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<title>Social Media</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/</link>
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<dc:creator>raquel@pontomidia.com.br</dc:creator>
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<title>Trending Topics Artificiais e Orgânicos e o Valor do Twitter</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/trending_topics_artificiais_e_organicos_e_o_valor_do_twitter.html</link>
<description>Uma das pesquisas em cima das quais me debrucei nos últimos tempos é a respeito das redes que estão influenciando os tópicos no Twitter. Se você usa a ferramenta deve ter percebido já que, nos últimos meses, cada vez mais os chamados TTs, redutos do que está &quot;trending&quot; no mundo e no Brasil, parecem ter sido povoados pela ação de grupos organizados. O que eu quero dizer com isso? Que tem grupos se organizando para conseguir visibilidade para seus tópicos e tags e esses grupos estão apropriando a lista de TTs no Brasil como um todo. Estou chamando esses tópicos de &quot;artificiais&quot;, em oposição aos &quot;orgânicos&quot;, que constituem aquilo que o próprio Twitter afirma que é o objetivo dos TTs (&quot;ajudar as pessoas a descobrir quais são &apos;as últimas histórias&apos; ao redor do mundo&quot;). Enquanto esses tópicos &quot;artificiais&quot; são construídos por um pequeno grupo que faz muito barulho de forma coordenada e organizada, os tópicos organicos são compostos pelas conversações de vários grupos diferentes, a respeito de um mesmo assunto. Enquanto os primeiros não representam &quot;tendências&quot; por assim dizer, mas a força da organização da rede, os segundos representam sim o que está acontecendo. Vejam os mapeamentos. Rede de seguidores que tuitaram a tag &quot;#Compreimagazineluizanãoentregou&quot; Nesse primeiro exemplo, mapeei um tópico &quot;artificial&quot;: #compreimagazineluizanãoentregou. O tópico foi criado por uma consumidora, para reclamar da entrega de um produto comprado no Magazine Luiza. A consumidora em questão solicitou a sua rede que a ajudasse para que a loja entregasse finalmente o produto. O grupo respondeu repassando a tag entre si e utilizando as conexões para fazer com que a mesma entrasse na lista do top 10. Também ajudou o fato de que a pessoa que fez o pedido fazia parte de um fandom (Luan Santana, se não me engano), o que permitiu que ela usasse, nesse espalhamento artificial, o expertise do grupo (já falei sobre os fandoms e os TTs aqui). Reparem no quão clusterizada é a rede: isso indica uma forte participação de pessoas que se seguem entre si, ou seja, que possuem conexões anteriores. Defendo que essas conexões ativam laços mais fortes e um tipo diferente de capital social, focado no engajamento e no compromisso coletivo. Rede de seguidores que tuitaram a tag &quot;#10pessoasqueeupegaria&quot;. Reparem que essa segunda rede é muito menos densa, muito menos clusterizada. Ou seja, embora em cada uma dessas duas redes eu tenha pego um número semelhante de tweets, na primeira parece existir um grupo muito mais ativo de pessoas que se seguem e que tuitam a tag do que nesse segundo grupo. Embora essa segunda tag seja um meme, ela é muito mais emergente, ou seja, trafega mais pelos laços fracos do que efetivamente pelas pessoas que se seguem entre si. É nesse ponto que reside o que eu chamo de artificialidade nos TTs. Enquanto esta última rede reflete o fato de que várias pessoas estão falando sobre o assunto em redes diferentes, na primeira rede temos um grupo pequeno produzindo uma grande quantidade de tweets. Mas quais as implicações disso? Já defendi aqui, em outras ocasiões, que o principal valor do Twitter, enquanto site de rede social, está na informação que circula na ferramenta. Essa informação depende de um filtro dinâmico, que é a rede social, e da visibilidade que recebe nas redes para ser valorizada. Os TTs deveriam refletir, ainda que parcialmente, esse valor. No entanto, com essa apropriação recente, os Trending Topics estão deixando de ser um espaço de informações que estão sendo filtradas como relevantes e tornando-se um espaço de manifestação e disputa pela atenção e visibilidade. E isso pode reduzir o valor dos TTs, a curto e médio prazo, como ferramenta informativa e amplificar essa desvalorização para a ferramenta. É um risco. Ou ainda, essas disputas podem tornar o Twitter mais atrativo para outros públicos, reduzindo o valor para os atuais usuários. De qualquer forma, é uma tendência interessante que merece ser seguida. Os resultados que eu expus aqui brevemente são de uma pesquisa com mais de 500 TTs brasileiros recolhidos e mais de 50 mil tweets coletados e mapeados. Não detalhei os resultados com maior precisão porque estou aguardando a publicação do paper em que discuto isso. Assim que sair, linko. :)...</description>
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<content:encoded><![CDATA[Uma das pesquisas em cima das quais me debrucei nos últimos tempos é a respeito das redes que estão influenciando os tópicos no Twitter. Se você usa a ferramenta deve ter percebido já que, nos últimos meses, cada vez mais os chamados TTs, redutos do que está "trending" no mundo e no Brasil, parecem ter sido povoados pela ação de grupos organizados. O que eu quero dizer com isso? Que tem grupos se organizando para conseguir visibilidade para seus tópicos e tags e esses grupos estão apropriando a lista de TTs no Brasil como um todo.
<BR><BR>
Estou chamando esses tópicos de "<strong>artificiais</strong>", em oposição aos "<strong>orgânicos</strong>", que constituem aquilo que o próprio Twitter afirma que é o <a href="https://support.twitter.com/articles/101125" target=_blank>objetivo dos TTs</a> ("ajudar as pessoas a descobrir quais são 'as últimas histórias' ao redor do mundo"). Enquanto esses tópicos "artificiais" são construídos por um pequeno grupo que faz muito barulho de forma coordenada e organizada, os tópicos organicos são compostos pelas conversações de vários grupos diferentes, a respeito de um mesmo assunto. Enquanto os primeiros não representam "tendências" por assim dizer, mas a força da organização da rede, os segundos representam sim o que está acontecendo. Vejam os mapeamentos.
<BR><BR>
<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/assets_c/2012/02/compreimagazineluiza-307.html" onclick="window.open('http://www.pontomidia.com.br/raquel/assets_c/2012/02/compreimagazineluiza-307.html','popup','width=797,height=756,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/assets_c/2012/02/compreimagazineluiza-thumb-250x237-307.png" width="250" height="237" alt="compreimagazineluiza.png" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a>
<BR>
<strong>Rede de seguidores que tuitaram a tag "#Compreimagazineluizanãoentregou"</strong>
<BR><BR>
Nesse primeiro exemplo, mapeei um tópico "artificial": #compreimagazineluizanãoentregou. O tópico foi criado por uma consumidora, para reclamar da entrega de um produto comprado no Magazine Luiza. A consumidora em questão solicitou a sua rede que a ajudasse para que a loja entregasse finalmente o produto. O grupo respondeu repassando a tag entre si e utilizando as conexões para fazer com que a mesma entrasse na lista do top 10. Também ajudou o fato de que a pessoa que fez o pedido fazia parte de um fandom (Luan Santana, se não me engano), o que permitiu que ela usasse, nesse espalhamento artificial, o expertise do grupo (já falei sobre os fandoms e os TTs <a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/fan_wars_no_twitter.html" target=_blank>aqui</a>). Reparem no quão clusterizada é a rede: isso indica uma forte participação de pessoas que se seguem entre si, ou seja, que possuem conexões anteriores. Defendo que essas conexões ativam laços mais fortes e um tipo diferente de capital social, focado no engajamento e no compromisso coletivo.
<BR><BR>
<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/assets_c/2012/02/10pessoasqeupegaria-310.html" onclick="window.open('http://www.pontomidia.com.br/raquel/assets_c/2012/02/10pessoasqeupegaria-310.html','popup','width=822,height=756,scrollbars=no,resizable=no,toolbar=no,directories=no,location=no,menubar=no,status=no,left=0,top=0'); return false"><img src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/assets_c/2012/02/10pessoasqeupegaria-thumb-250x229-310.png" width="250" height="229" alt="10pessoasqeupegaria.png" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a>
<BR>
<strong>Rede de seguidores que tuitaram a tag "#10pessoasqueeupegaria".</strong>
<BR><BR>
Reparem que essa segunda rede é <strong>muito menos densa</strong>, <strong>muito menos clusterizada</strong>. Ou seja, embora em cada uma dessas duas redes eu tenha pego um número semelhante de tweets, na primeira parece existir um grupo muito mais ativo de pessoas que se seguem e que tuitam a tag do que nesse segundo grupo. Embora essa segunda tag seja um meme, ela é muito mais emergente, ou seja, trafega mais pelos laços fracos do que efetivamente pelas pessoas que se seguem entre si. É nesse ponto que reside o que eu chamo de artificialidade nos TTs. Enquanto esta última rede reflete o fato de que várias pessoas estão falando sobre o assunto em redes diferentes, na primeira rede temos um grupo pequeno produzindo uma grande quantidade de tweets.
<BR><BR>
<strong>Mas quais as implicações disso?</strong>
<BR><BR>
Já defendi aqui, em outras ocasiões, que o principal valor do Twitter, enquanto site de rede social, está na <a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/por_que_o_twitter_e_tao_popular_no_brasil.html" target=_blank>informação que circula na ferramenta</a>. Essa informação depende de um filtro dinâmico, que é a rede social, e da visibilidade que recebe nas redes para ser valorizada. Os TTs deveriam refletir, ainda que parcialmente, esse valor. No entanto, com essa apropriação recente, <strong>os Trending Topics estão deixando de ser um espaço de informações que estão sendo filtradas como relevantes</strong> e <strong>tornando-se um espaço de manifestação e disputa pela atenção e visibilidade</strong>. E isso pode reduzir o valor dos TTs, a curto e médio prazo, como ferramenta informativa e amplificar essa desvalorização para a ferramenta. É um risco. Ou ainda, essas disputas podem tornar o Twitter mais atrativo para outros públicos, reduzindo o valor para os atuais usuários. De qualquer forma, é uma tendência interessante que merece ser seguida.
<BR><BR>
<em>Os resultados que eu expus aqui brevemente são de uma pesquisa com mais de 500 TTs brasileiros recolhidos e mais de 50 mil tweets coletados e mapeados. Não detalhei os resultados com maior precisão porque estou aguardando a publicação do paper em que discuto isso. Assim que sair, linko. :)</em>

<br /></p>
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<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/trending_topics_artificiais_e_organicos_e_o_valor_do_twitter.html#comments" title="Comment on: Trending Topics Artificiais e Orgânicos e o Valor do Twitter">Comentarios (3)</a></p> 
<p>Comentarios neste post:</p>

<p>(<a title="http://www.seoplanejamento.com.br" href="http://www.seoplanejamento.com.br" rel="nofollow">Guto Arruda</a> on 
fev  3, 2012  9:43 AM) 

Vivemos uma época muito interessante e excitante na internet do Brasil. Somos um dos países que mais cresce em numero de usuários, penetração nas redes sociais, interatividade e importância no cenário mundial. Tanto que no documento de entrada  do Facebook na Bolsa de valores o nome do Brasil foi citado 8 (oito) vezes! Me apaixonei também por redes e mídias sociais e adorei o texto e a abordagem. 
Sucesso! </p>
<p>(<a title="http://about.me/cesarcardoso" href="http://about.me/cesarcardoso" rel="nofollow">Cesar Cardoso</a> on 
fev  3, 2012 11:31 AM) 

E o pessimista que há em mim diz que o Twitter só vai tomar alguma atitude contra o sequestro dos TTs por grupos organizados... er, talvez numa situação pós-IPO, em que a perda da importância dos TTs signifique perda no valor das ações. Afinal, já tem os TTs patrocinados, não?</p>
<p>(<a title="http://www.agencialooknfeel.com.br" href="http://www.agencialooknfeel.com.br" rel="nofollow">João Pedro Costa</a> on 
fev  3, 2012  3:18 PM) 

