uma ofensa. As reações da audiência não são imediatamente discerníveis. Com isso, a correção (p/ usar Goffman) é falha e demorada, o que frequentemente faz com que ocorra tarde demais. Muitas vezes a intenção não é ofender, mas uma flame (discussão inflamada) pode surgir simplesmente por conta de um mal entendido que demorou a ser corrigido. Além disso, o possível anonimato muitas vezes oferecido por essas ferramentas atua como válvula de escape para algumas agressões mais inflamadas, justamente porque o sujeito sabe que não vai sofrer sanção social se não souberem quem é ele.Um terceiro elemento complicador é o humor. O humor é valorizadíssimo como mercadoria de capital social nesses sites. É "legal" ser engraçado. Entretanto, na busca desesperada por fazer humor e acumular reputação com os amigos, as pessoas esquecem dos grupos que não são tão próximos (as chamadas audiências invisíveis nos termos da danah boyd) que acabam também recebendo aquela mensagem e que podem interpretá-la em um contexto diferente e se ofender. Além disso, frequentemente o humor é ofensivo e ofensivo com relação a outros grupos. Assim, ao fazer piadinha com o rival do meu time de futebol para os meus amigos, diretamente posso ofender pessoas que nao sao tao proximas, mas que estao na minha rede (e que diretamente vão considerar a piada uma ofensa pela falta de proximidade). A frequente ofensa pelo humor, mesmo que não seja conflituosa, vai criando uma mágoa capaz de dar origem a manifestações mais agressivas. &nbsp; Todas as questões acima são perpassadas pelo contexto. A determinação do contexto da interação é cada vez mais difícil online, justamente porque as redes hiperconectadas reduzem a possibilidade dessa determinação e a mediação complica ainda mais por retirar da interação "pistas" essenciais pra conversação. Ainda há outras questões que estamos trabalhando, como a questão da difusão dessa violência e das representações do ódio. Partes desse trabalho estão sendo avaliadas para publicação. Assim que forem, coloco os links aqui. E em breve, divulgo também alguns dados. :)...]]></summary>
    <author>
        <name>raquel</name>
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        <![CDATA[<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/imagens/Dislike-Social-Media3.jpg"><img alt="Dislike-Social-Media3.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/assets_c/2013/01/Dislike-Social-Media3-thumb-200x93-457.jpg" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" height="93" width="200" /></a>Com as recentes tragédias, mais uma vez, os sites de rede social revelaram um pouco do melhor e do pior das pessoas. E muita gente ficou chocada com a falta de sentimento e a trollagem de muita gente sobre o ocorrido: Piadinhas de todos os tipos, comentários maldosos, humor negro e por aí vai.&nbsp; Já me questionaram isso várias vezes. Por que as pessoas são tão agressivas e "sem noção" na mídia social?<br /><br />A gente tem uma pesquisa que é desenvolvida no <a href="http://antares.ucpel.tche.br/poslet/">Programa de Pós-Graduação em Letras</a> com o meu grupo e um grupo de Análise do Discurso da profa. <b>Aracy Ernst</b>.&nbsp; O time tem ainda a participação de vários alunos da graduação, além de mestrandos e doutorandos. O título é justamente este "Violência em Sites de Redes Sociais" e o nosso objetivo é estudar a violência discursiva (tanto objetiva quanto subjetiva para usar os termos do Zizek), mas especificamente a violência simbólica (Bourdieu tb entra na história). O foco, entretanto, não é apenas qualitativo. É inicialmente qualitativo, mas queremos ir mais adiante e estudar também a difusão da violência, ou seja, como essa violência se propaga nas redes sociais. Basicamente, queremos identificar as razões pelas quais a violência emerge com tanta, digamos, acidez nessas ferramentas, se elas amplificam ou não esses discursos e quais os efeitos disso.&nbsp; A pesquisa tem o apoio da FAPERGS (Valeu PqG!). <br /><br />O ponto fundamental do trabalho, entretanto, não é só entender somente a
 violência mais agressiva, as explosões de ódio que rolam em eventos 
mais fortes, como o episódio de ontem em Santa Maria, quando piadinhas de gosto duvidoso e agressões por todos os lados imediatamente apareceram. Mas é entender também o papel que a 
violência subjetiva, ou seja, aquela que é sistemica, que está imbuída 
nas pequenas agressões que a gente faz todo o dia, uns aos outros em 
sites de rede social como o Facebook e o Twitter. Essas, digamos, 
"pequenas agressões" se fazem, principalmente, através de memes e 
informações publicadas que são, por vezes, humoríticos mas, que, de 
alguma forma, ferem alguém ou algum grupo. É essa violência sistêmica, que é meio despercebida, que vai também construir o substrato para as explosões agressivas que notamos mais. Para entender assim o evidente, a gente precisa entender também o não tão evidente.<br /><br /><b>As frentes</b><br />O trabalho está sendo desenvolvido em três frentes, que já têm abaixo, alguns resultados e considerações.<br /><br /><ul><li>A primeira delas é que a <b>hiperconexão das redes</b>, gerada pelos sites de rede social (você se conecta com mais gente que se conecta, também, com mais gente) e isso faz com que grupos mais heterogêneos, ou seja, que não dividem os mesmos valores/hábitos tenham um contato mais próximo. Naturalmente, nos grupos nossos grupos sociais, tendemos a nos conectar com pessoas que pensam/agem como nós, pessoas que têm semelhanças educacionais, filosóficas e econômicas. Quando somos obrigados a conviver diretamente com o diferente, surge o conflito. </li></ul><br /><ul><li>Outra questão é a <b>face e o possível anonimato</b>. Quando agimos de forma mais grosseira com alguém, observamos imediatamente as conseqüências deste ano no Outro, seja na expressão facial, nos gestos e mesmo, na fala. Assim como também nos expomos aos demais. Essa exposição gera uma censura, uma sanção à ofensa. Há ruptura de laços sociais. A parte ofendida tende a buscar apoio no seu grupo e o ofensor, no seu respectivo e acontece um distanciamento social. Nos sites de rede social, entretanto, não se vê a face do outro, ou o grupo que observa uma ofensa. As reações da audiência não são imediatamente discerníveis. Com isso, a correção (p/ usar Goffman) é falha e demorada, o que frequentemente faz com que ocorra tarde demais. Muitas vezes a intenção não é ofender, mas uma flame (discussão inflamada) pode surgir simplesmente por conta de um mal entendido que demorou a ser corrigido. Além disso, o possível anonimato muitas vezes oferecido por essas ferramentas atua como válvula de escape para algumas agressões mais inflamadas, justamente porque o sujeito sabe que não vai sofrer sanção social se não souberem quem é ele.</li></ul><br /><ul><li>Um terceiro elemento complicador é o <b>humor.</b> O humor é valorizadíssimo como mercadoria de capital social nesses sites. É "legal" ser engraçado. Entretanto, na busca desesperada por fazer humor e acumular reputação com os amigos, as pessoas esquecem dos grupos que não são tão próximos (as chamadas audiências invisíveis nos termos da danah boyd) que acabam também recebendo aquela mensagem e que podem interpretá-la em um contexto diferente e se ofender. Além disso, frequentemente o humor é ofensivo e ofensivo com relação a outros grupos. Assim, ao fazer piadinha com o rival do meu time de futebol para os meus amigos, diretamente posso ofender pessoas que nao sao tao proximas, mas que estao na minha rede (e que diretamente vão considerar a piada uma ofensa pela falta de proximidade). A frequente ofensa pelo humor, mesmo que não seja conflituosa, vai criando uma mágoa capaz de dar origem a manifestações mais agressivas. &nbsp; </li></ul><br />Todas as questões acima são perpassadas pelo contexto. A determinação do contexto da interação é cada vez mais difícil online, justamente porque as redes hiperconectadas reduzem a possibilidade dessa determinação e a mediação complica ainda mais por retirar da interação "pistas" essenciais pra conversação. <br /><br />Ainda há outras questões que estamos trabalhando, como a questão da difusão dessa violência e das representações do ódio. Partes desse trabalho estão sendo avaliadas para publicação. Assim que forem, coloco os links aqui. E em breve, divulgo também alguns dados. :)<br />]]>
        
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    <title>Unlock your papers: Publicações, Aaron Swartz e o papel da Academia</title>
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    <published>2013-01-14T10:11:40Z</published>
    <updated>2013-01-14T11:07:09Z</updated>