Raquel, sou leitor assíduo aqui do Blog, que bom que você voltou a escrever após esse tempo parada.
Esse fenômeno mencionado realmente existe, existem vários players que inclusive fazem um apelo muito grande pedindo para twittarem/retwittarem suas hashtags. 
Não tinha pensado sobre o prisma abordado, mas realmente faz sentido pensar nisso como uma ameaça a médio prazo pra qualidade da informação distribuída e teórica "inteligência da massa".</p>
</description>
]]></content:encoded>
<dc:subject></dc:subject>
<dc:date>2012-02-03T08:39:01-03:00</dc:date>
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<item>
<title>Redes Sociais na Internet - 2a edição</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/redes_sociais_na_internet_-_2a_edicao.html</link>
<description>Caros leitores, estive em período de férias do blog, trabalhando em algumas pesquisas e propostas que precisavam ser terminadas. Este mês então, retorno com várias novidades. :-) A que eu queria comentar hoje é que saiu a segunda edição do meu livro &quot;Redes Sociais na Internet&quot; (Editora Sulina e co-edição da Cubo.cc). Essa segunda edição tem um capítulo extra que há horas eu queria escrever mas ainda não tinha tido tempo e oportunidade. É um capítulo chamado &quot;Perspectivas de Estudo das Redes Sociais na Internet&quot;. Ali, foquei brevemente vários modos de estudar as redes sociais, focando três perspectivas, o mapeamento de rede, o estudo das conversações e interações e as abordagens que misturam essas duas perspectivas. A idéia de fazer essa introdução focando quem estuda e como estuda nasceu um pouco das dúvidas dos leitores e o objetivo é conduzir por pensar formas de estudar essas redes. :) Essa questão dos métodos de estudo é bem complexa e tem um capítulo a respeito no meu outro livro, o Métodos de Pesquisa para Internet (c/ Suely Fragoso e Adriana Amaral) e abordarei de modo mais específico e mais aprofundado no meu novo livro, o &quot;Conversações em Rede&quot; que deve sair em breve....</description>
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<content:encoded><![CDATA[<img alt="464.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/464.jpg" width="270" height="405" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" />Caros leitores, estive em período de férias do blog, trabalhando em algumas pesquisas e propostas que precisavam ser terminadas. Este mês então, retorno com várias novidades. :-) A que eu queria comentar hoje é que saiu a segunda edição do meu livro "Redes Sociais na Internet" (<a href="http://www.editorasulina.com.br/detalhes.php?id=464" target=_blank>Editora Sulina</a> e co-edição da <a href="http://cubo.cc/" target=_blank>Cubo.cc</a>). Essa segunda edição tem um <strong>capítulo extra</strong> que há horas eu queria escrever mas ainda não tinha tido tempo e oportunidade. É um capítulo chamado "Perspectivas de Estudo das Redes Sociais na Internet". Ali, foquei brevemente vários modos de estudar as redes sociais, focando três perspectivas, o mapeamento de rede, o estudo das conversações e interações e as abordagens que misturam essas duas perspectivas. A idéia de fazer essa introdução focando quem estuda e como estuda nasceu um pouco das dúvidas dos leitores e o objetivo é conduzir por pensar formas de estudar essas redes. :)
<BR><BR>
Essa questão dos métodos de estudo é bem complexa e tem um capítulo a respeito no meu outro livro, o <a href="http://www.editorasulina.com.br/detalhes.php?id=530" target=_blank>Métodos de Pesquisa para Internet</a> (c/ Suely Fragoso e <a href="http://www.adriamaral.com/" target=_blank>Adriana Amaral</a>) e abordarei de modo mais específico e mais aprofundado no meu novo livro, o "Conversações em Rede" que deve sair em breve. 

<br /></p>
<p>
<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/redes_sociais_na_internet_-_2a_edicao.html#comments" title="Comment on: Redes Sociais na Internet - 2a edição">Comentarios (1)</a></p> 
<p>Comentarios neste post:</p>

<p>(Eliana Frantz on 
fev  3, 2012  1:15 PM) 

Belo trabalho.
Gostaria de adquirir e ler.
Parabéns.</p>
</description>
]]></content:encoded>
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<dc:date>2012-02-03T08:22:48-03:00</dc:date>
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<item>
<title>Belo Monte e o Debate na Internet</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/belo_monte_e_o_debate_na_internet.html</link>
<description>Vários de vocês devem estar sabendo do debate que corre pela Internet brasileira a respeito da Usina de Belo Monte e sua instalação. Esse debate aconteceu de forma particularmente forte durante a última semana de novembro, por conta do lançamento de um vídeo com atores da TV Globo, criticando a instalação da Usina e o apoio do governo federal. Achei que era algo interessante de mapear e experimentar algumas coisas e passei alguns dias coletando tweets e juntando arquivos a respeito do fato. Coincidentemente, enquanto eu procurava coletar os dados e estudar suas relações, o You Pix fez esse post que resume a coisa toda. E também sintetiza a minha pergunta: o que a Internet acha de Belo Monte? Para tentar entender como estão acontecendo essas manifestações, coletei cerca de 3 mil tweets (recorte pequeno), mas como me interessavam as relações mais explícitas de conversação, no mapa a seguir constam apenas aqueles que referenciam outros twitters, ou seja, que retuítam, mencionam ou respondem outros twitters. Os nós vermelhos são aqueles que se manifestam de forma clara em relação ao apoio de Belo Monte e os azuis, o que se manifestam no sentido oposto, contra Belo Monte. Os nós pretos são aqueles em que não foi possível inferir o contexto da mensagem e os cinza, aqueles que optaram por construir um contexto &quot;neutro&quot;, ou seja, simplesmente postando uma notícia informativa ou fazendo um comentário no sentido de não entender o debate. (Clique na imagem para ver em tamanho maior.) Algumas coisas interessantes: O nó com maior grau in, ou seja, o mais citado de todos é o @blogplanalto. É o mais citado entre aqueles que apoiam o projeto e seus tweets, os mais retuitados. Curiosamente, é um dos poucos nós que NUNCA (durante a coleta de dados) respondeu ou tomou parte no debate. De longe, entre todos aqueles no dataset que apoiaram explicitamente Belo Monte, o blog do planalto é o nó que mais influenciou tweets e gerou comentários de apoio. Há outros nós que também recebem um grande número de retweets, mas poucos também têm um grau out alto (ou seja, respondem a outros nós). Veja na imagem abaixo o grafo do @blogplanalto e as citações entre aqueles que o citaram. (Importante salientar que cada conexão pode representar muito mais do que apenas um tweet nesse grafo.) Do outro lado, ou seja, daqueles que são contra a instalação da usina, não há ninguém com um grau de citações tão alto quanto o @blogplanalto. Mesmo entre os que têm um alto grau in, ninguém chega sequer a metade das citações dele. Entretanto, ao contrário da rede de apoio, há muito mais pequenos nós fazendo barulho. Ou seja, mesmo sem ter um nó tão central quanto o outro grupo, os críticos são muito mais eficientes em descentralizar, criar outros nós que são bastante citados. Dentre os mais citados: @xinguvivo, @gotadaguabr, @florestafaz e outros. Os nós desse grupo também são mais conversacionais no sentido que citam outros e respondem a outros (ou seja, possuem um grau out maior). Veja no exemplo abaixo como há mais citações e respostas no grafo, por exemplo, do @xinguvivo, com mais conversações e citações internas à rede. Aqui, as conexões entre os nós são igualmente fortes (cada conexão entre os nós que também citaram o @xinguvivo representa mais de um tweet), e não apenas aquelas de citação direta do nó central. Achei interessante observar também que há um grupo grande (no centro do grafo) que está debatendo mais abertamente o projeto, lançando mão de retweets contrários e favoráveis, explorando bastante o que os demais dizem. Além disso, note-se que dentro do mesmo grafo temos as duas posições, graças a tweets desse grupo central, que estabelecem uma ponte entre os vermelhos e azuis. E o que isso quer dizer? Essa é uma análise superficial que coloco aqui apenas para ilustrar algo que me chama a atenção: A Internet (ou, ao menos, o Twitter) está sim, debatendo Belo Monte. Essa interpelação por parte de outros usuários envolve pessoas que acabam por estabelecer algum posicionamento ou procurar algum tipo de informação sobre o projeto (por exemplo, o número de tweets cresce nos dias que se seguem ao video da globo, claramente criticando-o ou defendendo-o). E isso me interessa particularmente porque é, de uma certa forma, o estabelecimento de uma esfera pública onde pessoas contrárias e favoráveis estão obtendo algum sucesso em manifestar-se na rede. E isso me parece bastante democrático. Claro que esses dados serão mais explicitados no futuro, mas por enquanto, servem para pensar. :)...</description>
<guid isPermaLink="false">5100@http://www.pontomidia.com.br/raquel/</guid>
<content:encoded><![CDATA[Vários de vocês devem estar sabendo do debate que corre pela Internet brasileira a respeito da Usina de Belo Monte e sua instalação. Esse debate aconteceu de forma particularmente forte durante a última semana de novembro, por conta do lançamento de um vídeo com atores da TV Globo, criticando a instalação da Usina e o apoio do governo federal. Achei que era algo interessante de mapear e experimentar algumas coisas e passei alguns dias coletando tweets e juntando arquivos a respeito do fato. Coincidentemente, enquanto eu procurava coletar os dados e estudar suas relações, o You Pix fez <a href="http://youpix.com.br/fights/o-que-a-internet-acha-de-belo-monte/" target=_blank>esse post</a> que resume a coisa toda. E também sintetiza a minha pergunta: <strong>o que a Internet acha de Belo Monte?</strong>
<BR><BR>
Para tentar entender como estão acontecendo essas manifestações, coletei cerca de 3 mil tweets (recorte pequeno), mas como me interessavam as relações mais explícitas de conversação, no mapa a seguir constam apenas aqueles que referenciam outros twitters, ou seja, que retuítam, mencionam ou respondem outros twitters. Os nós vermelhos são aqueles que se manifestam de forma clara em relação ao apoio de Belo Monte e os azuis, o que se manifestam no sentido oposto, contra Belo Monte. Os nós pretos são aqueles em que não foi possível inferir o contexto da mensagem e os cinza, aqueles que optaram por construir um contexto "neutro", ou seja, simplesmente postando uma notícia informativa ou fazendo um comentário no sentido de não entender o debate. (Clique na imagem para ver em tamanho maior.)
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<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/blomontecolorido2.png"><img alt="blomontecolorido2.png" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/assets_c/2011/12/blomontecolorido2-thumb-350x280-299.png" width="350" height="280" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a>
<BR><BR>
<strong>Algumas coisas interessantes:</strong>
<BR><BR>
O nó com maior grau in, ou seja, <strong>o mais citado de todos</strong> é o @blogplanalto. É o mais citado entre aqueles que <strong>apoiam o projeto</strong> e seus tweets, os mais retuitados. Curiosamente, é um dos poucos nós que <strong>NUNCA (durante a coleta de dados) respondeu ou tomou parte no debate</strong>. De longe, entre todos aqueles no dataset que apoiaram explicitamente Belo Monte, o blog do planalto é o nó que <strong>mais influenciou tweets</strong> e gerou <strong>comentários de apoio</strong>. Há outros nós que também recebem um grande número de retweets, mas poucos também têm um grau out alto (ou seja, respondem a outros nós). Veja na imagem abaixo o grafo do @blogplanalto e as citações entre aqueles que o citaram. (Importante salientar que cada conexão pode representar muito mais do que apenas um tweet nesse grafo.)
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<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/blogplanalto.png"><img alt="blogplanalto.png" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/assets_c/2011/12/blogplanalto-thumb-350x350-301.png" width="250" height="250" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a>
<BR><BR>
Do outro lado, ou seja, daqueles que são <strong>contra a instalação da usina</strong>, <strong>não há ninguém com um grau de citações tão alto quanto o @blogplanalto</strong>. Mesmo entre os que têm um alto grau in, ninguém chega sequer a metade das citações dele. Entretanto, ao contrário da rede de apoio, <strong>há muito mais pequenos nós fazendo barulho</strong>. Ou seja, mesmo sem ter um nó tão central quanto o outro grupo, os críticos são muito mais eficientes em <strong>descentralizar, criar outros nós que são bastante citados</strong>. Dentre os mais citados: @xinguvivo, @gotadaguabr, @florestafaz e outros. Os nós desse grupo também são <strong>mais conversacionais</strong> no sentido que citam outros e respondem a outros (ou seja, possuem um grau out maior). Veja no exemplo abaixo como há mais citações e respostas no grafo, por exemplo, do @xinguvivo, com mais conversações e citações internas à rede. Aqui, as conexões entre os nós são igualmente fortes (cada conexão entre os nós que também citaram o @xinguvivo representa mais de um tweet), e não apenas aquelas de citação direta do nó central.
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<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/xinguvivo.png"><img alt="xinguvivo.png" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/assets_c/2011/12/xinguvivo-thumb-350x350-303.png" width="250" height="250" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a>
<BR><BR>
Achei interessante observar também que há <strong>um grupo grande (no centro do grafo) que está debatendo mais abertamente o projeto, lançando mão de retweets contrários e favoráveis</strong>, explorando bastante o que os demais dizem. Além disso, <strong>note-se que dentro do mesmo grafo temos as duas posições, graças a tweets desse grupo central, que estabelecem uma ponte entre os vermelhos e azuis.</strong>
 <BR><BR>
<strong>E o que isso quer dizer?</strong>
<BR><BR>
Essa é uma análise superficial que coloco aqui apenas para ilustrar algo que me chama a atenção: A Internet (ou, ao menos, o Twitter) está sim, <strong>debatendo Belo Monte</strong>. Essa interpelação por parte de outros usuários envolve pessoas que acabam por <strong>estabelecer algum posicionamento ou procurar algum tipo de informação sobre o projeto</strong> (por exemplo, o número de tweets cresce nos dias que se seguem ao video da globo, claramente criticando-o ou defendendo-o). E isso me interessa particularmente porque é, de uma certa forma, o estabelecimento de uma esfera pública onde pessoas contrárias e favoráveis estão obtendo algum sucesso em manifestar-se na rede. E isso me parece bastante democrático. Claro que esses dados serão mais explicitados no futuro, mas por enquanto, servem para pensar. :)

<br /></p>
<p>
<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/belo_monte_e_o_debate_na_internet.html#comments" title="Comment on: Belo Monte e o Debate na Internet">Comentarios (0)</a></p> 
<p>Comentarios neste post:</p>

</description>
]]></content:encoded>
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<dc:date>2011-12-09T08:53:04-03:00</dc:date>
</item>