    <summary><![CDATA[Esse é um post longo, mas é uma reflexão que eu achei que valia a pena dividir com todos. :) Um dos grandes desafios, para os acadêmicos, é a publicação de seu trabalho. Aqui no Brasil, praticamente toda a avaliação do desempenho dos pesquisadores é feita com base nisso. A CAPES, por exemplo, qualifica os periódicos em extratos que definem onde os pesquisadores devem publicar, num sistema chamado Qualis (A1, A2... B1, B2... e C, que é a pior classificação). Por algum motivo, essas categorias são baseadas numa proporção do total de periódicos de cada área (assim, por exemplo, apenas 25% dos periódicos de uma área X podem ser A, dos quais apenas 25% podem ser A1 e, uma vez atingida essa proporcionalidade mesmo que um novo periódico atinja as condições de A, só sobe se alguém descer). Essa avaliação é baseada em critérios particulares de cada área (assim, um MESMO periódico pode ser, por exemplo, A1 para uma área e C para outra), que nem sempre são iguais ou parecidos. Do mesmo modo, apenas periódicos onde os membros de Programas de Pós Graduação das áreas publicam são imediatamente avaliados pelo Qualis. Há também um Qualis para livros, o qual funciona de forma parecida. Ou seja, o sistema é péssimo e não faz qualquer sentido na minha visão. Minha opinião particular sobre esse tipo de avaliação sempre foi essa. Assim, por exemplo, pesquisadores como eu, que transitam em várias áreas, acabam sempre tendo uma avaliação ruim de suas publicações, porque nem todas estão "na área" (sim, se vc publicar fora da "área", sua publicação pode não ser avaliada). Do mesmo modo, se eu publicar em um periódico "não avaliado" na área (internacional, por exemplo), corro o risco do mesmo não ser avaliado (e a publicação não contar nada) ou ainda receber um "C" (o que piora a situação). Além disso, há outro problema. Em muitas áreas, a maioria dos periódicos A são periódicos "fechados", ou seja, cujo conteúdo é fechado, só podemos acessá-los pagando (sério, às vezes é uma quantidade absurda de dinheiro, como 30 dólares por UM ARTIGO) ou via portal de periódicos (onde governo e universidades pagam para que os pesquisadores tenham acesso). Outras tantas vezes, esse artigo está preso numa revista impressa, de circulação limitada e que, uma vez terminada a edição, não circula mais. Eu, por exemplo, já cansei de bater de frente com um artigo muito interessante e relevante para o meu trabalho, mas publicado em uma base fechada que não se tinha acesso. Durante o doutorado, vasculhava a internet procurando por alguma pobre alma que tivesse publicado uma versão PDF de algum artigo publicado num periódico impresso que não existia em biblioteca alguma. Tudo isso para dizer o seguinte: Eu penso que todos os acadêmicos têm um compromisso com a sociedade. Sim, porque essa sociedade direta ou indiretamente pagou pela sua formação e pela sua pesquisa. E nesse compromisso está implícito que o seu trabalho precisa circular, precisa estar disponível e as pessoas precisam ter acesso. E por isso, desde o tempo do meu mestrado, quando primeiro fiz esse blog, lá em 2001, comecei a disponibilizar tudo o que eu publicava. Na época, muitos colegas me diziam chocados que eu estaria "dando dicas" do meu trabalho no blog e que este perderia a originalidade, que eu teria meus artigos "roubados" se colocasse online, etc. etc. Em 2009, quando lancei o meu primeiro livro, consegui um acordo com a editora para disponibilizá-lo na íntegra online (valeu, Cubo.cc!). As mesmas críticas voltaram. Disseram que meu livro não ia vender na versão impressa (sério, se eu fizesse pesquisa para ficar rica, tava frita), que ia ser mal avaliado porque "ebook nao conta nada para a CAPES", etc. etc. Vejam, nem sempre eu consigo publicar tudo em versão aberta. Meu segundo livro, por exemplo, não rolou porque não consegui patrocínio. E nem sempre consigo publicar em periódicos versão aberta (embora, dentro do possível, eu procure disponibilizar alguma versão sem copyright do trabalho nesse site). Mas sempre foi um esforço da minha parte e uma política que eu procurei seguir.Na sexta-feira, a Internet foi varrida pela notícia do suicídio do Aaron Swartz. O cara era um hacker e ativista, co-fundador do Reddit, um dos criadores do #STOPSOPA e que, dentre vários problemas, estava sendo processado pelo MIT, pelo JSTOR e pelo governo dos EUA por um crime incrível: Um belo dia, ele foi no MIT, hackeou a rede, baixou milhares de artigos cientiíficos que eram mantidos "fechados" no JSTOR e disponibilizou online (aliás, devo dizer que um dos artigos que eu mais precisei pra tese que eu mais me ralei pra encontrar estava no JSTOR e eu só consegui "pirata"). O julgamento criminal previa uma pena de até 35 anos de prisão pelo "crime". E por muitos amigos/conhecidos do Aaron, foi considerado um dos fatores motivadores para o seu suicídio, principalmente pela perseguição que ele sofreu do sistema jurídico americano. Independentemente do papel que o processo teve ou não no caso, ele é mais um fato para fazer com que os acadêmicos pensem (e repensem) suas políticas de publicação, e suas políticas de avaliação. Para mim, é em parte a motivação para escrever esse texto. O conhecimento e a pesquisa devem ser livres e nós, acadêmicos, precisamos começar a pressionar as revistas pela liberação do conteúdo online, fazer um esforço pela publicação do nosso material online e incentivar a circulação da produção de pesquisa. E um pequeno passo é colocar aquilo que produzimos disponível.&nbsp; E procurar publicar em periódicos abertos, sejam eles A, B ou C e pressionar os nossos órgãos de avaliação para que periódicos abertos recebam uma avaliação positiva.Nesse sentido, ontem alguns acadêmicos iniciaram uma campanha denominada #PDFTribute, em homenagem ao Aaron, solicitando aos demais que publicassem seu conteúdo online e disponibilizassem o link no Twitter. A lista de artigos que foi disponibilizada está aqui. :-) Então vamos lá gente, libertem seus papers! BTW, links:Minha produção online 1Minha produção online 2Meu livro "Redes Sociais na Internet"...]]></summary>
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        <![CDATA[<img alt="unlock.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/images/unlock.jpg" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" height="208" width="243" />Esse é um post longo, mas é uma reflexão que eu achei que valia a pena dividir com todos. :) <br /><br />Um dos grandes desafios, para os acadêmicos, é a publicação de seu trabalho. Aqui no Brasil, praticamente toda a avaliação do desempenho dos pesquisadores é feita com base nisso. A CAPES, por exemplo, qualifica os periódicos em extratos que definem onde os pesquisadores devem publicar, num sistema chamado Qualis (A1, A2... B1, B2... e C, que é a pior classificação). Por algum motivo, essas categorias são baseadas numa proporção do total de periódicos de cada área (assim, por exemplo, apenas 25% dos periódicos de uma área X podem ser A, dos quais apenas 25% podem ser A1 e, uma vez atingida essa proporcionalidade mesmo que um novo periódico atinja as condições de A, só sobe se alguém descer). Essa avaliação é baseada em critérios particulares de cada área (assim, um MESMO periódico pode ser, por exemplo, A1 para uma área e C para outra), que nem sempre são iguais ou parecidos. Do mesmo modo, apenas periódicos onde os membros de Programas de Pós Graduação das áreas publicam são imediatamente avaliados pelo Qualis. Há também um Qualis para livros, o qual funciona de forma parecida. Ou seja, o sistema é péssimo e não faz qualquer sentido na minha visão. Minha opinião particular sobre esse tipo de avaliação sempre foi essa. Assim, por exemplo, pesquisadores como eu, que transitam em várias áreas, acabam sempre tendo uma avaliação ruim de suas publicações, porque nem todas estão "na área" (sim, se vc publicar fora da "área", sua publicação pode não ser avaliada). Do mesmo modo, se eu publicar em um periódico "não avaliado" na área (internacional, por exemplo), corro o risco do mesmo não ser avaliado (e a publicação não contar nada) ou ainda receber um "C" (o que piora a situação). <br /><br />Além disso, há outro problema. Em muitas áreas, a maioria dos periódicos A são periódicos "fechados", ou seja, cujo conteúdo é fechado, só podemos acessá-los pagando (sério, às vezes é uma quantidade absurda de dinheiro, como 30 dólares por UM ARTIGO) ou via portal de periódicos (onde governo e universidades pagam para que os pesquisadores tenham acesso). Outras tantas vezes, esse artigo está preso numa revista impressa, de circulação limitada e que, uma vez terminada a edição, não circula mais. Eu, por exemplo, já cansei de bater de frente com um artigo muito interessante e relevante para o meu trabalho, mas publicado em uma base fechada que não se tinha acesso. Durante o doutorado, vasculhava a internet procurando por alguma pobre alma que tivesse publicado uma versão PDF de algum artigo publicado num periódico impresso que não existia em biblioteca alguma. <br /><br />Tudo isso para dizer o seguinte: Eu penso que<b> todos os acadêmicos têm um compromisso com a sociedade</b>. Sim, porque essa sociedade direta ou indiretamente pagou pela sua formação e pela sua pesquisa. E nesse compromisso está implícito que <b>o seu trabalho precisa circular, precisa estar disponível e as pessoas precisam ter acesso</b>. E por isso, desde o tempo do meu mestrado, quando primeiro fiz esse blog, lá em 2001, comecei a disponibilizar tudo o que eu publicava. Na época, muitos colegas me diziam chocados que eu estaria "dando dicas" do meu trabalho no blog e que este perderia a originalidade, que eu teria meus artigos "roubados" se colocasse online, etc. etc. Em 2009, quando lancei o meu primeiro livro, consegui um acordo com a editora para disponibilizá-lo na íntegra online (valeu, Cubo.cc!). As mesmas críticas voltaram. Disseram que meu livro não ia vender na versão impressa (sério, se eu fizesse pesquisa para ficar rica, tava frita), que ia ser mal avaliado porque "ebook nao conta nada para a CAPES", etc. etc. Vejam, nem sempre eu consigo publicar tudo em versão aberta. Meu segundo livro, por exemplo, não rolou porque não consegui patrocínio. E nem sempre consigo publicar em periódicos versão aberta (embora, dentro do possível, eu procure disponibilizar alguma versão sem copyright do trabalho nesse site). Mas sempre foi um esforço da minha parte e uma política que eu procurei seguir.<br /><br /><img alt="images.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/imagens/images.jpg" class="mt-image-right" style="float: right; margin: 0 0 20px 20px;" height="280" width="160" />Na sexta-feira, a Internet foi varrida pela notícia do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Aaron_Swartz">suicídio do Aaron Swartz</a>. O cara era um hacker e ativista, co-fundador do Reddit, um dos criadores do #STOPSOPA e que, dentre vários problemas, estava sendo processado pelo MIT, pelo JSTOR e pelo governo dos EUA por um crime incrível: Um belo dia, ele foi no MIT, hackeou a rede, baixou milhares de artigos cientiíficos que eram mantidos "fechados" no JSTOR e disponibilizou online (aliás, devo dizer que um dos artigos que eu mais precisei pra tese que eu mais me ralei pra encontrar estava no JSTOR e eu só consegui "pirata"). O julgamento criminal previa uma pena de até 35 anos de prisão pelo "crime". E por muitos amigos/conhecidos do Aaron, foi considerado <a href="http://lessig.tumblr.com/post/40347463044/prosecutor-as-bully">um dos fatores motivadores para o seu suicídio</a>, principalmente pela perseguição que ele sofreu do sistema jurídico americano. Independentemente do papel que o processo teve ou não no caso, ele é mais um fato para fazer com que os acadêmicos pensem (e repensem) suas políticas de publicação, e suas políticas de avaliação. Para mim, é em parte a motivação para escrever esse texto. <b>O conhecimento e a pesquisa devem ser livres e nós, acadêmicos, precisamos começar a pressionar as revistas pela liberação do conteúdo online</b>, fazer um esforço pela publicação do nosso material online e incentivar a circulação da produção de pesquisa. <b>E um pequeno passo é colocar aquilo que produzimos disponível.&nbsp; </b>E procurar publicar em periódicos abertos, sejam eles A, B ou C e pressionar os nossos órgãos de avaliação para que periódicos abertos recebam uma avaliação positiva.<br /><br />Nesse sentido, ontem alguns acadêmicos iniciaram uma campanha denominada #PDFTribute, em homenagem ao Aaron, solicitando aos demais que <a href="http://news.cnet.com/8301-1023_3-57563701-93/researchers-honor-swartzs-memory-with-pdf-protest/">publicassem seu conteúdo online e disponibilizassem o link</a> no Twitter. A lista de artigos que foi disponibilizada está <a href="http://pdftribute.net/">aqui</a>. :-) Então vamos lá gente, libertem seus papers! <br /><br />BTW, links:<br /><a href="http://pontomidia.com.br/wiki/doku.php?id=artigos">Minha produção online 1</a><br /><a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/artigos.html">Minha produção online 2<br /></a><a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/redessociaisnainternetrecuero.pdf">Meu livro "Redes Sociais na Internet"<br /></a><br />]]>
        
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    <title>7th International Conference on Weblogs and Social Media (ICWSM-13)</title>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/2012/12/cfp-7th-international-aaai-conference-on-weblogs-and-social-medi.html" />
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    <published>2012-12-17T11:59:23Z</published>
    <updated>2012-12-17T12:03:39Z</updated>

    <summary><![CDATA[Está aberta a chamada de trabalhos para o ICWSM 13- 7th AAAI International Conference on Weblogs and Social Media, que este ano vai ser em Boston, em Julho. Além do recebimento de artigos (long e short papers), há a possibilidade de propostas de workshops e tutoriais (http://www.icwsm.org/2013/submitting/call-for-papers/). O evento é focado em fazer uma ponte entre pesquisadores das Ciências Sociais/Humanas e das Exatas cujo foco dos estudos está na chamada mídia social e em apropriações das ferramentas de Comunicação Mediada pelo Computador. Este ano, eu estou ajudando como chair dos tutoriais (junto com o Winter Manson). Os tutoriais são eventos de um dia (no dia anterior ao início da conferência), onde os pesquisadores dão um curso técnico/empírico/metodológico a respeito de sua área de especialidade para os interessados. Assim, já tivemos tutoriais de softwares para análise de redes sociais, de métodos de pesquisa como etnografia e mesmo de discussão de teorias. Estamos muito interessados em receber propostas de pesquisadores das áreas das ciências sociais e os tutores dos cursos selecionados receberão uma compensação de 500 USD (a um limite máximo de 2 tutores por proposta), além de provavelmente a liberação da inscrição no ICWSM (esta última parte está em negociação). Se alguém se interessar, reproduzo abaixo o CFP dos tutoriais e as instruções para submeter. Sintam-se livres para espalhar a chamada de trabalhos entre os conhecidos e possíveis interessados. :D http://www.icwsm.org/2013/submitting/tutorials/ Call for Tutorials Tutorials at the Seventh International AAAI Conference on Weblogs and Social Media Sponsored by the Association for the Advancement of Artificial Intelligence Submission Deadline: January 15, 2013Submission site: https://www.easychair.org/conferences/?conf=tutorialsaticwsm13Notification of acceptance: January 31, 2013 The ICWSM-13 Committee invites proposals for Tutorials Day at the Seventh International AAAI Conference on Weblogs and Social Media (ICWSM-13). The Tutorials Day will be held on *July 11, 2013* in Boston, MA, USA. Anyone interested in presenting a tutorial at ICWSM-13 should submit a proposal to the 2013 Tutorials Chair (Submission site). What Is the Tutorials Day? The Tutorials Day provides an opportunity for junior and senior researchers to explore exciting advances in methods for capture, analysis and visualization of online data. The tutorials will provide an opportunity for cross-disciplinary engagement and a deeper understanding of new tools and techniques than can be gleaned from short presentations. The analysis of social media is rapidly advancing, and these tutorials will help us to keep abreast of developments as we learn from each other. Former Tutorials Days have been highly successful and we expect a similar attendance and interest in tutorials this year. Topics ICWSM is seeking proposals for advanced tutorials on cutting edge topics related to the analysis and understanding of social media. We are casting a wide net and are looking for topics in both the social and technical sciences. Each tutorial should provide either an in depth look at an emerging technique or software package or a broad summary of an important direction in the field. In-depth tutorials could focus, for example, on NLP, software for visualization, social network analysis, text analysis, qualitative inquiry, analysis with grid computing, field experiments, among others. Examples of broad summaries of the field could include an overview of semantic web techniques, an overview of social capital and social media, introduction to network analysis, lessons learned from social psychology and so forth. We encourage researchers to consider unique and novel tutorials that will advance and enlighten. We will favor tutorials that embed collaborative approaches and interactivity above tutorials that provide a day long lecture. We will work with successful applicants to ensure that infrastructure, software and online materials requirements are fully met. Tutors will be compensated. Submission Requirements The tutorials proposal should be shorter than 4 single spaced 10pt pages, and should include the following: Tutorial summary: (&lt; 400 words) This description will be placed on the website to attract participants. Justification and Precedent: A brief summary of why this tutorial would help attendees advance the state of the art in the analysis of social media as well as examples of past examples of this tutorial by the tutor or colleague. Prerequisites and outcomes: A description of the prerequisite skill set for the attendee as well as a list of goals for the tutor to accomplish by the end of the tutorial. Requirements: A list of software, equipment and content that needs to be made available by conference organizers. Biography: (&lt; 2 pgs + appendices) Name, mailing address, phone number, email address; background in the tutorial area, including an abridged list of relevant publications and/or presentations; evidence of teaching experience (courses taught or references); and evidence of scholarship in computer science or social science. Submissions must be in PDF format and can be made via the submission site. Presubmission questions can be sent to the co-chairs (Winter Mason and Raquel Recuero) at the following address: icwsm13@aaai.org...]]></summary>
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        <![CDATA[<img alt="icwsm13.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/imagens/icwsm13.jpg" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" height="172" width="293" />Está aberta a chamada de trabalhos para o ICWSM 13- <b>7th AAAI
    International Conference on Weblogs and Social Media,</b> que este ano
    vai ser em Boston, em Julho. Além do recebimento de artigos (long e
    short papers), há a possibilidade de propostas de workshops e
    tutoriais (<a class="moz-txt-link-freetext" href="http://www.icwsm.org/2013/submitting/call-for-papers/">http://www.icwsm.org/2013/submitting/call-for-papers/</a>). O
    evento é focado em fazer uma ponte entre pesquisadores das Ciências
    Sociais/Humanas e das Exatas cujo foco dos estudos está na chamada
    mídia social e em apropriações das ferramentas de Comunicação
    Mediada pelo Computador. <br />
    <br />
    Este ano, eu estou ajudando como chair dos tutoriais (junto com o
    Winter Manson). Os
    tutoriais são eventos de um dia (no dia anterior ao início da
    conferência), onde os pesquisadores dão um curso
    técnico/empírico/metodológico a respeito de sua área de
    especialidade para os interessados. Assim, já tivemos tutoriais de
    softwares para análise de redes sociais, de métodos de pesquisa como
    etnografia e mesmo de discussão de teorias. Estamos muito
    interessados em receber propostas de pesquisadores das áreas das
    ciências sociais e os tutores dos cursos selecionados receberão uma
    compensação de 500 USD (a um limite máximo de 2 tutores por
    proposta), além de provavelmente a liberação da inscrição no ICWSM
    (esta última parte está em negociação). <br />
    <br />
    Se alguém se interessar, reproduzo abaixo o CFP dos tutoriais e as
    instruções para submeter. Sintam-se livres para espalhar a chamada
    de trabalhos entre os conhecidos e possíveis interessados. :D<br />
    <br />
    <a class="moz-txt-link-freetext" href="http://www.icwsm.org/2013/submitting/tutorials/">http://www.icwsm.org/2013/submitting/tutorials/</a><br />
    <br />
    
    <h2 class="pageTitle">Call for Tutorials</h2>
    <h4>Tutorials at the Seventh International AAAI Conference on
      Weblogs and Social Media</h4>
    <h6>Sponsored by the Association for the Advancement of Artificial
      Intelligence</h6>
    <ul><li>Submission Deadline: January 15, 2013</li><li>Submission site: <a href="https://www.easychair.org/conferences/?conf=tutorialsaticwsm13">https://www.easychair.org/conferences/?conf=tutorialsaticwsm13</a></li><li>Notification of acceptance: January 31, 2013</li></ul>
    <p>The ICWSM-13 Committee invites proposals for Tutorials Day at the
      Seventh International AAAI Conference on Weblogs and Social Media
      (ICWSM-13). The Tutorials Day will be held on *July 11, 2013* in
      Boston, MA, USA. Anyone interested in presenting a tutorial at
      ICWSM-13 should submit a proposal to the 2013 Tutorials Chair (<a href="https://www.easychair.org/conferences/?conf=tutorialsaticwsm13">Submission
        site</a>).</p>
    <h4>What Is the Tutorials Day?</h4>
    <p>The Tutorials Day provides an opportunity for junior and senior
      researchers to explore exciting advances in methods for capture,
      analysis and visualization of online data. The tutorials will
      provide an opportunity for cross-disciplinary engagement and a
      deeper understanding of new tools and techniques than can be
      gleaned from short presentations. The analysis of social media is
      rapidly advancing, and these tutorials will help us to keep
      abreast of developments as we learn from each other. Former
      Tutorials Days have been highly successful and we expect a similar
      attendance and interest in tutorials this year.</p>
    <h4>Topics</h4>
    <p>ICWSM is seeking proposals for advanced tutorials on cutting edge
      topics related to the analysis and understanding of social media.
      We are casting a wide net and are looking for topics in both the
      social and technical sciences. </p>
    <p>Each tutorial should provide either an in depth look at an
      emerging technique or software package or a broad summary of an
      important direction in the field. In-depth tutorials could focus,
      for example, on NLP, software for visualization, social network
      analysis, text analysis, qualitative inquiry, analysis with grid
      computing, field experiments, among others. </p>
    <p>Examples of broad summaries of the field could include an
      overview of semantic web techniques, an overview of social capital
      and social media, introduction to network analysis, lessons
      learned from social psychology and so forth. </p>
    <p>We encourage researchers to consider unique and novel tutorials
      that will advance and enlighten. We will favor tutorials that
      embed collaborative approaches and interactivity above tutorials
      that provide a day long lecture. We will work with successful
      applicants to ensure that infrastructure, software and online
      materials requirements are fully met. Tutors will be compensated.</p>
    <h4>Submission Requirements</h4>
    <p>The tutorials proposal should be shorter than 4 single spaced
      10pt pages, and should include the following: </p>
    <ul><li> Tutorial summary: (&lt; 400 words) This description will be
        placed on the website to attract participants. </li><li> Justification and Precedent: A brief summary of why this
        tutorial would help attendees advance the state of the art in
        the analysis of social media as well as examples of past
        examples of this tutorial by the tutor or colleague. </li><li> Prerequisites and outcomes: A description of the prerequisite
        skill set for the attendee as well as a list of goals for the
        tutor to accomplish by the end of the tutorial. </li><li> Requirements: A list of software, equipment and content that
        needs to be made available by conference organizers. </li><li> Biography: (&lt; 2 pgs + appendices) Name, mailing address,
        phone number, email address; background in the tutorial area,
        including an abridged list of relevant publications and/or
        presentations; evidence of teaching experience (courses taught
        or references); and evidence of scholarship in computer science
        or social science.</li></ul>
    <p>Submissions must be in PDF format and can be made via the <a href="https://www.easychair.org/conferences/?conf=tutorialsaticwsm13">submission
        site</a>. Presubmission questions can be sent to the co-chairs
      (Winter Mason and Raquel Recuero) at the following address:
      <a class="moz-txt-link-abbreviated" href="mailto:icwsm13@aaai.org">icwsm13@aaai.org</a></p>
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    <title>Artigos 2012</title>
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    <published>2012-11-11T16:00:42Z</published>
    <updated>2012-11-11T16:11:48Z</updated>

    <summary>Atualizei a parte dos artigos publicados em 2012, com os links para suas versões mais atuais e em rascunho. Como nem sempre está funcionando o link, tentem por aqui: artigos publicados....</summary>
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        <![CDATA[Atualizei a parte dos artigos publicados em 2012, com os links para suas versões mais atuais e em rascunho. Como nem sempre está funcionando o link, tentem por aqui: <a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/artigos.html" target=_blank>artigos publicados</a>.]]>
        