<item>
<title>Facebook, Grau de Separação e Redes Sociais</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/facebook_grau_de_separacao_e_redes_sociais.html</link>
<description>Hoje foi divulgado um novo estudo sobre o Facebook (na verdade, novos dados) e o quão conectadas estão as pessoas. Dentre os nomes por trás do trabalho está o do Jon Kleinberg, respeitadíssimo no mundo dos estudos sobre redes. Bem, nenhuma surpresa, o trabalho apontou que o grau de separação médio entre quaisquer duas pessoas no Facebook é de 4,74, ou seja, bastante inferior ao popular 6 (6 graus de separação) do famoso estudo do Milgram em 1967. (Para quem não conhece, o experimento do Milgram pode ser lido aqui. ) A novidade, na verdade, não é bem uma novidade. Afinal de contas, sabemos que os sites de rede social complexificaram os conceitos de &quot;amigos&quot; e &quot;conhecidos&quot;, de forma bem diferente daquela do estudo do Milgram. Primeiro porque, como eu já expliquei em alguns artigos, o custo de criação e manutenção de conexões sociais nessas ferramentas é muito baixo. Ou seja, é natural que as pessoas tenham mais conexões no online do que efetivamente são capazes de manter no offline. Assim, você deve ter muito mais &quot;amigos&quot; no Facebook do que realmente tem na vida offline. Isso porque muitos dos seus &quot;amigos&quot; no Facebook são pessoas que você mal conhece, que foram colegas antigos ou mesmo amigos de amigos. Com isso, as redes sociais que são apresentadas na ferramenta são muito maiores do que as redes sociais offline. Por exemplo, os mesmos dados do estudo mostram que a média de amigos no FB é de 190 pessoas. O número, embora relativamente baixo para sites de rede social, é muito alto se compararmos com o offline. Quem é que tem e consegue manter 190 amigos de verdade? O elemento mais importante, entretanto, é que essa prática social de acrescentar pessoas tem um impacto muito relevante no mundo. Quanto mais amigos você e seus amigos têm, mais interconectada é uma rede. Mais próximas ficam as pessoas dentro dessa rede. E menor é o grau de separação entre todos. Quanto mais próximas as pessoas, mais elas podem interagir entre si e receber informações. Aliás, mais rápido circulam essas informações dentro da rede. Ou seja, é porque as pessoas apropriam as redes como um espaço de coleção de conexões que as informações circulam mais e mais rápido (e não falo só de informações jornalisticas ou memes, mas igualmente de informações sociais - o popular social browsing, prática comum nos SRSs). Assim, ter conexões na rede é um valor, é um tipo de capital social relevante que traz aos membros da rede benefícios. A rede social online, portanto, é sim diferente da offline. Ela é mais fácil de ser mantida e tem um impacto muito grande em vários aspectos da vida das pessoas. Assim, embora o trabalho do time do Facebook não seja comparável com o do Milgram (que usou redes offline, muito menores e mais limitadas), traz elementos importantes, como a evidência final de que esses sites reduzem sim a distância da rede social. Resta agora, tentar compreender que tipo de efeitos isso tem na circulação de informações na sociedade como um todo. A minha hipótese é que nas redes online as pessoas têm acesso a valores diferentes de capital social do que aqueles das redes offline. Com isso, tipos de informações diferentes circulariam nas duas redes (já defendi isso em outros artigos, como este)....</description>
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<content:encoded><![CDATA[<img alt="220px-Six_degrees_of_separation.png" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/220px-Six_degrees_of_separation.png" width="220" height="165" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" />Hoje <a href="http://www.nytimes.com/2011/11/22/technology/between-you-and-me-4-74-degrees.html" target=_blank>foi divulgado um novo estudo sobre o Facebook</a> (na verdade, <a href="http://www.facebook.com/notes/facebook-data-team/anatomy-of-facebook/10150388519243859" target=_blank>novos dados</a>) e o quão conectadas estão as pessoas. Dentre os nomes por trás do trabalho está o do Jon Kleinberg, respeitadíssimo no mundo dos estudos sobre redes. Bem, nenhuma surpresa, o trabalho apontou que o grau de separação médio entre quaisquer duas pessoas no Facebook é de 4,74, ou seja, bastante inferior ao popular 6 (6 graus de separação) do famoso estudo do Milgram em 1967. (Para quem não conhece, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Small_world_experiment">o experimento do Milgram pode ser lido aqui.</a> )
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A novidade, na verdade, não é bem uma novidade. Afinal de contas, sabemos que os sites de rede social complexificaram os conceitos de "amigos" e "conhecidos", de forma bem diferente daquela do estudo do Milgram. Primeiro porque, como eu já expliquei em alguns artigos, o custo de criação e manutenção de conexões sociais nessas ferramentas é muito baixo. Ou seja, é <strong>natural que as pessoas tenham mais conexões no online do que efetivamente são capazes de manter no offline</strong>. Assim, você deve ter muito mais "amigos" no Facebook do que realmente tem na vida offline. Isso porque muitos dos seus "amigos" no Facebook são pessoas que você mal conhece, que foram colegas antigos ou mesmo amigos de amigos. Com isso, as redes sociais que são apresentadas na ferramenta são muito maiores do que as redes sociais offline. Por exemplo, os mesmos dados do estudo mostram que a média de amigos no FB é de <strong>190 pessoas</strong>. O número, embora relativamente baixo para sites de rede social, é muito alto se compararmos com o offline. Quem é que tem e consegue manter <strong>190 amigos de verdade</strong>? 
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O elemento mais importante, entretanto, é que essa prática social de acrescentar pessoas tem um impacto muito relevante no mundo. <strong>Quanto mais amigos você e seus amigos têm, mais interconectada é uma rede</strong>. Mais próximas ficam as pessoas dentro dessa rede. E <strong>menor é o grau de separação entre todos</strong>. Quanto mais próximas as pessoas, mais elas podem interagir entre si e receber informações. Aliás, mais rápido circulam essas informações dentro da rede. Ou seja, é porque as pessoas apropriam as redes como um espaço de coleção de conexões que as informações circulam mais e mais rápido (e não falo só de informações jornalisticas ou memes, mas igualmente de informações sociais - o popular social browsing, prática comum nos SRSs). Assim, <strong>ter conexões na rede é um valor, é um tipo de capital social relevante que traz aos membros da rede benefícios</strong>. A rede social online, portanto, é sim diferente da offline. Ela é mais fácil de ser mantida e tem um impacto muito grande em vários aspectos da vida das pessoas.
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Assim, embora o trabalho do time do Facebook não seja comparável com o do Milgram (que usou redes offline, muito menores e mais limitadas), traz elementos importantes, como a evidência final de que esses sites reduzem sim a distância da rede social. Resta agora, tentar compreender que tipo de efeitos isso tem na circulação de informações na sociedade como um todo. <strong>A minha hipótese é que nas redes online as pessoas têm acesso a valores diferentes de capital social do que aqueles das redes offline.</strong> Com isso, tipos de informações diferentes circulariam nas duas redes (já defendi isso em outros artigos, como <a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/artigos/livroucsrecuero.pdf" target=_blank>este</a>). 
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<dc:date>2011-11-22T07:14:37-03:00</dc:date>
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<title>#ABCiber2011 x #Seicom</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/abciber2011_x_seicom.html</link>
<description>Durante os últimos dias, dois eventos aconteceram de forma quase paralela, ambos sendo comentados e discutidos via Twitter: o Seminário Internacional de Comunicação na PUC/RS e a ABCiber, na UFSC em Florianópolis. Aproveitando um tempinho e o meu interesse nas conversações online, mapeei rapidamente o dia nos eventos no Twitter e fiz os grafos abaixo. Só foram mapeados os tweets que continham as hashtags (quem não usou as hashtags, portanto, não vai aparecer). ABCiber 2011 O primeiro grafo mostra quantos nós participaram da conversa, seja tuitando sobre o evento, seja citando e retuitando quem estava falando sobre. No segundo grafo, temos os atores que foram mais citados no twitter (citação= menção e retweet manual apenas, não contei replies e retweets automáticos). Dados gerais: 1421 tweets coletados, 140 atores, geodésica máxima 5, média, 2,55; máximo de menções por ator 82 e máximo de citações recebidas por ator, 19). Atores mais citados: @abciber2011, @erickfelinto, @fernandabruno, @marcobonito, @adriaramaral, @silvanadalmaso, @sibonei, @otiagomp. (Contando acima de 10 citações e em ordem, sendo que os dois primeiros atores concentram mais da metade do total de citações.) Seicom 2011 De novo, no primeiro grafo temos a conversa geral capturada em termos de citações, tweets e menções; no segundo, os atores mais citados. Dados gerais: 1529 tweets, 183 atores participaram. Geodésica máxima, 5, média, 2,81, número máximo de menções por um ator: 82 e a um ator: 20. Atores mais citados: @seicom2011, @trasel, @alexprimo, @ubimidia, @ubitec2011, @eusoufamecos, @soniamontano2, @gabizago, @mcaquino, @rebecarebs, @gisareginato e @midia8. (Contando acima de 10 citações. Há uma distribuição mais igualitária de citações entre os nós, tirando, novamente, os dois primeiros.)...</description>
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<content:encoded><![CDATA[Durante os últimos dias, dois eventos aconteceram de forma quase paralela, ambos sendo comentados e discutidos via Twitter: o Seminário Internacional de Comunicação na PUC/RS e a ABCiber, na UFSC em Florianópolis. Aproveitando um tempinho e o meu interesse nas conversações online, mapeei rapidamente o dia nos eventos no Twitter e fiz os grafos abaixo. Só foram mapeados os tweets que continham as hashtags (quem não usou as hashtags, portanto, não vai aparecer).
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<strong>ABCiber 2011
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O primeiro grafo mostra quantos nós participaram da conversa, seja tuitando sobre o evento, seja citando e retuitando quem estava falando sobre. No segundo grafo, temos os atores que foram mais citados no twitter (citação= menção e retweet manual apenas, não contei replies e retweets automáticos). Dados gerais: 1421 tweets coletados, 140 atores, geodésica máxima 5, média, 2,55; máximo de menções por ator 82 e máximo de citações recebidas por ator, 19). 
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<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/abcibergeral.jpg"><img alt="abcibergeral.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/assets_c/2011/11/abcibergeral-thumb-300x240-290.jpg" width="300" height="240" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a>
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<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/abcibermaiscitados.jpg"><img alt="abcibermaiscitados.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/assets_c/2011/11/abcibermaiscitados-thumb-300x240-292.jpg" width="300" height="240" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a>
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Atores mais citados: @abciber2011, @erickfelinto, @fernandabruno, @marcobonito, @adriaramaral, @silvanadalmaso, @sibonei, @otiagomp. (Contando acima de 10 citações e em ordem, sendo que os dois primeiros atores concentram mais da metade do total de citações.)
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<strong>Seicom 2011</strong>
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De novo, no primeiro grafo temos a conversa geral capturada em termos de citações, tweets e menções; no segundo, os atores mais citados. Dados gerais: 1529 tweets, 183 atores participaram. Geodésica máxima, 5, média, 2,81, número máximo de menções por um ator: 82 e a um ator: 20.
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<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/seicomtodos.jpg"><img alt="seicomtodos.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/assets_c/2011/11/seicomtodos-thumb-300x240-294.jpg" width="300" height="240" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a>
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<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/seicom2011.jpg"><img alt="seicom2011.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/assets_c/2011/11/seicom2011-thumb-300x240-296.jpg" width="300" height="240" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a>
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Atores mais citados: @seicom2011, @trasel, @alexprimo, @ubimidia, @ubitec2011, @eusoufamecos, @soniamontano2, @gabizago, @mcaquino, @rebecarebs, @gisareginato e @midia8. (Contando acima de 10 citações. Há uma distribuição mais igualitária de citações entre os nós, tirando, novamente, os dois primeiros.)