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    <title>ABCiber 2012 - Twitter</title>
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    <published>2012-11-07T17:09:44Z</published>
    <updated>2012-11-07T18:14:14Z</updated>

    <summary>Update: Desculpem aqueles que estavam esperando os dados do FB. Pra variar, mega bugado o sistema, hoje só consegui coletar uma parte. Vou tentar amanhã de novo.Este ano, novamente, não pude ir na ABCiber. Então, aqui de fora, fiz um pequeno mapeamento do que foi falado no evento, no Twitter e no Facebook. (Dados coletados do primeiro e parte do segundo dia de evento. Não estão completos, mas não sei se vou ter tempo de coletar todos amanhã. :)Então, começando pelo Twitter. Este ano, tivemos 143 pessoas (contas) tuitando sobre o evento (até agora), 1033 tweets, mas um número expressivo de retweets, mais da metade desse número constitui-se apenas de RTs. Abaixo, o grafo com as fotinhos. Quanto mais central a foto, mais influente o ator (ou seja, mais ele foi citado, mencionado e apareceu nos tweets). (Clique na imagem para ver maior.)Quem tuitou mais?Na ordem: @heliopaz, @bringthecat, @synthzoid, @marcobonito, @clovisml, @tatitosi, @SylvioGoncalves, @antounh, @adriaramaral, @anabee.Quem foi mais mencionado?Na ordem: @nancybaym, @adriaramaral, @abciber2012, @erickfelinto, @sibonei, @alexprimo, @gabizago, @fabiofernandes, @fatimaregis, @fabiomalini.Quem recebeu mais respostas (gerou mais conversação com seus tweets)? Na ordem: @alexprimo, @adriaramaral, @gabizago, @sibonei, @nancybaym, @abciber2012, @viniap, @marcoshiller, @guzferreira, @iedatourinhoQuais hashtags apareceram mais?#abciber2012, #eixo2, #eixo8, #sala204, #eixo5, #eixo7, #participe, #gtentretenimentodigital, #sala309, #feevaleQuem foram os maiores influenciadores por citações/menções? (Pessoas que foram citadas, mencionadas e apontadas nos tweets durante as conversações na ABCiber) Na ordem: @nancybaym (35), @adriaramaral (34), @erickfelinto (25), @alexprimo (24), @sibonei (21), @gabizago (20), @aninhabandeira (15), @thikos (13), @patriciamorais_ (10), @thaisbmiranda (9).Quem foram os maiores influenciadores por tweets? (Pessoas que com seus tweets influenciaram citações da ABCiber)Na ordem: @ABCiber2012 (28), @adriaramaral (19), @gabizago (16), @erikaoikawa (12), @thaisbmiranda (12), @antounh (11), @marcobonito (10), @dqlopes (8), @Mari_Pimentel (8) e @Sheron_Neves (8)....</summary>
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        <![CDATA[<i><u>Update:</u> Desculpem aqueles que estavam esperando os dados do FB. Pra variar, mega bugado o sistema, hoje só consegui coletar uma parte. Vou tentar amanhã de novo.</i><br /><br />Este ano, novamente, não pude ir na ABCiber. Então, aqui de fora, fiz um pequeno mapeamento do que foi falado no evento, no Twitter e no Facebook. (Dados coletados do primeiro e parte do segundo dia de evento. Não estão completos, mas não sei se vou ter tempo de coletar todos amanhã. :)<br /><br />Então, começando pelo Twitter. Este ano, tivemos 143 pessoas (contas) tuitando sobre o evento (até agora), 1033 tweets, mas um número expressivo de retweets, mais da metade desse número constitui-se apenas de RTs. Abaixo, o grafo com as fotinhos. Quanto mais central a foto, mais influente o ator (ou seja, mais ele foi citado, mencionado e apareceu nos tweets). (Clique na imagem para ver maior.)<br /><br /><a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/assets_c/2012/11/abciber2012-449.html" onclick="window.open('http://www.pontomidia.com.br/raquel/assets_c/2012/11/abciber2012-449.html','popup','width=817,height=760,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/assets_c/2012/11/abciber2012-thumb-400x372-449.png" alt="abciber2012.png" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" height="372" width="400" /></a><br /><br /><b>Quem tuitou mais?</b><br />Na ordem: @heliopaz, @bringthecat, @synthzoid, @marcobonito, @clovisml, @tatitosi, @SylvioGoncalves, @antounh, @adriaramaral, @anabee.<br /><br /><b>Quem foi mais mencionado?</b><br />Na ordem: @nancybaym, @adriaramaral, @abciber2012, @erickfelinto, @sibonei, @alexprimo, @gabizago, @fabiofernandes, @fatimaregis, @fabiomalini.<br /><br /><b>Quem recebeu mais respostas (gerou mais conversação com seus tweets)? </b><br />Na ordem: @alexprimo, @adriaramaral, @gabizago, @sibonei, @nancybaym, @abciber2012, @viniap, @marcoshiller, @guzferreira, @iedatourinho<br /><br /><b>Quais hashtags apareceram mais?</b><br />#abciber2012, #eixo2, #eixo8, #sala204, #eixo5, #eixo7, #participe, #gtentretenimentodigital, #sala309, #feevale<br /><br /><b>Quem foram os maiores influenciadores por citações/menções? (Pessoas que foram citadas, mencionadas e apontadas nos tweets durante as conversações na ABCiber) </b><br />Na ordem: @nancybaym (35), @adriaramaral (34), @erickfelinto (25), @alexprimo (24), @sibonei (21), @gabizago (20), @aninhabandeira (15), @thikos (13), @patriciamorais_ (10), @thaisbmiranda (9).<br /><br /><b>Quem foram os maiores influenciadores por tweets? (Pessoas que com seus tweets influenciaram citações da ABCiber)</b><br />Na ordem: @ABCiber2012 (28), @adriaramaral (19), @gabizago (16), @erikaoikawa (12), @thaisbmiranda (12), @antounh (11), @marcobonito (10), @dqlopes (8), @Mari_Pimentel (8) e @Sheron_Neves (8).<br /> 

<div><br /><br /></div><div><br /></div>]]>
        
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    <title>Agenda</title>
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    <published>2012-09-25T11:48:25Z</published>
    <updated>2012-09-25T12:05:01Z</updated>