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<dc:subject></dc:subject>
<dc:date>2011-11-18T17:33:44-03:00</dc:date>
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<item>
<title>O Facebook é o novo Reino dos Memes</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/o_facebook_e_o_novo_reino_dos_memes.html</link>
<description>Certamente você já deve ter notado, mas nos últimos tempos, um movimento bastante curioso começou no Facebook: aquele da criação de centenas de memes, com uma pequena variação, que são rapidamente espalhados pelas redes e invadem e dominam o stream social da ferramenta (também conhecido como &quot;news feed&quot;). É um fenômeno que tem chamado bastante a minha atenção. Primeiro porque desde os tempos do boom dos blogs eu não via tanto meme e segundo porque o seu espalhamento é bastante grande. Pensando um pouco sobre as causas e efeitos desses memes elaborei algumas reflexões. Os tipos de memes e sua função no Facebook Os memes nas redes sociais online têm aparecido com duas funções recorrentes: identificação e sociabilização (já falei disso em artigos antigos, vejam na sessão papers). Há uma terceira função, menos relevante mas existente, que é a de difusão ou informação da rede social. A função de identificação está relacionada a somar características interessantes (e vistas como positivas) a um determinado ator, somando traços a sua narrativa identitária no Facebook. Mais do que fazer um protestou ou comentar sobre algo, o meme parece ter uma ação afirmativa sobre a face (face no sentido construído por Goffman, semelhante àquele de &quot;personalidade&quot; que queremos que os outros atribuam a nós baseados nas interações que construímos em um determinado espaço). Ou seja, eu não coloco um meme &quot;esta pessoa&quot; apenas para comentar algo ou fazer uma afirmativa, mas para construir &quot;quem eu sou&quot; para a minha rede social. Essa função já foi observada em outras redes sociais anteriores, como aquelas estabelecidas nos fotologs, por exemplo (quem lembra das &quot;maldições&quot;?). Há diversos memes nessa categoria, como aqueles dos álbuns de fotos, os &quot;todo mundo tem um amigo que&quot;. Interessante é observar que esses memes têm um valor específico, que é aquele de dizer quem vc é e convidar seus amigos a legitimarem a &quot;face&quot;ou a &quot;curtirem&quot; ou comentarem sobre a sua afirmação, além de narrar um &quot;eu&quot;. Por isso, são memes que falam muito aos laços fortes (colocamos para que nossos amigos mais próximos comentem e legitimem), embora também tenham um efeito nos laços fracos (mostrar aos conhecidos quem nós somos pela legitimação dos amigos). Uma segunda função é aquela da sociabilidade. Ou seja, é construir um convite a interação. O objetivo aqui não é apenas dizer quem você é, mas convidar outras pessoas a interagirem com você. Embora implicitamente essa função também esteja presente em todos os memes do Facebook, em alguns ela é muito mais forte. É o caso de memes mais engraçadinhos, como vídeos, montagens de fotos e etc. Esses memes de humor convidam a interação, aos comentários. Têm, assim, uma função específica de manter e construir laços sociais. Ou seja, seu foco, em última análise é mais social. De novo, o foco aqui são os laços mais fortes (a legitimação dos amigos para a genialidade do meme), embora também existam efeitos nos mais fracos (conhecidos repassando o meme ou comentando). Também existem, em dimensão menor, os memes mais informativos, ou seja, aqueles cuja função é popularizar um produto, evento ou idéia. Esses memes buscam a reprodução, mais do que a legitimação. O que se quer é que os laços fracos vejam a informação e a repassem. O valor aqui está na quantidade de pessoas que fica sabendo da informação e não necessariamente na interação (embora ela também tenha valor e exista função social e identificadora). No caso, o apelo é principalmente aos laços fracos, aqueles que são capazes de dar essa dimensão do espalhamento ao meme. Embora essas funções não sejam mutuamente excludentes, elas falam a laços diferentes e constróem diferentes tipos de valores nas redes sociais. E são esses valores ( que chamo de capital social) que motivam a difusão e a decisão de publicar ou não essas informações. Sites de rede social como o Facebook são territórios muito promissores aos memes justamente porque o &quot;news feed&quot; possibilita o rápido espalhamento e visualização, além da publicação imediata para a rede das mudanças do &quot;eu&quot; e das novas atribuições à &quot;face&quot;. Esses memes são relevantes na medida em que encontram uma valorização pelas redes que, no Facebook, acontece através da difusão e legitimação (quantas vezes foi &quot;shared&quot;, &quot;curtido&quot; e comentado), que também oferecem aos atores um rápido feedback a respeito de seus memes e uma percepção de capital social (valor) construído. E quais são os problemas do espalhamento desses memes no Facebook? Um dos problemas parece estar relacionado a maior valorização de memes que são novos. Quanto mais novo o meme, mais deconhecido para a rede, maior o seu valor (daí a profusão de memes diferentes). Com isso, há uma verdadeira profusão de memes, o que reduz seu valor individual pela competição. E também dificulta a visualização do news feed, reduzindo o valor do próprio Facebook como um todo (informação demais e pouca atenção para os memes que deixam de receber a legitimação buscada). Um segundo valor está na rápida difusão, o que gera muita gente publicando coisas parecidas ao mesmo tempo, o que também prejudica o valor do Facebook enquanto streaming &quot;social&quot;, pois dificulta a atenção como um todo. Ou seja, embora o Facebook apresente um ambiente extremamente propício para a rápida difusão e crescimento dos memes, seu crescimento desenfreado prejudica o sistema como um todo, pois reduz os recursos (atenção e visibilidade) disponíveis aos memes e, por conseqüência, os valores disponíveis aos atores. Assim, a mim parece que vai acontecer uma auto-regulação desses memes, na medida em que virão a crescer e a descrescer de modo a manter algum valor no ambiente (Facebook). Mas isso só porque o Facebook não tem concorrência em termos de site que proporcione valores semelhantes (ainda). Quando tiver (sim, é quando), esse aumento desenfreado de memes pode reduzir o valor do site como ferramenta para as redes sociais....</description>
<guid isPermaLink="false">5097@http://www.pontomidia.com.br/raquel/</guid>
<content:encoded><![CDATA[<img alt="Contagio.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/Contagio.jpg" width="200" height="147" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" />Certamente você já deve ter notado, mas nos últimos tempos, um movimento bastante curioso começou no Facebook: aquele da criação de centenas de memes, com uma pequena variação, que são rapidamente espalhados pelas redes e invadem e dominam o stream social da ferramenta (também conhecido como "news feed"). É um fenômeno que tem chamado bastante a minha atenção. Primeiro porque desde os tempos do boom dos blogs eu não via tanto meme e segundo porque o seu espalhamento é bastante grande. Pensando um pouco sobre as causas e efeitos desses memes elaborei algumas reflexões.
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<strong>Os tipos de memes e sua função no Facebook</strong>
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Os memes nas redes sociais online têm aparecido com duas funções recorrentes:<strong> identificação e sociabilização</strong> (já falei disso em artigos antigos, vejam na sessão papers). Há uma terceira função, menos relevante mas existente, que é a de <strong>difusão ou informação da rede social</strong>. A <strong>função de identificação</strong> está relacionada a <strong>somar características interessantes (e vistas como positivas) a um determinado ator, somando traços a sua narrativa identitária no Facebook</strong>. Mais do que fazer um protestou ou comentar sobre algo, o meme parece ter uma <strong>ação afirmativa sobre a face</strong> (face no sentido construído por Goffman, semelhante àquele de "personalidade" que queremos que os outros atribuam a nós baseados nas interações que construímos em um determinado espaço). Ou seja, eu não coloco um meme "esta pessoa" apenas para comentar algo ou fazer uma afirmativa, mas para construir "quem eu sou" para a minha rede social.  Essa função já foi observada em outras redes sociais anteriores, como aquelas estabelecidas nos fotologs, por exemplo (quem lembra das "maldições"?). Há diversos memes nessa categoria, como aqueles dos álbuns de fotos, os "todo mundo tem um amigo que". Interessante é observar que esses memes <strong>têm um valor específico</strong>, que é aquele de dizer quem vc é e <strong>convidar seus amigos a legitimarem</strong> a "face"ou a "curtirem" ou comentarem sobre a sua afirmação, além de narrar um "eu". Por isso, são memes que falam muito aos laços fortes (colocamos para que nossos amigos mais próximos comentem e legitimem), embora também tenham um efeito nos laços fracos (mostrar aos conhecidos quem nós somos pela legitimação dos amigos).
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<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/estapessoa.jpg"><img alt="estapessoa.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/assets_c/2011/11/estapessoa-thumb-250x155-282.jpg" width="250" height="155" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a>
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Uma segunda função é aquela da <strong>sociabilidade</strong>. Ou seja, é construir um convite a interação. O objetivo aqui não é apenas dizer quem você é, mas convidar outras pessoas a interagirem com você. Embora implicitamente essa função também esteja presente em todos os memes do Facebook, em alguns ela é muito mais forte. É o caso de memes mais engraçadinhos, como vídeos, montagens de fotos e etc. Esses memes de humor convidam a interação, aos comentários. Têm, assim, uma função específica de manter e construir laços sociais. Ou seja, seu foco, em última análise é mais social. De novo, o foco aqui são os laços mais fortes (a legitimação dos amigos para a genialidade do meme), embora também existam efeitos nos mais fracos (conhecidos repassando o meme ou comentando).
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<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/memeriso.jpg"><img alt="memeriso.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/assets_c/2011/11/memeriso-thumb-250x227-283.jpg" width="250" height="227" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a>
<BR><BR>
Também existem, em dimensão menor, os <strong>memes mais informativos</strong>, ou seja, aqueles cuja <strong>função é popularizar um produto, evento ou idéia</strong>. Esses memes buscam a <strong>reprodução</strong>, mais do que a legitimação. O que se quer é que os laços fracos vejam a informação e a repassem. O valor aqui está na quantidade de pessoas que fica sabendo da informação e não necessariamente na interação (embora ela também tenha valor e exista função social e identificadora). No caso, o apelo é principalmente aos laços fracos, aqueles que são capazes de dar essa dimensão do espalhamento ao meme.
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<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/memeinformativo.jpg"><img alt="memeinformativo.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/assets_c/2011/11/memeinformativo-thumb-250x191-284.jpg" width="250" height="191" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a>
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Embora essas funções <strong>não sejam mutuamente excludentes</strong>, elas falam a laços diferentes e constróem <strong>diferentes tipos de valores nas redes sociais</strong>. E são esses valores ( que chamo de capital social) que <strong>motivam a difusão e a decisão de publicar ou não essas informações</strong>. Sites de rede social como o Facebook são territórios muito promissores aos memes justamente porque o "news feed" possibilita o rápido espalhamento e visualização, além da publicação imediata para a rede das mudanças do "eu" e das novas atribuições à "face". Esses memes são relevantes na medida em que encontram uma <strong>valorização pelas redes</strong> que, no Facebook, acontece através da <strong>difusão e legitimação</strong> (quantas vezes foi "shared", "curtido" e comentado), que também oferecem aos atores um rápido feedback a respeito de seus memes e uma percepção de capital social (valor) construído. 
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<strong>E quais são os problemas do espalhamento desses memes no Facebook?</strong>
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Um dos problemas parece estar relacionado a maior <strong>valorização de memes que são novos</strong>. Quanto mais novo o meme, <strong>mais deconhecido para a rede, maior o seu valor </strong>(daí a profusão de memes diferentes). Com isso, há uma verdadeira <strong>profusão de memes, o que reduz seu valor individual pela competição</strong>. E também dificulta a visualização do news feed, reduzindo o valor do próprio Facebook como um todo (informação demais e pouca atenção para os memes que deixam de receber a legitimação buscada). Um segundo valor está na <strong>rápida difusão</strong>, o que gera <strong>muita gente publicando coisas parecidas ao mesmo tempo</strong>, o que também prejudica o valor do Facebook enquanto streaming "social", pois dificulta a atenção como um todo. Ou seja, <strong>embora o Facebook apresente um ambiente extremamente propício para a rápida difusão e crescimento dos memes, seu crescimento desenfreado prejudica o sistema como um todo</strong>, pois reduz os recursos (atenção e visibilidade) disponíveis aos memes e, por conseqüência, os valores disponíveis aos atores. Assim, a mim parece que vai acontecer uma<strong> auto-regulação desses memes</strong>, na medida em que virão a crescer e a descrescer de modo a manter algum valor no ambiente (Facebook). <strong>Mas isso só porque o Facebook não tem concorrência em termos de site que proporcione valores semelhantes (ainda). Quando tiver (sim, é quando), esse aumento desenfreado de memes pode reduzir o valor do site como ferramenta para as redes sociais.</strong>

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<p>Comentarios neste post:</p>

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<dc:subject></dc:subject>
<dc:date>2011-11-07T07:45:09-03:00</dc:date>
</item>