    <summary>Nos próximos dias, faço uma pequena tour pelo mundo, para quem estiver por perto e quiser dar um alô:# Dia 05/10 estarei no Senale em Pelotas em uma mesa discutindo a Violência em Sites de Rede Social na Internet, conjuntamente com outros professores. A idéia é debater um pouco mais os efeitos do discurso da violência e suas características, especialmente no Facebook. Essa idéia faz parte de um projeto de pesquisa que tenho desenvolvido desde o ano passado em conjunto com a Aracy Ernst. # Dia 06/10 faço uma participação a distância no Internet Festival em Pisa no painel &quot;Più amici o più soli? L&apos;impatto dell&apos;utilizzo dei social networks sulle relazioni personali, fra luci e ombre&quot;. # Dia 10/10, vou falar sobre &quot;Conversação em Rede&quot; (tudo a ver com o último post e tema do meu último livro) no SimSocial, em Salvador/BA. Pretendo falar também sobre as aplicações do estudo dessas conversações em elementos práticos que são objeto dos meus projetos de pesquisa, como monitoramento, violência e etc.# Dia 17/10 vou falar no Simpósio Brasileiro de Sistemas Colaborativos (SBSC 2012) em São Paulo. Vou falar de &quot;Redes Sociais, Capital Social e Colaboração&quot;. Também no mesmo dia, falo em um workshop sobre colaboração, redes e ambientes de trabalho a tarde.# Dia 21/10 apresento um trabalho sobre as apropriações dos fãs no Twitter, em conjunto com a Adriana Amaral e a Camila Monteiro na Internet Research Conference.# Dia 23/10 estarei no Oxford Internet Institute falando sobre o ecossistema dos trending topics no Twitter no Brasil e seus efeitos nas dinâmicas de apropriação e no impacto da ferramenta por aqui. Esse trabalho também faz parte de um estudo que desenvolvo desde o ano passado com o Ricardo Araújo....</summary>
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        <![CDATA[Nos próximos dias, faço uma pequena tour pelo mundo, para quem estiver por perto e quiser dar um alô:<br /><br /># Dia 05/10 estarei no <a href="http://www.ucpel.tche.br/senale">Senale</a> em Pelotas em uma mesa discutindo a <b>Violência em Sites de Rede Social na Internet,</b> conjuntamente com outros professores. A idéia é debater um pouco mais os efeitos do discurso da violência e suas características, especialmente no Facebook. Essa idéia faz parte de um projeto de pesquisa que tenho desenvolvido desde o ano passado em conjunto com a Aracy Ernst. <br /><br /># Dia 06/10 faço uma participação a distância no <a href="http://www.internetfestival.it/eventi/piu-amici-o-piu-soli/">Internet Festival em Pisa</a> no painel "Più amici o più soli? L'impatto dell'utilizzo dei social networks sulle relazioni personali, fra luci e ombre". <br /><br /># Dia 10/10, vou falar sobre "<b>Conversação em Rede</b>" (tudo a ver com o último post e tema do meu último livro) no <a href="http://gitsufba.net/simsocial/programacao/">SimSocial</a>, em Salvador/BA. Pretendo falar também sobre as aplicações do estudo dessas conversações em elementos práticos que são objeto dos meus projetos de pesquisa, como monitoramento, violência e etc.<br /><br /># Dia 17/10 vou falar no <a href="http://sws2012.ime.usp.br/sbsc/palestras.php">Simpósio Brasileiro de Sistemas Colaborativos (SBSC 2012) </a>em São Paulo. Vou falar de "<b>Redes Sociais, Capital Social e Colaboração</b>". Também no mesmo dia, falo em um workshop sobre colaboração, redes e ambientes de trabalho a tarde.<br /><br /># Dia 21/10 apresento um trabalho sobre as <b>apropriações dos fãs no Twitter,</b> em conjunto com a <a href="http://www.adriamaral.com/">Adriana Amaral </a>e a Camila Monteiro na <a href="https://www.conftool.com/aoir-ir13/sessions.php">Internet Research Conference</a>.<br /><br /># Dia 23/10 estarei no <a href="http://www.oii.ox.ac.uk/">Oxford Internet Institute</a> falando sobre o <b>ecossistema dos trending topics no Twitter no Brasil </b>e seus efeitos nas dinâmicas de apropriação e no impacto da ferramenta por aqui. Esse trabalho também faz parte de um estudo que desenvolvo desde o ano passado com o <a href="http://www.ricardoaraujo.net/">Ricardo Araújo</a>.<br /> ]]>
        
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    <title>É preciso discutir novas Métricas para Mídia Social</title>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/2012/09/e-preciso-discutir-novas-metricas-para-midia-social.html" />
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    <published>2012-09-25T11:18:43Z</published>
    <updated>2012-09-25T11:42:29Z</updated>

    <summary>Faz tempo que tenho discutido, no mercado e fora dele, um pouco mais sobre métricas em mídia social. Hoje, lendo essa matéria do Mashable, onde o Evan Williams (ex-CEO do Twitter) fala que precisamos de métricas melhores do que &quot;número de seguidores&quot; lembrei da discussão. Vejam, o problema da mídia social é que é um sistema complexo, cujas dinâmicas e cujos padrões são constantemente alterados pela entrada de novos indivíduos, pelo surgimento de novas apropriações e mesmo pela criação de novas funcionalidades. Apenas para dar um exemplo disso, basta pensar no surgimento da timeline da home do Facebook, que é super recente e que ninguém mais concebe a ferramenta sem ela. Sim, essa timeline deu um caráter mais social e aumentou a visibilidade de todos no Facebook, inclusive, das marcas. O Facebook, ao contrário do Twitter, carecia de um canal geral, onde a informação circulasse de forma mais abrangente, mais em streaming e que gerasse o encontro por &quot;acaso&quot; com coisas que fossem relevantes. E conseguiu. Só que também, com isso, passou a sofrer dos mesmos problemas do Twitter, como a dificuldade em obter atenção porque agora, há informação em demasia.Bem, mas o que tudo isso tem a ver com métricas? É simples: essas complexificações geram a necessidade de novas métricas que dêem conta disso. Por exemplo, número de seguidores (ou número de fãs) são métricas simples. Elas mostram visibilidade, mas não atenção. Atenção é o grande recurso escasso da mídia social (e da contemporaneidade, já mostrou o Lahan em seu livro &quot;The Economics of Attention&quot;). Assim, uma informação que foi publicada por uma marca que tem milhares de fãs pode ser visível, mas só por um curto período de tempo, e não gerar nenhuma atenção. Da mesma forma, curtidas, comentários e compartilhamentos também indicam coisas diferentes, mas precisam ser colocados em contexto, assim como menções e retweets. E pensar em contexto, quando a maioria das ferramentas que usamos para medir tira essas coisas dele, é o mais difícil. Tudo isso tem que ser pensado em um contexto de interação, onde o capital social atua como principal motivador. Assim, por