<item>
<title>Google+ e Reader: Eu não gostei</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/google_e_reader_eu_nao_gostei.html</link>
<description>Desde ontem, eu sou mais uma das centenas (talvez milhares) de amantes do GReader que estão de luto pelo fim do sistema de feeds do Google. O GReader agora foi incorporado, forçadamente, ao Google Plus. A estratégia do Google é forçar a base de usuários do Reader, que acredito seja bem engajada, a alimentar o G+. O que não é necessariamente uma coisa boa. E que, eu, pelo menos, não curti. :P Misturando Redes Sociais Há muitos posts atrás, quando falei do Buzz eu já tinha dito isso. Misturar apropriações diferentes de redes sociais diferentes pode ser um grande tiro no pé. Explico: as pessoas apropriam os diferentes sites de rede social com propósitos diferentes. E isso gera valorações diferentes para cada uma dessas ferramentas. Assim, por exemplo, o que você faz no Orkut não é o mesmo Linkedin, do mesmo modo que o que você faz no Facebook nem sempre é o mesmo que você faz no Twitter. E o que acontece é que, muitas vezes, as pessoas também têm redes sociais diferentes usando essas ferramentas (por exemplo, rede do pessoal do trabalho, rede da família, rede dos amigos e etc.). E isso é absolutamente natural. Suas redes sociais offline também não são todas iguais e não compartilham dos mesmos espaços sociais. (Por exemplo, você não leva seus pais pra balada.) As apropriações dos espaços online, assim, seguem uma lógica parecida. O que não quer dizer que alguns elementos (nós da rede) não participem de vários espaços. O caso é que nem todo mundo está em todos os espaços das redes de seus amigos. O Google, entretanto, tem sistematicamente &quot;furar&quot; essa apropriação forçando a adoção de ferramentas. O Buzz e o Wave foram exemplos. A proposa do Google é sempre a mesma: criar um gigantesco espaço social onde todos compartilham tudo com todos. Só que as ferramentas Google têm apropriações diferentes. Isso significa que as ferramentas têm valores diferentes. E como o Reader é usado? Primeiro, com uma rede social mais selecionada e muito mais focada. Segundo, como espaço para &quot;guardar&quot; textos interessantes. Terceiro, como &quot;jornal diário&quot;. Por exemplo, o Reader pra mim é (era) uma fonte de informações. Assino (ava) ali os feeds das coisas que me interessavam, a partir de uma rede social pequena de alimentadores, quase como um jornal diário. Bem diferente do Twitter, que pra mim é filtro social. Ali me interessa saber o que minha rede social está falando, quais tópicos estão mais relevantes no momento. Tem coisas no Reader que eu dividia com a minha pequena rede e coisas que eu guardava só pra mim. De todas essas coisas, só um pequeno percentual era divulgado para rede do Twitter, por exemplo, só coisas que realmente me pareciam interessantes. Já o Google+ ainda não pegou direito. Tem algumas apropriações acontecendo, no caso da minha rede, principalmente para divulgação de informações, mas também tem um foco social mais parecido com o Facebook. As pessoas ainda não sabem ainda pra que o G+ &quot;serve&quot;. E um dos culpados disso é misturança do Twitter (a idéia de que as pessoas podem te &quot;seguir&quot; sem que vc autorize) junto com uma proposta muito mais social (os círculos). E essa falta de foco gerou uma série de questões ainda não resolvidas. (Por exemplo: Spam social.) A Face nos Sites de Rede Social Ferramentas sociais e informacionais não necessariamente se dão bem juntas. O Goffman tem um conceito fantástico que nos ajuda a entender isso: a idéia de &quot;face&quot;. A face é um conjunto de impressões construídas de forma a dar uma linearidade para as nossas atuações no dia a dia (grosso modo). O que isso significa? Que dependendo do contexto interacional (ou do espaço social e do grupo ali presente) procuramos manter uma face, que é uma linha de interação que buscamos que seja legitimada pelos demais atores e que eles nos reconheçam por essas características. Só que é por isso que mantemos redes sociais diferentes: nem sempre desejamos manter a mesma face. Como você age num ambiente informal com seus amigos (face 1) não é igual ao modo como você age em um ambiente formal, numa reunião de trabalho (face 2). E é esse o meu ponto: O que você faz no GReader não necessariamente você quer fazer no G+. As coisas que você lê e quer dividir com alguns amigos não necessariamente você quer publicar no G+ e mais: você nem sempre quer que os comentários colocados numa coisa que você publicou por um círculo chegue a outro círculo de amigos. (O que, aliás, é outra coisa interessante que eu tenho observado nas conversações: mesmo que vc não participe, a rede social atribui uma certa dose de responsabilidade pelos comentários a quem originalmente publicou um texto.) E dai? Meu ponto é: você não pode obrigar as pessoas a agir do modo X ou Y num ambiente social. Esses modos de agir são construídos socialmente e sempre superam e alargam as limitações técnicas. &quot;Empurrar&quot; os usuários de uma ferramenta para outra criando modos de compartilhamento relevantes pode mudar uma apropriação. Retirar modos de compartilhamento que já foram apropriados e limitar as opções não necessariamente resultam num uso da ferramenta que vc quer. Além disso, tentar criar ferramentas únicas que gerenciem todas as redes sociais não parece ser a solução. Você não necessariamente quer que todo mundo saiba seu email ou que as pessoas que estão na sua lista de emails tenham acesso imediato a seu Reader ou a seu G+ ou que seus grupos diferentes passem a ter acesso às mesmas informações. Misturar redes e obrigar todos a usar uma mesma ferramenta pode ter resultados mais desastrosos que o esperado.E, finalmente, limitações e focos exagerados podem fazer uma ferramenta perder o valor e, com isso, suas populações tendem a migrar para novas apropriações. Vai ser esse o caso do Reader? Não sei. Tenho a impressão de que a ferramenta perdeu com a mudança. E o G+? Vai ganhar? Não sei tb. Não acho que vá ser o Twitter. O mais provável é que o G+ vai sofra uma inundação de informações (úteis e inúteis), aumente a quantidade de spam e que os usuários sejam obrigados a filtrar mais os círculos para poder filtrar também a informação recebida e emitida. Veremos. De qualquer modo, entender a apropriação é a idéia chave para criar ferramentas úteis e integrá-las de forma natural. Idéia que a maioria das companhias não parece dividir comigo. :P...</description>
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<content:encoded><![CDATA[<img alt="url23.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/url23.jpg" width="200" height="150" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" />Desde ontem, eu sou mais uma das centenas (talvez milhares) de amantes do GReader que estão de luto pelo fim do sistema de feeds do Google. O GReader agora foi incorporado, forçadamente, ao Google Plus. A estratégia do Google é forçar a base de usuários do Reader, que acredito seja bem engajada, a alimentar o G+. O que não é necessariamente uma coisa boa. E que, eu, pelo menos, não curti. :P
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<strong>Misturando Redes Sociais</strong>
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Há muitos posts atrás, <a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/redes_sociais_e_o_google_buzz.html target=_blank">quando falei do Buzz</a> eu já tinha dito isso. <strong>Misturar apropriações diferentes de redes sociais diferentes</strong> pode ser um grande tiro no pé. Explico: as pessoas apropriam os diferentes sites de rede social com propósitos diferentes. E isso gera valorações diferentes para cada uma dessas ferramentas. Assim, por exemplo, o que você faz no Orkut não é o mesmo Linkedin, do mesmo modo que o que você faz no Facebook nem sempre é o mesmo que você faz no Twitter. E o que acontece é que, muitas vezes, as pessoas também têm <strong>redes sociais diferentes usando essas ferramentas</strong> (por exemplo, rede do pessoal do trabalho, rede da família, rede dos amigos e etc.). E isso é absolutamente natural. <strong>Suas redes sociais offline também não são todas iguais e não compartilham dos mesmos espaços sociais.</strong> (Por exemplo, você não leva seus pais pra balada.) As apropriações dos espaços online, assim, seguem uma lógica parecida. O que não quer dizer que alguns elementos (nós da rede) não participem de vários espaços. O caso é que nem todo mundo está em todos os espaços das redes de seus amigos.
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O Google, entretanto, tem sistematicamente "furar" essa apropriação forçando a adoção de ferramentas. O Buzz e o Wave foram exemplos. A proposa do Google é sempre a mesma: <strong>criar um gigantesco espaço social onde todos compartilham tudo com todos</strong>. Só que as ferramentas Google têm apropriações diferentes. Isso significa que as ferramentas têm valores diferentes. E como o Reader é usado? Primeiro, com uma rede social mais selecionada e muito mais focada. Segundo, como espaço para "guardar" textos interessantes. Terceiro, como "jornal diário". Por exemplo, o <strong>Reader pra mim é (era) uma fonte de informações</strong>. Assino (ava) ali os feeds das coisas que me interessavam, a partir de uma rede social pequena de alimentadores, quase como um jornal diário. Bem diferente do Twitter, que pra mim é <strong>filtro social</strong>. Ali me interessa saber o que minha rede social está falando, quais tópicos estão mais relevantes no momento. Tem coisas no Reader que eu dividia com a minha pequena rede e coisas que eu guardava só pra mim. De todas essas coisas, só um pequeno percentual era divulgado para rede do Twitter, por exemplo, só coisas que realmente me pareciam interessantes. 
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Já o Google+ ainda não pegou direito. Tem algumas apropriações acontecendo, no caso da minha rede, principalmente para divulgação de informações, mas também tem um foco social mais parecido com o Facebook. As pessoas ainda não sabem ainda pra que o G+ "serve". E um dos culpados disso é misturança do Twitter (a idéia de que as pessoas podem te "seguir" sem que vc autorize) junto com uma proposta muito mais social (os círculos). E essa falta de foco gerou uma série de questões ainda não resolvidas. (Por exemplo: Spam social.) 
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<strong>A Face nos Sites de Rede Social</strong>
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Ferramentas sociais e informacionais não necessariamente se dão bem juntas. O Goffman tem um conceito fantástico que nos ajuda a entender isso: <strong>a idéia de "face"</strong>. A face é um conjunto de impressões construídas de forma a dar uma linearidade para as nossas atuações no dia a dia (grosso modo). O que isso significa? Que <strong>dependendo do contexto interacional (ou do espaço social e do grupo ali presente) procuramos manter uma face, que é uma linha de interação que buscamos que seja legitimada pelos demais atores e que eles nos reconheçam por essas características. </strong>Só que é por isso que mantemos redes sociais diferentes: <strong>nem sempre desejamos manter a mesma face</strong>. Como você age num ambiente informal com seus amigos (face 1) não é igual ao modo como você age em um ambiente formal, numa reunião de trabalho (face 2). E é esse o meu ponto: O que você faz no GReader não necessariamente você quer fazer no G+. As coisas que você lê e quer dividir com alguns amigos não necessariamente você quer publicar no G+ e mais: você nem sempre quer que os comentários colocados numa coisa que você publicou por um círculo chegue a outro círculo de amigos. (O que, aliás, é outra coisa interessante que eu tenho observado nas conversações: mesmo que vc não participe, a rede social atribui uma certa dose de responsabilidade pelos comentários a quem originalmente publicou um texto.) 
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<strong>E dai?</strong>
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Meu ponto é: você não pode obrigar as pessoas a agir do modo X ou Y num ambiente social. Esses modos de agir são construídos socialmente e sempre superam e alargam as limitações técnicas. "Empurrar" os usuários de uma ferramenta para outra criando modos de compartilhamento relevantes pode mudar uma apropriação. Retirar modos de compartilhamento que já foram apropriados e limitar as opções não necessariamente resultam num uso da ferramenta que vc quer. Além disso, tentar criar ferramentas únicas que gerenciem todas as redes sociais não parece ser a solução. Você não necessariamente quer que todo mundo saiba seu email ou que as pessoas que estão na sua lista de emails tenham acesso imediato a seu Reader ou a seu G+ ou que seus grupos diferentes passem a ter acesso às mesmas informações.
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Misturar redes e obrigar todos a usar uma mesma ferramenta pode ter resultados mais desastrosos que o esperado.E, finalmente, limitações e focos exagerados podem fazer uma ferramenta perder o valor e, com isso, suas populações tendem a migrar para novas apropriações. Vai ser esse o caso do Reader? Não sei. Tenho a impressão de que a ferramenta perdeu com a mudança. E o G+? Vai ganhar? Não sei tb. Não acho que vá ser o Twitter. O mais provável é que o G+ vai sofra uma inundação de informações (úteis e inúteis), aumente a quantidade de spam e que os usuários sejam obrigados a filtrar mais os círculos para poder filtrar também a informação recebida e emitida. Veremos. De qualquer modo, entender a apropriação é a idéia chave para criar ferramentas úteis e integrá-las de forma natural. Idéia que a maioria das companhias não parece dividir comigo. :P


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<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/google_e_reader_eu_nao_gostei.html#comments" title="Comment on: Google+ e Reader: Eu não gostei">Comentarios (0)</a></p> 
<p>Comentarios neste post:</p>