exemplo, uma &quot;curtida&quot; no Facebook pode ter centenas de sentidos, dentre os quais, um menor comprometimento com a participação na conversa. Já um comentário indica um maior investimento de tempo, um maior engajamento e exposição. Já um compartilhamento é um ponto de visibilidade (e sim, pode ser bom ou ruim).E como pensar tudo isso? Para mim, precisamos começar a pensar em métricas que possam indicar a participação na conversação e o impacto da marca para essa conversação. É preciso olhar para a rede, observar quem fala, quando fala e como fala e, sobretudo, em qual contexto. É preciso examinar o capital social, a clusterização da rede, as reverberações no tempo. É preciso criar formas de pensar na atenção, e não apenas na visibilidade, no engajamento e não apenas em coisas que podem ser criadas artificialmente (como o número de curtidas ou de fãs). Tenho tentado pensar por esse viés e feito alguns experimentos que têm apresentados resultados relevantes. Mas eu não tenho a receita, mas estou tentando pensar em coisas diferentes. Tenho usado Análise de Redes para medir algumas coisas e tem sido interessante, especialmente quanto a conversação e aos sujeitos. Mas é preciso ir além. Pensar de forma mais interdisciplinar e mais complexa. Por exemplo, e se tomarmos uma amostragem do que é dito, podemos usar estatística para determinar posicionamentos mais gerais? Como observar as relações do macro universo da percepção das pessoas com o micro (aquilo que elas comentam efetivamente)? Como pensar, a partir disso, em práticas de SAC 2.0 (odeio esse termo, mas acho que as empresas e marcas precisam sim tomar parte na conversacão e ouvir o consumidor é a primeira delas)? Enfim, não tenho respostas. Esse post é mais uma provocação do que qualquer coisa. Espero que com a popularização da pesquisa na área, mais gente comece a usar conhecimento acadêmico para medir coisas do mundo real e que isso tenha bons resultados. Taí uma área bem legal para a pesquisa em publicidade. :)...</summary>
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        <![CDATA[<img alt="redeconversacao.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/imagens/redeconversacao.jpg" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" height="193" width="249" />Faz tempo que tenho discutido, no mercado e fora dele, um pouco mais sobre <b>métricas em mídia social</b>. Hoje, lendo <a href="http://mashable.com/2012/09/25/twitter-follower-count">essa matéria do Mashable</a>, onde o Evan Williams (ex-CEO do Twitter) fala que precisamos de métricas melhores do que "número de seguidores" lembrei da discussão. Vejam, o problema da mídia social é que é um <b>sistema complexo</b>, cujas dinâmicas e cujos padrões são <b>constantemente alterados</b> pela entrada de novos indivíduos, pelo surgimento de novas apropriações e mesmo pela criação de novas funcionalidades. Apenas para dar um exemplo disso, basta pensar no surgimento da timeline da home do Facebook, que é super recente e que ninguém mais concebe a ferramenta sem ela. Sim, essa timeline deu um caráter mais social e aumentou a visibilidade de todos no Facebook, inclusive, <a href="http://allfacebook.com/timeline-brands-roger-katz_b98771">das marcas</a>. O Facebook, ao contrário do Twitter, carecia de um canal geral, onde a informação circulasse de forma mais abrangente, mais em streaming e que gerasse o encontro por "acaso" com coisas que fossem relevantes. E conseguiu. Só que também, com isso, passou a sofrer dos mesmos problemas do Twitter, como a dificuldade em obter atenção porque agora, há informação em demasia.<br /><br /><b>Bem, mas o que tudo isso tem a ver com métricas?</b> É simples: essas complexificações geram a necessidade de novas métricas que dêem conta disso. Por exemplo, número de seguidores (ou número de fãs) são métricas <b>simples</b>. Elas mostram <b>visibilidade</b>, mas não <b>atenção</b>. Atenção é o grande recurso escasso da mídia social (e da contemporaneidade, já mostrou o Lahan em seu livro "The Economics of Attention"). Assim, uma informação que foi publicada por uma marca que tem milhares de fãs pode ser visível, mas só por um curto período de tempo, e não gerar <b>nenhuma atenção</b>. Da mesma forma, curtidas, comentários e compartilhamentos também indicam coisas diferentes, mas precisam ser colocados em contexto, assim como menções e retweets. E pensar em contexto, quando a maioria das ferramentas que usamos para medir tira essas coisas dele, é o mais difícil. Tudo isso tem que ser pensado em um <b>contexto de interação</b>, onde o <b>capital social</b> atua como principal motivador. Assim, por exemplo, uma "curtida" no Facebook pode ter centenas de sentidos, dentre os quais, um menor comprometimento com a participação na conversa. Já um comentário indica um maior investimento de tempo, um maior engajamento e exposição. Já um compartilhamento é um ponto de visibilidade (e sim, pode ser bom ou ruim).<br /><br />E como pensar tudo isso? Para mim, precisamos começar a pensar em métricas que possam indicar a <b>participação na conversação</b> e o impacto da marca para essa conversação. É preciso <b>olhar para a rede, observar quem fala, quando fala e como fala e, sobretudo, em qual contexto</b>. É preciso examinar o capital social, a clusterização da rede, as reverberações no tempo. É preciso criar formas de pensar na atenção, e não apenas na visibilidade, no engajamento e não apenas em coisas que podem ser criadas artificialmente (como o número de curtidas ou de fãs). Tenho tentado pensar por esse viés e feito alguns experimentos que têm apresentados resultados relevantes. Mas eu não tenho a receita, mas estou tentando pensar em coisas diferentes. Tenho usado Análise de Redes para medir algumas coisas e tem sido interessante, especialmente quanto a conversação e aos sujeitos. Mas é preciso ir além. Pensar de forma mais interdisciplinar e mais complexa. Por exemplo, e se tomarmos uma amostragem do que é dito, podemos usar estatística para determinar posicionamentos mais gerais? Como observar as relações do macro universo da percepção das pessoas com o micro (aquilo que elas comentam efetivamente)? Como pensar, a partir disso, em práticas de SAC 2.0 (odeio esse termo, mas acho que as empresas e marcas precisam sim tomar parte na conversacão e ouvir o consumidor é a primeira delas)? <br /><br />Enfim, não tenho respostas. Esse post é mais uma provocação do que qualquer coisa. Espero que com a popularização da pesquisa na área, mais gente comece a usar conhecimento acadêmico para medir coisas do mundo real e que isso tenha bons resultados. Taí uma área bem legal para a pesquisa em publicidade. :)<br /> ]]>
        
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    <title>BRAPEL na Internet</title>
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    <published>2012-08-23T16:33:33Z</published>
    <updated>2012-08-23T16:45:15Z</updated>

    <summary>Ontem aqui em Pelotas/RS aconteceu um dos jogos de futebol mais tradicionais, o BraPel 350 (Brasil/PE x Pelotas). O jogo foi transmitido pela Internet em um esforço conjunto do Diário Popular e do site Rede Esportiva e contou com a participação de muita gente pela rede. Vejam os dados que coletei no Twitter:Rede de pessoas que tuitaram na noite de ontem usando as tags Brapel, #Brapelaovivo, #paznobrapel, Xavante e Lobão. Em vermelho, os torcedores do Brasil, em amarelo os do Pelotas. Em azul escuro, estão aqueles que repassaram informações sem se posicionarem e a imprensa. Foram 758 nós e 5658 tweets contendo alguma referência ao jogo. E entre as palavras mais citadas? Veja a tagcloud abaixo.Entre aqueles mais citados: @O_Bairrista, @JuarezRoth, @diariopopularRS, @futebolgauchoRS, @e001, @redeesportiva, @ecpelotas, @peleiafc.Curiosamente, entre as duplas de palavras que mais apareceram estão: &quot;meu xavante&quot;; &quot;quanto ta&quot;; &quot;vamo xavante&quot;; &quot;xavante lobão&quot;; &quot;fazem clássico&quot;. O tweet que mais foi retuitado foi um comentário d&apos;O_Bairrista sobre o jogo. :)...</summary>
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        <![CDATA[Ontem aqui em Pelotas/RS aconteceu um dos jogos de futebol mais tradicionais, o BraPel 350 (Brasil/PE x Pelotas). O jogo foi transmitido pela Internet em um esforço conjunto do <a href="http://www.diariopopular.com.br/site/content/home/">Diário Popular</a> e do site<a href="http://redeesportiva.com.br/"> Rede Esportiva</a> e contou com a participação de muita gente pela rede. Vejam os dados que coletei no Twitter:<br /><br />Rede de pessoas que tuitaram na noite de ontem usando as tags Brapel, #Brapelaovivo, #paznobrapel, Xavante e Lobão. Em vermelho, os torcedores do Brasil, em amarelo os do Pelotas. Em azul escuro, estão aqueles que repassaram informações sem se posicionarem e a imprensa.<br /><br /><a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/assets_c/2012/08/brapel-436.html" onclick="window.open('http://www.pontomidia.com.br/raquel/assets_c/2012/08/brapel-436.html','popup','width=817,height=760,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/assets_c/2012/08/brapel-thumb-400x372-436.jpg" alt="brapel.jpg" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" height="372" width="400" /></a><br /> <div>Foram 758 nós e 5658 tweets contendo alguma referência ao jogo. E entre as palavras mais citadas? Veja a tagcloud abaixo.<br /><br /><a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/assets_c/2012/08/tagcloud-439.html" onclick="window.open('http://www.pontomidia.com.br/raquel/assets_c/2012/08/tagcloud-439.html','popup','width=784,height=502,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/assets_c/2012/08/tagcloud-thumb-400x256-439.png" alt="tagcloud.png" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" height="256" width="400" /></a><br /></div><div>Entre aqueles mais citados: @O_Bairrista, @JuarezRoth, @diariopopularRS, @futebolgauchoRS, @e001, @redeesportiva, @ecpelotas, @peleiafc.<br /><br />Curiosamente, entre as duplas de palavras que mais apareceram estão: "meu xavante"; "quanto ta"; "vamo xavante"; "xavante lobão"; "fazem clássico". O tweet que mais foi retuitado foi um comentário d'O_Bairrista sobre o jogo. :) <br /></div>]]>
        
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    <title>Sobre a perda de relevância do Twitter - Meus dois centavos</title>
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    <published>2012-08-15T11:40:19Z</published>
    <updated>2012-08-15T12:25:55Z</updated>