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]]></content:encoded>
<dc:subject></dc:subject>
<dc:date>2011-11-01T07:27:30-03:00</dc:date>
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<title>Sites de Rede Social na Educação (parte II)</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/sites_de_rede_social_na_educacao_parte_ii.html</link>
<description>Faz alguns dias que comecei o texto, mas não consegui terminá-lo até hoje. Hoje consegui dar uma finalizada. :) Desculpem a demora. (E acho q acabou um texto mais evangelizador do que eu previa, mas vale o debate.) Um dos desafios com os quais frequentemente me deparo em conferências e debates acadêmicos no Brasil com relação ao uso dos sites de rede social na educação é a dificuldade no acesso. Muitos argumentam que nem todo mundo tem acesso, que jovens e adolescentes de classes mais baixas não têm Internet e, finalmente, que as escolas não têm acesso. Os argumentos são válidos, mas gostaria de salientar alguns pontos. A inclusão digital No Brasil, um dos grandes responsáveis pela inclusão digital foi o Orkut. E não sou eu quem diz isso apenas. Há um trabalho do Jeremiah Spence (2007) a respeito do Orkut no Brasil também trouxe dados parecidos. O Orkut foi uma ferramenta importante na história da Internet no Brasil porque motivou pessoas que não tinham acesso a procurar acesso, justamente, para utilizá-lo. Os sites de rede social, portanto, foram uma das portas de entrada da Internet no Brasil para muitos usuários, de idades e classes sociais diferentes. Isso significa que parte da experiência de uso da Internet para muitos de nós foi, exatamente, a experiência social. Esse acesso, que não se conseguia em localidades públicas, porque o Orkut era proibido, cresceu rapidamente em cibercafés e lan houses (o que também impactou no crescimento desses locais, especialmente dentro de comunidades mais pobres). Apenas para que se tenha uma idéia, numa rápida consulta aosindicadores do CGI, temos que entre 2005 e 2007 (anos da explosão do Orkut no Brasil), o uso da Internet cresceu cerca de 10% na população que nunca tinha acessado, e a grande atividade que concentrava o uso, o e-mail (70% em 2005) foi substituído pelo acesso aos sites de rede social (69% em 2008). Embora não seja possível apontar uma relação direta, outras pesquisas têm demonstrado que o Orkut atuou como grande motivador para essa busca pelo acesso, mesmo sem as condições físicas, nessa mesma época. O impacto do Orkut na sociedade brasileira foi tão grande que sua citação em programas de TV e notícias tornou-se tão lugar comum que nem necessidade de explicá-lo se via mais na mídia. Em 2010, segundo os mesmos indicadores, a penetração do uso da Internet aumentou: Chegou a 80% entre os brasileiros de 10 a 24 anos, entre 79 e 83% dos mesmos usando sites de rede social. O que isso nos mostra? Que os jovens estão sim, utilizando essas ferramentas. Que para uma grande maioria deles, essas ferramentas estão inseridas no cotidiano, como parte de suas atividades. É isso que eu quero apontar quando digo que as redes já estão na sociedade e que as escolas precisam também inserir-se nelas. Embora muitas vezes as escolas não tenham equipamentos e os professores não tenham como utilizar essas ferramentas em aula, os alunos continuam utilizando-as. E há muito que precisa ser discutido e debatido a respeito delas também no ambiente escolar. É preciso trazer as redes para as escolas. Como trazer as redes para as escolas? Sabemos que existem problemas de todos os tipos, principalmente falta de equipamento e acesso e também a questão do preconceito. Mesmo com esses problemas, acho que há iniciativas que podem ser levadas adiante. Minha primeira sugestão é um trabalho de conscientização e crítica das potencialidades e dos problemas . Fazer palestras, discutir, trazer pais, alunos e funcionários para o debate. É preciso superar o preconceito, que muitas vezes impera, que essas ferramentas não são necessárias e não importam. Assuntos como fronteiras entre o público e o privado, impactos dos rastros deixados nessas mídias no futuro, uso dessas ferramentas podem ser abordados através de palestras e cursos, além de rudimentos da pesquisa e discussão da veracidade do que se encontra online. Minha segunda sugestão é que a escola entre na rede. É preciso estar nessas ferramentas, construir uma presença institucional, representar a escola, proporcionar meios de contato e mesmo, meios de informação. Mesmo sem laboratórios e equipamentos, um pouco de presença se pode atingir e um mínimo de informações para a comunidade a respeito do que está sendo desenvolvido nas escolas. Apenas essas duas estratégias já ajudam muito. Primeiro porque marcam uma consciência da Escola para com o cotidiano dos alunos e da comunidade. E em nenhuma delas é preciso que todos tenham laboratórios, mas é preciso que se aborde a questão. Segundo, porque aumentam também a consciência de uso para essas ferramentas, tanto em termos de sala de aula, quanto de trabalhos escolares. Quanto mais pessoas estiverem conscientes da importância dessas práticas nesses sites, mais facilmente se conseguirá apoio para outras iniciativas. Para aquelas escolas que já dispõem de laboratórios e ferramentas, muito mais pode ser feito. Oficias com os alunos, de modo a mostrar o que pode ser feito na rede em termos de criatividade, discussões a respeito da privacidade e dos riscos da exposição e, sobretudo, criar um canal permanente de informações com a comunidade são o mínimo. Citação: Jeremiah Spence, “Orkut: catalysis for the Brazilian Internaut”...</description>
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<content:encoded><![CDATA[<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/social-platform.png"><img alt="social-platform.png" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/assets_c/2011/10/social-platform-thumb-300x327-279.png" width="300" height="327" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" /></a>Faz alguns dias que comecei o texto, mas não consegui terminá-lo até hoje. Hoje consegui dar uma finalizada. :) Desculpem a demora. (E acho q acabou um texto mais evangelizador do que eu previa, mas vale o debate.)
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Um dos desafios com os quais frequentemente me deparo em conferências e debates acadêmicos no Brasil com relação ao uso dos sites de rede social na educação é a dificuldade no acesso. Muitos argumentam que nem todo mundo tem acesso, que jovens e adolescentes de classes mais baixas não têm Internet e, finalmente, que as escolas não têm acesso. Os argumentos são válidos, mas gostaria de salientar alguns pontos. 
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<strong>A inclusão digital</strong>
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No Brasil, <strong>um dos grandes responsáveis pela inclusão digital foi o Orkut</strong>. E não sou eu quem diz isso apenas. Há um trabalho do Jeremiah Spence (2007) a respeito do Orkut no Brasil também trouxe dados parecidos. O Orkut foi uma ferramenta importante na história da Internet no Brasil porque motivou pessoas que não tinham acesso a procurar acesso, justamente, para utilizá-lo. Os sites de rede social, portanto, foram uma das portas de entrada da Internet no Brasil para muitos usuários, de idades e classes sociais diferentes. Isso significa que parte da experiência de uso da Internet para muitos de nós foi, exatamente, a experiência social. Esse acesso, que não se conseguia em localidades públicas, porque o Orkut era proibido, cresceu rapidamente em cibercafés e lan houses (o que também impactou no crescimento desses locais, especialmente dentro de comunidades mais pobres). Apenas para que se tenha uma idéia, numa rápida consulta aos<a href="http://www.cetic.br/usuarios/tic/" target=_blank>indicadores do CGI</a>, temos que entre 2005 e 2007 (anos da explosão do Orkut no Brasil), o uso da Internet cresceu cerca de 10% na população que nunca tinha acessado, e a grande atividade que concentrava o uso, o e-mail (70% em 2005) foi substituído pelo acesso aos sites de rede social (69% em 2008). Embora não seja possível apontar uma relação direta, outras pesquisas têm demonstrado que o Orkut atuou como grande motivador para essa busca pelo acesso, mesmo sem as condições físicas, nessa mesma época. <strong>O impacto do Orkut na sociedade brasileira foi tão grande que sua citação em programas de TV e notícias tornou-se tão lugar comum que nem necessidade de explicá-lo se via mais na mídia. </strong>
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Em 2010, segundo os mesmos indicadores,  a penetração do uso da Internet aumentou:  <strong>Chegou a 80% entre os brasileiros de 10 a 24 anos, entre 79 e 83% dos mesmos usando sites de rede social.</strong> O que isso nos mostra? Que os jovens estão sim, utilizando essas ferramentas. Que para uma grande maioria deles, <strong>essas ferramentas estão inseridas no cotidiano, como parte de suas atividades. </strong>
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É isso que eu quero apontar quando digo que as redes já estão na sociedade e que <strong>as escolas precisam também inserir-se nelas</strong>. Embora muitas vezes as escolas não tenham equipamentos e os professores não tenham como utilizar essas ferramentas em aula, os alunos continuam utilizando-as. E há muito que precisa ser discutido e debatido a respeito delas também no ambiente escolar. <strong>É preciso trazer as redes para as escolas.</strong>
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<strong>Como trazer as redes para as escolas?</strong>
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Sabemos que existem problemas de todos os tipos, principalmente falta de equipamento e acesso e também a questão do preconceito. Mesmo com esses problemas, acho que há iniciativas que podem ser levadas adiante.
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Minha primeira sugestão é um<strong> trabalho de conscientização e crítica das potencialidades e dos problemas </strong>. Fazer palestras, discutir, trazer pais, alunos e funcionários para o debate. É preciso superar o preconceito, que muitas vezes impera, que essas ferramentas não são necessárias e não importam. Assuntos como fronteiras entre o público e o privado, impactos dos rastros deixados nessas mídias no futuro, uso dessas ferramentas podem ser abordados através de palestras e cursos, além de rudimentos da pesquisa e discussão da veracidade do que se encontra online. 
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Minha segunda sugestão é que <strong>a escola entre na rede</strong>. É preciso estar nessas ferramentas, construir uma presença institucional, representar a escola, proporcionar meios de contato e mesmo, meios de informação. Mesmo sem laboratórios e equipamentos, um pouco de presença se pode atingir e um mínimo de informações para a comunidade a respeito do que está sendo desenvolvido nas escolas.
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Apenas essas duas estratégias já ajudam muito. Primeiro porque marcam uma consciência da Escola para com o cotidiano dos alunos e da comunidade. E em nenhuma delas é preciso que todos tenham laboratórios, mas é preciso que se aborde a questão. Segundo, porque aumentam também a consciência de uso para essas ferramentas, tanto em termos de sala de aula, quanto de trabalhos escolares. <strong>Quanto mais pessoas estiverem conscientes da importância dessas práticas nesses sites, mais facilmente se conseguirá apoio para outras iniciativas</strong>. Para aquelas escolas que já dispõem de laboratórios e ferramentas, muito mais pode ser feito. Oficias com os alunos, de modo a mostrar o que pode ser feito na rede em termos de criatividade, discussões a respeito da privacidade e dos riscos da exposição e, sobretudo, criar um canal permanente de informações com a comunidade são o mínimo. 
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Citação:
<a href="http://aoir.org/conferences/past/ir-8-2007/" target=_blank>Jeremiah Spence, “Orkut: catalysis for the Brazilian Internaut”</a>


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<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/sites_de_rede_social_na_educacao_parte_ii.html#comments" title="Comment on: Sites de Rede Social na Educação (parte II)">Comentarios (0)</a></p> 
<p>Comentarios neste post:</p>

</description>
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<dc:subject></dc:subject>
<dc:date>2011-10-24T09:57:02-03:00</dc:date>
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<item>
<title>#15o e Redes que mobilizam</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/15o_e_redes_que_mobilizam.html</link>
<description>Desculpem a falta de posts. Ando muito ocupada com coisas profissionais e o blog, que é hobby, vai ficando para depois. Entretanto, há duas boas notícias (ao menos pra mim). Primeiro, deve sair a segunda edição do Redes Sociais na Internet com um capítulo extra sobre perspectivas de estudo das redes sociais. Segundo, estou nos finalmentes do meu novo livro, que deve sair ano que vem (e que, portanto, tem que andar de uma vez). Em breve, mais novidades sobre isso. Enquanto isso, andei mapeando algumas outras coisas. Essa semana, brinquei com o NodeXL para mapear o #15o. Para quem não sabe, a hashtag representa uma movimentação em torno de protestos em todo o mundo, que ocorreram em mais de mil capitais e cidades menores, em diferentes países, congregando marchas pela mudança (algumas outras hashtags como #globalchange também acompanharam) e em vários países, foram anexadas a movimentos que já estavam ocorrendo, como os protestos contra a corrupção no Brasil, os &quot;indignados&quot; na Espanha e em Portugal, os movimentos dos 99% nos Estados Unidos e etc. Tentando entender essas movimentações um pouco melhor, mapeei o movimento através da hashtag #15o no Twitter (peguei outras também, pedindo sugestões a outros twitters, mas não achei nada específico do Brasil, por exemplo). E deu pra ver algumas coisas interessantes: Uma das coisas que tenho observado nesses mapeamentos de hashtags diversas é a questão do engajamento. Ao que parece, a clusterização está diretamente associada com o engajamento dos atores em propagar a hashtag, o que faz com que vários deles retuítem e repassem tweets com a hashtag enviados por outros atores na sua timeline. A estratégia faz com que a hashtag seja popularizada sem constituir-se em spam e me parece ser a principal responsável pela &quot;forma&quot; do grafo. Tenho observado isso em várias hashtags que se tornaram trending topics, mas que entraram nos TTs de forma menos orgânica (ou seja, foram resultado de organizações coletivas que tentaram popularizar a hashtag) e não de um assunto que era popular entre os participantes da conversação em determinado momento. Vejam o grafo abaixo: (Clique para ver a imagem em tamanho maior.) No grafo, aumentei o tamanho dos nós mais influentes (acima de 5 nós da mesma rede repassaram/tuitaram sobre a hashtag) e podemos ver que há uma centralização intrínseca dos nós que tuitaram sobre a hashtag (esqueçam as cores, é outra coisa que eu estava analisando e esqueci de trocar). A centralização também é esperada porque redes que focam causas tendem a congregar mais nós com idéias/focos semelhantes, que portanto, podem ser ativados mais facilmente nesse tipo de causa. Outras coisas que são interessantes: Ao que parece, os atores são muito mais capazes de influenciar a rede nessas causas do que em outras hashtags. Por exemplo, o número de influenciadores nesse grafo é bem maior do que o da maioria dos outras redes que tenho mapeado. Além disso, o número de pessoas que falou sobre a hashtag e influenciou ao menos um seguidor também é grande. Esses elementos que comentei também têm aparecido nas redes de fãs (comentei recentemente sobre as fan wars) e de forma muito semelhante. Isso pode indicar que há estratégias específicas desses grupos mais engajados em &quot;aparecer&quot; e fazer com que sua mensagem chegue ao &quot;mainstream&quot; do Twitter (TTs). Essas estratégias não orgânicas acabam influenciando muito o modo através do qual esses tópicos ressoam e aparecem para os demais no Twitter. Sem ser promovidos pela ferramenta. :-) Créditos: Foto Eneas de Troya....</description>
<guid isPermaLink="false">5091@http://www.pontomidia.com.br/raquel/</guid>
<content:encoded><![CDATA[<a href="http://www.flickr.com/photos/eneas/" target=_blank><img alt="tumblr_lt62ge6GBT1qznmxwo1_500.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/tumblr_lt62ge6GBT1qznmxwo1_500.jpg" width="250" height="166" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" /></a>Desculpem a falta de posts. Ando muito ocupada com coisas profissionais e o blog, que é hobby, vai ficando para depois. Entretanto, há duas boas notícias (ao menos pra mim). Primeiro, deve sair a segunda edição do Redes Sociais na Internet com um capítulo extra sobre perspectivas de estudo das redes sociais. Segundo, estou nos finalmentes do meu novo livro, que deve sair ano que vem (e que, portanto, tem que andar de uma vez). Em breve, mais novidades sobre isso.
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Enquanto isso, andei mapeando algumas outras coisas. Essa semana, brinquei com o NodeXL para mapear o #15o. Para quem não sabe, a hashtag representa uma movimentação em torno de protestos em todo o mundo, que ocorreram em mais de mil capitais e cidades menores, em diferentes países, congregando marchas pela mudança (algumas outras hashtags como #globalchange também acompanharam) e em vários países, foram anexadas a movimentos que já estavam ocorrendo, como os protestos contra a corrupção no Brasil, os "indignados" na Espanha e em Portugal, os movimentos dos 99% nos Estados Unidos e etc.
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Tentando entender essas movimentações um pouco melhor, mapeei o movimento através da hashtag #15o no Twitter (peguei outras também, pedindo sugestões a outros twitters, mas não achei nada específico do Brasil, por exemplo). E deu pra ver algumas coisas interessantes: 
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Uma das coisas que tenho observado nesses mapeamentos de hashtags diversas é a questão do <strong>engajamento</strong>. Ao que parece, <strong>a clusterização está diretamente associada com o engajamento dos atores em propagar a hashtag</strong>, o que faz com que vários deles retuítem e repassem tweets com a hashtag enviados por outros atores na sua timeline. A estratégia faz com que a <strong>hashtag seja popularizada</strong> sem constituir-se em spam e me parece ser a principal responsável pela "forma" do grafo.  Tenho observado isso em várias hashtags que se tornaram<em> trending topics</em>, mas que entraram nos TTs de forma <strong>menos orgânica</strong> (ou seja, foram resultado de organizações coletivas que tentaram popularizar a hashtag) e não de um assunto que era popular entre os participantes da conversação em determinado momento. Vejam o grafo abaixo:
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<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/rede15o.png"><img alt="rede15o.png" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/assets_c/2011/10/rede15o-thumb-340x272-276.png" width="340" height="272" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a>
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(Clique para ver a imagem em tamanho maior.)
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No grafo, aumentei o tamanho dos nós mais influentes (acima de 5 nós da mesma rede repassaram/tuitaram sobre a hashtag) e podemos ver que há uma centralização intrínseca dos nós que tuitaram sobre a hashtag (esqueçam as cores, é outra coisa que eu estava analisando e esqueci de trocar). A centralização também é esperada porque <strong>redes que focam causas tendem a congregar mais nós com idéias/focos semelhantes</strong>, que portanto, podem ser ativados <strong>mais facilmente</strong> nesse tipo de causa. Outras coisas que são interessantes: Ao que parece, <strong>os atores são muito mais capazes de influenciar </strong>a rede nessas causas do que em outras hashtags. Por exemplo, o número de influenciadores nesse grafo é bem maior do que o da maioria dos outras redes que tenho mapeado. Além disso, o número de pessoas que falou sobre a hashtag e influenciou ao menos um seguidor também é grande.
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Esses elementos que comentei também têm aparecido nas redes de fãs (comentei recentemente sobre <a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/fan_wars_no_twitter.html" target=_blank>as fan wars</a>) e de forma muito semelhante. Isso pode indicar que há estratégias específicas desses grupos mais engajados em "aparecer" e fazer com que sua mensagem chegue ao "mainstream" do Twitter (TTs). Essas estratégias não orgânicas acabam influenciando muito o modo através do qual esses tópicos ressoam e aparecem para os demais no Twitter. Sem ser promovidos pela ferramenta. :-)
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Créditos: <a href="http://www.flickr.com/photos/eneas/6248853842/in/photostream" target=_blank>Foto Eneas de Troya.</a>