    <summary>O Juliano Spyer publicou um texto muito polêmico e interessante no Webinsider ontem. O texo é tão relevante que me compeliu a comentar. Basicamente, ele argumenta que o Twitter está perdendo relevância, por vários motivos, como a difusão da atenção da audiência. E como eu queria falar mais do que um comentário permitiria, escrevi aqui uma pequena contribuição para a discussão iniciada pelo Juliano, que eu admiro muito.Mudanças no TwitterÉ nítido que houve uma mudança no Twitter e na minha opinião, associada a algumas questões contextuais. A primeira delas, pra mim, é a entrada de um novo público que não era o usuário habitual da ferramenta há três anos: os adolescentes. Estes últimos entraram no Twitter seguindo, principalmente, os ídolos e celebridades que fizeram da ferramenta suas plataformas oficiais de RP e sua influência é claramente percebida na apropriação dos Trending Topics para fazer ações para os ídolos e brincadeiras entre si. O Twitter, assim, virou para esses jovens uma plataforma de relacionamento direto com os ídolos, numa ilusão de muito mais tête-a-tête do a que o MySpace, por exemplo, proporcionava. E virou também uma plataforma de ação onde é possível ganhar visibilidade do ídolo e dos demais (as &quot;guerras&quot; de trending topics). E, como a maior parte da mídia de massa tem representação lá, também é um terreno fértil para &quot;reprovar&quot; e &quot;protestar&quot; contra matérias que tratem indignamente essas celebridades. Esses adolescentes ressignificaram o Twitter. Tornaram a ferramenta não apenas informativa, mas fundamentalmente, uma plataforma de ação coletiva, cujo valor não está mais na circulação de informações e na filtragem (para eles), mas na possibilidade de &quot;falar&quot; com o ídolo (através dos TTs, por exemplo, mas ainda com a chance de receber uma mensagem) e interagir com outros jovens que têm a mesma identificação. Como conseqüência, outras formas de ações assertivas nesses tópicos também emergiram. Com isso, há um decréscimo do valor dos Trending Topics como ferramentas informativas dentro do Twitter, já que estes passam a apresentar apenas afirmações desses fãs e não mais notícias, fatos e comentários que estão circulando por toda a rede. Esse descréscimo, entretanto, ele ocorre para o usuário que está no Twitter pela informação. Ao mesmo tempo, essas apropriações geram valores para outro público, que corre para o Twitter (fãs, celebridades, ídolos, etc.) e também mostraram que é possível usar a plataforma para ativismo, outro foco que tem crescido.Outro elemento-chave é o surgimento do stream do Facebook (aquela home onde ficam aparecendo informações da sua rede social). Em certa medida, o stream veio para concorrer sim com o Twitter, especialmente pela atenção e pela informação social. E muitas conversações do Twitter mudaram -se pra lá. Com isso, o uso social do Twitter em geral (a exceção do caso dos adolescentes) parece ter descrescido em prol do Facebook. Além disso o stream vem concorrer diretamente com a atenção direcionada para o Twitter e há sim uma redução da atenção no primeiro.Entretanto...O Facebook não conseguiu substituir o Twitter em termos informativos/noticiosos e na filtragem de informações. Concordo que há um decréscimo de vários valores originalmente construídos e uma pulverização da atenção, causada principalmente pela chegada do Facebook. Mas ao mesmo tempo, temos o surgimento de outros valores (como o contato com celebridades e ídolos, que sustentou o MySpace) e o uso da plataforma como forma de ativismo social. Outro ponto importante é que mesmo o stream do Facebook sofre com a difusão de informações relevantes justamente pela quantidade de conexões que as pessoas têm e que concorrem diretamente com uma função mais informativa/noticiosa que o Twitter retém. Vejam que essas mudanças de apropriação são coisas absolutamente normais, que fazem parte da dinâmica de uso e significação humana dos valores da interação nos sites de rede social. Acontece com todas as ferramentas (o Facebook, por exemplo, despontou no Brasil com os jogos... e hoje o stream lhe deu outras funções e valores). Assim, eu concordo com o Spyer, mas apenas parcialmente. Há uma mudança de valores, com o decréscimo de uns e o crescimento de outros que é naturalmente decorrente da apropriação. Mas não podemos falar em &quot;perda de relevância geral&quot; (relevância pra quem?). Há ganho de alguns públicos e perda de outros. Mas eu consideraria temerário não levar em conta o Twitter como plataforma de relacionamento de marcas e pensar que o Facebook vai substituí-lo. Ao menos, por enquanto....</summary>
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        <![CDATA[<img alt="twitter.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/imagens/twitter.jpg" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" height="53" width="143" />O <a href="http://www.naozero.com.br/">Juliano Spyer</a> publicou <a href="http://webinsider.uol.com.br/2012/08/14/a-perda-de-relevancia-do-twitter-no-brasil/">um texto muito polêmico e interessante no Webinsider ontem</a>. O texo é tão relevante que me compeliu a comentar. Basicamente, ele argumenta que o Twitter está perdendo relevância, por vários motivos, como a difusão da atenção da audiência. E como eu queria falar mais do que um comentário permitiria, escrevi aqui uma pequena contribuição para a discussão iniciada pelo Juliano, que eu admiro muito.<br /><br /><b>Mudanças no Twitter</b><br /><br />É nítido que <b>houve uma mudança no Twitter</b> e na minha opinião, associada a algumas <b>questões contextuais</b>. A primeira delas, pra mim, é a entrada de um novo público que não era o usuário habitual da ferramenta há três anos: <b>os adolescentes</b>. Estes últimos entraram no Twitter seguindo, principalmente, os ídolos e celebridades que fizeram da ferramenta suas plataformas oficiais de RP e sua influência é claramente percebida na <b>apropriação dos Trending Topics</b> para fazer ações para os ídolos e brincadeiras entre si. O Twitter, assim, virou para esses jovens uma <b>plataforma de relacionamento direto com os ídolos</b>, numa ilusão de muito mais tête-a-tête do a que o MySpace, por exemplo, proporcionava. E virou também uma plataforma de ação onde é possível ganhar visibilidade do ídolo e dos demais (as "guerras" de trending topics). E, como a maior parte da mídia de massa tem representação lá, também é um terreno fértil para "reprovar" e "protestar" contra matérias que tratem indignamente essas celebridades. <br /><br /><b>Esses adolescentes ressignificaram o Twitter</b>. Tornaram a ferramenta não apenas informativa, mas fundamentalmente, uma <b>plataforma de ação coletiva,</b> cujo valor não está mais na circulação de informações e na filtragem (para eles), mas na possibilidade de "falar" com o ídolo (através dos TTs, por exemplo, mas ainda com a chance de receber uma mensagem) e interagir com outros jovens que têm a mesma identificação. Como conseqüência, outras formas de ações assertivas nesses tópicos também emergiram. Com isso, há um decréscimo do valor dos Trending Topics como ferramentas informativas dentro do Twitter, já que estes passam a apresentar apenas afirmações desses fãs e não mais notícias, fatos e comentários que estão circulando por toda a rede. Esse descréscimo, entretanto, ele ocorre para o usuário que está no Twitter pela informação. Ao mesmo tempo, <b>essas apropriações geram valores para outro público</b>, que corre para o Twitter (fãs, celebridades, ídolos, etc.) e também mostraram que é possível usar a plataforma para ativismo, outro foco que tem crescido.<br /><br />Outro elemento-chave é o <b>surgimento do stream do Facebook </b>(aquela home onde ficam aparecendo informações da sua rede social). Em certa medida, o stream veio para concorrer sim com o Twitter, especialmente pela atenção e pela informação social. E muitas conversações do Twitter mudaram -se pra lá. Com isso, o uso social do Twitter em geral (a exceção do caso dos adolescentes) parece ter descrescido em prol do Facebook. Além disso o stream vem concorrer diretamente com a atenção direcionada para o Twitter e há sim uma redução da atenção no primeiro.<br /><br /><b>Entretanto...</b><br /><br /><b>O Facebook não conseguiu substituir o Twitter em termos informativos/noticiosos e na filtragem de informações. </b>Concordo que há um decréscimo de vários valores originalmente construídos e uma <b>pulverização da atenção</b>, causada principalmente pela chegada do Facebook. Mas ao mesmo tempo, temos o surgimento de outros valores (como o contato com celebridades e ídolos, que sustentou o MySpace) e o uso da plataforma como forma de ativismo social. Outro ponto importante é que mesmo o stream do Facebook sofre com a difusão de informações relevantes justamente pela quantidade de conexões que as pessoas têm e que concorrem diretamente com uma função mais informativa/noticiosa que o Twitter retém. Vejam que essas mudanças de apropriação são coisas absolutamente normais, que fazem parte da dinâmica de uso e significação humana dos valores da interação nos sites de rede social. Acontece com todas as ferramentas (o Facebook, por exemplo, despontou no Brasil com os jogos... e hoje o stream lhe deu outras funções e valores). <br /><br />Assim, eu concordo com o Spyer, mas apenas parcialmente. <b>Há uma mudança de valores, com o decréscimo de uns e o crescimento de outros que é naturalmente decorrente da apropriação.</b> Mas não podemos falar em "perda de relevância geral" (relevância pra quem?). Há ganho de alguns públicos e perda de outros. Mas eu consideraria temerário não levar em conta o Twitter como plataforma de relacionamento de marcas e pensar que o Facebook vai substituí-lo. Ao menos, por enquanto.<br /><br /><br /> ]]>
        
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