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<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/15o_e_redes_que_mobilizam.html#comments" title="Comment on: #15o e Redes que mobilizam">Comentarios (0)</a></p> 
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<dc:date>2011-10-17T07:50:06-03:00</dc:date>
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<title>SBPJor - Mesa Jornalismo em Redes Sociais na Internet</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/sbpjor_-_mesa_jornalismo_em_redes_sociais_na_internet.html</link>
<description>Em novembro estarei no Rio. Dia 05/11, sábado, às 14h, vou participar da mesa &quot;Jornalismo em Redes Sociais na Internet&quot; na 9a SBPJor. A mesa foi uma iniciativa minha e de alguns colegas (cujos nomes talvez já sejam conhecidos de vocês) que também vão debater o assunto, com trabalhos que a meu ver, apresentam elementos atualíssimos na discussão dos impactos das redes sociais no Jornalismo. Para quem quiser participar, o evento será na UFRJ. Abaixo, o resumo da proposta: O advento das redes sociais na Internet, impulsionadas pelos chamados sites de rede social, trouxe novas práticas de produção e circulação de informações, gerando desafios novos para o Jornalismo. Esta proposta visa debater essa intersecção, através de reflexões sobre o Jornalismo e as práticas jornalísticas diante das redes sociais online. Neste contexto, Fabio Malini debate os modos de compartilhamento e narração dos acontecimentos nessas redes sociais, como forma de quebrar a hegemonia da mídia em destacá-los. Malini dialoga diretamente com o trabalho de Gabriela Zago que busca caracterizar a experiência do acontecimento jornalístico no Twitter, focando a recirculação como etapa atual ao processo jornalístico. O artigo de Raquel Recuero faz um contraponto, explicitando a ação legitimadora dos acontecimentos pelos veículos jornalísticos no Twitter. Estabelece, assim, conexões com o artigo de Alex Primo, que foca de forma mais ampla as redes como transformadoras do jornalismo, através da participação de pessoas comuns na mídia digital. Finalmente, Rogério Christofoletti traz essas transformações como tensões que clamam pela emergência de outra ética jornalística, influenciada pela chamada ética hacker. Os participantes e seus trabalhos: Alex Primo (UFRGS): &quot;Transformações no jornalismo em rede: sobre pessoas comuns, jornalistas e organizações; blogs, Twitter, Facebook e Flipboard&quot; Gabriela Zago (UFRGS): &quot;A Experiência do Acontecimento Jornalístico no Twitter a partir de sua Recirculação&quot; Raquel Recuero (UCPEL): &quot;Deu no Twitter, alguém confirma?&quot; Funções do Jornalismo na Era das Redes Sociais&quot; Fabio Malini (UFES): &quot;Cobertura colaborativa nas redes sociais: entre a emergência e a programação&quot; Rogério Christofoletti (UFSC): &quot;Ética hacker e deontologia jornalística em redes sociais&quot; É a minha primeira participação na SBPJor e estou com grandes expectativas. O evento vai contar com várias palestras muito interessantes e várias outras mesas e trabalhos sobre redes sociais. Apareçam por lá! :)...</description>
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<content:encoded><![CDATA[<img alt="9sbpjo.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/9sbpjo.jpg" width="360" height="171" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" />Em novembro estarei no Rio. Dia <strong>05/11, sábado, às 14h</strong>, vou participar da mesa "Jornalismo em Redes Sociais na Internet" na <a href="http://http://www.sbpjor.org.br/9encontro/" target=_blank>9a SBPJor</a>. A mesa foi uma iniciativa minha e de alguns colegas (cujos nomes talvez já sejam conhecidos de vocês) que também vão debater o assunto, com trabalhos que a meu ver, apresentam elementos atualíssimos na discussão dos impactos das redes sociais no Jornalismo. Para quem quiser participar, o evento será na UFRJ. Abaixo, o resumo da proposta:
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<em>O advento das redes sociais na Internet, impulsionadas pelos chamados sites de rede social, trouxe novas práticas de produção e circulação de informações, gerando desafios novos para o Jornalismo. Esta proposta visa debater essa intersecção, através de reflexões sobre o Jornalismo e as práticas jornalísticas diante das redes sociais online. Neste contexto, <strong>Fabio Malini</strong> debate os modos de compartilhamento e narração dos acontecimentos nessas redes sociais, como forma de quebrar a hegemonia da mídia em destacá-los. <strong>Malini</strong> dialoga diretamente com o trabalho de<strong> Gabriela Zago</strong> que busca caracterizar a experiência do acontecimento jornalístico no Twitter, focando a recirculação como etapa atual ao processo jornalístico. O artigo de <strong>Raquel Recuero</strong> faz um contraponto, explicitando a ação legitimadora dos acontecimentos pelos veículos jornalísticos no Twitter. Estabelece, assim, conexões com o artigo de <strong>Alex Primo</strong>, que foca de forma mais ampla as redes como transformadoras do jornalismo, através da participação de pessoas comuns na mídia digital. Finalmente, <strong>Rogério Christofoletti</strong> traz essas transformações como tensões que clamam pela emergência de outra ética jornalística, influenciada pela chamada ética hacker.</em>
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Os participantes e seus trabalhos:
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<a href="http://www.interney.net/blogs/alexprimo/" target=_blank>Alex Primo</a> (UFRGS): "Transformações no jornalismo em rede: sobre pessoas comuns, jornalistas e organizações; blogs, Twitter, Facebook e Flipboard" <BR><BR>
<a href="http://www.gabrielazago.com/" target=_blank>Gabriela Zago</a> (UFRGS): "A Experiência do Acontecimento Jornalístico no Twitter a partir de sua Recirculação"<BR><BR>
<a href="http://www.raquelrecuero.com" target=_blank>Raquel Recuero</a> (UCPEL): "Deu no Twitter, alguém confirma?" Funções do Jornalismo na Era das Redes Sociais"<BR><BR>
<a href="http://fabiomalini.com/" target=_blank>Fabio Malini</a> (UFES): "Cobertura colaborativa nas redes sociais: entre a emergência e a programação"<BR><BR>
<a href="http://monitorando.wordpress.com/" target=_blank>Rogério Christofoletti</a> (UFSC): "Ética hacker e deontologia jornalística em redes sociais"<BR><BR>
É a minha primeira participação na SBPJor e estou com grandes expectativas. O evento vai contar com várias palestras muito interessantes e várias outras mesas e trabalhos sobre redes sociais. Apareçam por lá! :)
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<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/sbpjor_-_mesa_jornalismo_em_redes_sociais_na_internet.html#comments" title="Comment on: SBPJor - Mesa Jornalismo em Redes Sociais na Internet">Comentarios (0)</a></p> 
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<dc:date>2011-10-10T08:01:44-03:00</dc:date>
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<title>Sites de Rede Social na Educação (parte I)</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/sites_de_rede_social_na_educacao_parte_i.html</link>
<description>Um assunto sobre o qual eu tenho conversado muito, nos últimos tempos, é a respeito do uso dos sites de rede social (SRSs) como Twitter, Facebook, Orkut e etc. em ambientes e instituições escolares. Vejam, sou uma ferrenha defensora do uso dessas plataformas. Acho que elas já estão nas escolas, as escolas é que não estão nelas. E com alguma freqüência, converso sobre isso com colegas professores e educadores. Em cima desses debates, pensei em traçar aqui algumas linhas e sugerir algumas formas de uso desses sites em sala de aula. Por que os Sites de Rede Social representam um novo paradigma? Antes de mais nada, não gosto de falar de &quot;redes sociais na educação&quot;. Porque pra mim, redes sociais são ambientes de educação desde que o mundo é mundo. Oras, a primeira e mais básica forma de aprendizado é a imitação. E só se imitam os outros, ou seja, a rede social. Todos aprendemos em conjunto, em grupo, em relação a outras pessoas. A questão é que a mediação do computador potencializou isso a um nível muito, muito grande. As redes sociais na Internet sim, representam um patamar diferenciado, pois são redes constituídas de elementos que não existiam antes, como aqueles explicitados pelo conceito de públicos em rede, debatido pela danah boyd (2007). Dentro dessa idéia há quatro elementos que são diferenciais no debate a respeito dos sites de rede social: Persistência - As conversações e as interações que são publicadas permanecem, ficam armazenadas nos sistema, ao contrário das interações em grupo cotidianas (por exemplo, a fala), que desaparecem. Essa é uma mudança do paradigma da conversação. Buscabilidade - As informações publicadas podem ser buscadas. Com isso, há informações mais facilmente acessíveis a qualquer pessoa na rede social. Aliada a persistência, essa característica também mostra que o conteúdo pode ser replicado. Audiências Invisíveis - Aquilo que é publicado para um grau de amigos próximos pode ter um alcance imenso, pois redes sociais na Internet são interconectadas. Cada amigo tem seus próprios amigos que também podem ver essa informação e assim por diante. E isso faz com que o alcance das informações seja escalável. Essas características mostram que o espaço dos SRSs não é apenas novo em termos de sociabilidade, mas ele também modifica formas fundamentais em cima das quais a interação social acontece. E por isso, modificam também os modos através dos quais aprendemos. Aprender em rede, portanto, é ter acesso a uma quantidade muito, muito maior de informações, disposta por audiências que nem sempre estão visíveis, com impactos muito mais globais e permanentes. Mas o que isso quer dizer para as práticas de aprendizado? Aprender em Rede Estar em rede, hoje, é estar permanentemente conectado a uma camada de informações que está perpetuamente mudando, o ciberespaço. As redes sociais, nesse ambiente, modulam essas informações, dando foco a coisas que parecem relevantes, filtrando coisas irrelevantes e compartilhando todo o tipo de coisa. Entretanto, boa parte desse foco está em informações que não são consideradas tão relevantes por escolas e educadores (como por exemplo, informações de humor). A questão é: Como podemos fazer essas redes circularem informações que sejam mais relevantes para ambientes escolares?Pensando nisso, proponho alguns passos estratégicos: Entender a apropriação - Compreender o que os alunos fazem online. Entender seus usos e valores dos sites de rede social. Entender o que significa esse espaço é essencial para trazer outras formas de apropriação. Para isso, é preciso estar online também. Criar novas formas de apropriação - Uma vez que consigamos entender quais são os valores, podemos reapropriar alguns elementos. Os alunos escrevem fanfictions e distribuem na rede? Então vamos convidá-los a escrever uma fiction colaborativa num blog ou mesmo no Twitter. Os alunos gostam de blogs de humor? Por que não trazer uma proposta de apropriação humorística de fatos históricos? O Orkut é um site de uso comum? Quem sabe usá-lo como espaço de discussão de sala de aula? Ou propor uma gincana ali para buscar uma determinada informação? Ou mesmo sugerir a criação de Tumblrs para dividir as coisas que foram encontradas pelos alunos nos exercícios. Criar mashups, propor a reinterpretação de coisas tradicionais e usá-las de forma criativa. Com o conhecimento do que é interessante e um pouco de criatividade, podemos mover montanhas. Trazer os SRSs para a Escola - Nem tudo são flores na Internet. Mas é fundamental, na minha opinião, que as escolas não apenas tragam essas ferramentas para uso dentro do espaço institucional, mas que também proponham um debate a respeito. É preciso discutir, por exemplo, as novas fronteiras entre o que é público e o que é privado. É preciso conscientizar a respeito do que significa &quot;publicar&quot; na Internet. É preciso discutir os impactos dos sites de rede social no dia a dia. Assim, propor estratégias para debater, conscientizar e discutir essas ferramentas. Usar os SRSs como aliados - Estar &quot;oficialmente&quot; nessas ferramentas e usá-las como espaços educativos e institucionais são escolhas fundamentais. A escola também precisa estar em rede. E isso significa conectar não apenas a comunidade dentro da escola, mas fora também. Criar grupos para discutir as estratégias em SRSs, conectar professores para troca de experiências, debater casos de sucesso e problemas. Podemos também aprender em grupo.Além disso, usar esses espaços como espaços institucionais, para fazer tarefas, temas, comunicar e etc, também é importante. Não vou me alongar demais nesse post e vou continuar o assunto em outro. Mas apenas para dar algumas idéias que eu, particularmente, acho que são muito úteis e passíveis de ser &quot;reinventadas&quot; em sala de aula: The Jane Austen Twitter Projetc - A proposta do projeto foi a de escrever uma ficção &quot;estilo Jane Austen&quot; no Twitter. Com um cenário pré-determinado e o auxílio do Google Docs, cada participante agendou sua entrada e cada um escreveu um pedacinho (ou vários) do conto. Com isso, demandou-se não apenas o conhecimento da obra da autora mas, igualmente, daquilo que outros já tinham escrito. Criar um &quot;perfil&quot; no Facebook para o personagem favorito foi a estratégia que esse professor usou. Além de ter lido o livro, era necessário criatividade e interpretação para acrescentar &quot;gostos&quot; e informações de perfil. Usar o Google Maps (ou o Google Earth) e o Twitter para estudar geografia? Foi o que esse professor fez. Convocou sua rede social a propor desafios de localização para que os alunos procurassem nessas ferramentas. Nesse projeto, o professor desafiou os alunos a reescrever o diálogo entre Dante e Beatrice (no Inferno de Dante) no Twitter, repensando o contexto e o que seria dito pelos personagens. E além dessas, há milhões de propostas, envolvendo não apenas o ensino fundamental, como todos os grupos e todas as disciplinas (até física e matemática!). Vejam fontes de idéias (em inglês): 100 maneiras inspiradoras de usar mídia social em sala de aula Grupo Edudemic no Facebook Blog Web 2.0 Teaching Tools Edsocialmedia Meu slideshare com algumas palestras sobre o assunto...</description>
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<content:encoded><![CDATA[<img alt="saladeaula.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/saladeaula.jpg" width="300" height="208" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" />Um assunto sobre o qual eu tenho conversado muito, nos últimos tempos, é a respeito do uso dos sites de rede social (SRSs) como Twitter, Facebook, Orkut e etc. em ambientes e instituições escolares. Vejam, sou uma ferrenha defensora do uso dessas plataformas. <strong>Acho que elas já estão nas escolas, as escolas é que não estão nelas.</strong> E com alguma freqüência, converso sobre isso com colegas professores e educadores. Em cima desses debates, pensei em traçar aqui algumas linhas e sugerir algumas formas de uso desses sites em sala de aula. 
<BR><BR>
<strong>Por que os Sites de Rede Social representam um novo paradigma?</strong>
<BR><BR>
Antes de mais nada, não gosto de falar de "redes sociais na educação". Porque pra mim, redes sociais são ambientes de educação desde que o mundo é mundo. Oras, a primeira e mais básica forma de aprendizado é a imitação. E só se imitam os outros, ou seja, a rede social. Todos aprendemos em conjunto, em grupo, em relação a outras pessoas. A questão é que a mediação do computador potencializou isso a um nível muito, muito grande. As redes sociais na Internet sim, representam um patamar diferenciado, pois são redes constituídas de elementos que não existiam antes, como aqueles explicitados pelo conceito de públicos em rede, debatido pela <a href="http://www.mitpressjournals.org/doi/pdf/10.1162/dmal.9780262524834.119" target=_blank>danah boyd (2007)</a>. Dentro dessa idéia há quatro elementos que são diferenciais no debate a respeito dos sites de rede social:
<ul>
	<li><strong>Persistência</strong> - As conversações e as interações que são publicadas permanecem, ficam armazenadas nos sistema, ao contrário das interações em grupo cotidianas (por exemplo, a fala), que desaparecem. Essa é uma mudança do paradigma da conversação. </li>
	<li><strong>Buscabilidade </strong>- As informações publicadas podem ser buscadas. Com isso, há informações mais facilmente acessíveis a qualquer pessoa na rede social. Aliada a persistência, essa característica também mostra que o conteúdo pode ser <strong>replicado</strong>.</li>
	<li><strong>Audiências Invisíveis -</strong> Aquilo que é publicado para um grau de amigos próximos pode ter um alcance imenso, pois redes sociais na Internet são interconectadas. Cada amigo tem seus próprios amigos que também podem ver essa informação e assim por diante. E isso faz com que o alcance das informações seja <strong>escalável</strong>. </li>
</ul>
Essas características mostram que o espaço dos SRSs não é apenas novo em termos de sociabilidade, mas ele também modifica formas fundamentais em cima das quais a interação social acontece. E por isso, modificam também os modos através dos quais aprendemos. Aprender em rede, portanto, é ter acesso a uma quantidade muito, muito maior de informações, disposta por audiências que nem sempre estão visíveis, com impactos muito mais globais e permanentes. Mas o que isso quer dizer para as práticas de aprendizado?
<BR><BR>
<strong>Aprender em Rede</strong>
<BR><BR>
Estar em rede, hoje, é estar permanentemente conectado a uma camada de informações que está perpetuamente mudando, o ciberespaço. As redes sociais, nesse ambiente, modulam essas informações, dando foco a coisas que parecem relevantes, filtrando coisas irrelevantes e compartilhando todo o tipo de coisa. Entretanto, boa parte desse foco está em informações que não são consideradas tão relevantes por escolas e educadores (como por exemplo, informações de humor). A questão é: <strong>Como podemos fazer essas redes circularem informações que sejam mais relevantes para ambientes escolares?</strong>Pensando nisso, proponho alguns passos estratégicos: 
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<ul>
	<li><strong>Entender a apropriação</strong> - Compreender o que os alunos fazem online. Entender seus usos e valores dos sites de rede social. Entender o que significa esse espaço é essencial para trazer outras formas de apropriação. Para isso, é preciso estar online também.</li>
	<li><strong>Criar novas formas de apropriação</strong> - Uma vez que consigamos entender quais são os valores, podemos reapropriar alguns elementos. Os alunos escrevem fanfictions e distribuem na rede? Então vamos convidá-los a escrever uma fiction colaborativa num blog ou mesmo no Twitter. Os alunos gostam de blogs de humor? Por que não trazer uma proposta de apropriação humorística de fatos históricos? O Orkut é um site de uso comum? Quem sabe usá-lo como espaço de discussão de sala de aula? Ou propor uma gincana ali para buscar uma determinada informação? Ou mesmo sugerir a criação de Tumblrs para dividir as coisas que foram encontradas pelos alunos nos exercícios. Criar mashups, propor a reinterpretação de coisas tradicionais e usá-las de forma criativa. <strong>Com o conhecimento do que é interessante e um pouco de criatividade, podemos mover montanhas.</strong> </li>
	<li><strong>Trazer os SRSs para a Escola </strong>- Nem tudo são flores na Internet. Mas é fundamental, na minha opinião, que as escolas não apenas tragam essas ferramentas para uso dentro do espaço institucional, mas que também proponham um debate a respeito. É preciso discutir, por exemplo, as novas fronteiras entre o que é público e o que é privado. É preciso conscientizar a respeito do que significa "publicar" na Internet. É preciso discutir os impactos dos sites de rede social no dia a dia. <strong>Assim, propor estratégias para debater, conscientizar e discutir essas ferramentas.</strong> </li>
	<li><strong>Usar os SRSs como aliados</strong> - Estar "oficialmente" nessas ferramentas e usá-las como espaços educativos e institucionais são escolhas fundamentais. A escola também precisa estar em rede. E isso significa conectar não apenas a comunidade dentro da escola, mas fora também. Criar grupos para discutir as estratégias em SRSs, conectar professores para troca de experiências, debater casos de sucesso e problemas. <strong>Podemos também aprender em grupo.</strong>Além disso, usar esses espaços como espaços institucionais, para fazer tarefas, temas, comunicar e etc, também é importante.</li>
</ul>
Não vou me alongar demais nesse post e vou continuar o assunto em outro. Mas apenas para dar algumas idéias que eu, particularmente, acho que são muito úteis e passíveis de ser "reinventadas" em sala de aula:<BR><BR>
<ul>
	<li><a href="http://austenproject.com/" target=_blank>The Jane Austen Twitter Projetc</a> - A proposta do projeto foi a de escrever uma ficção "estilo Jane Austen" no Twitter. Com um cenário pré-determinado e o auxílio do Google Docs, cada participante agendou sua entrada e cada um escreveu um pedacinho (ou vários) do conto. Com isso, demandou-se não apenas o conhecimento da obra da autora mas, igualmente, daquilo que outros já tinham escrito.</li>
	<li>Criar um "perfil" no Facebook para o personagem favorito foi a estratégia que <a href="http://mrfeatherstone.blogspot.com/2009/04/unit-project-facebook-character.html" target=_blank>esse professor usou</a>. Além de ter lido o livro, era necessário criatividade e interpretação para acrescentar "gostos" e informações de perfil.</li>
	<li><a href="http://tbarrett.edublogs.org/2008/01/18/geotweets-inviting-your-network-into-the-classroom/" target=_blank>Usar o Google Maps (ou o Google Earth) e o Twitter para estudar geografia?</a> Foi o que esse professor fez. Convocou sua rede social a propor desafios de localização para que os alunos procurassem nessas ferramentas. </li>
	<li>Nesse projeto, <a href="http://www.uni.illinois.edu//og/news/2009/04/anonymous-fame-steve-rayburns-twitter" target=_blank>o professor desafiou os alunos a reescrever o diálogo entre Dante e Beatrice</a> (no Inferno de Dante) no Twitter, repensando o contexto e o que seria dito pelos personagens.</li>
</ul>E além dessas,  há milhões de propostas, envolvendo não apenas o ensino fundamental, como todos os grupos e todas as disciplinas (até física e matemática!). Vejam fontes de idéias (em inglês):
<BR><BR>
<a href="http://www.onlineuniversities.com/blog/2010/05/100-inspiring-ways-to-use-social-media-in-the-classroom/" target=_blank>100 maneiras inspiradoras de usar mídia social em sala de aula</a><BR>
<a href="http://www.facebook.com/edudemic?sk=wall" target=_blank>Grupo Edudemic no Facebook</a><BR>
<a href="http://web20teach.blogspot.com/" target=_blank>Blog Web 2.0 Teaching Tools</a><BR>
<a href="http://www.edsocialmedia.com/" target=_blank>Edsocialmedia</a><BR>
<a href="http://www.slideshare.net/raquelrecuero/" target=_blank>Meu slideshare com algumas palestras sobre o assunto</a>
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<p>Comentarios neste post:</p>

</description>
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<dc:date>2011-09-26T09:01:22-03:00</dc:date>
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<item>
<title>Chamada de Trabalhos p/ o ICWSM 2012 (em Português)</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/chamada_de_trabalhos_p_o_icwsm_2012_em_portugues.html</link>
<description>Este ano, sou uma das Regional Chairs do ICWSM 2012, sendo responsável pela divulgação da chamada de trabalhos por aqui (aliás, conto com a colaboração de vocês). :-) Uma das ações foi a tradução da chamada p/ o Português, justamente para encorajar uma maior participação de pesquisadores de mídia social de várias áreas (por exemplo, Computação, Lingüística, Comunicação e etc. Para a chamada em inglês, clique aqui. Chamada de Trabalhos The Sixth International AAAI Conference on Weblogs and Social Media (ICWSM-12) Patrocinada pela Association for the Advancement of Artificial Intelligence Site para a submissão de Artigos Técnicos: Será disponibilizado em 1 de Novembro de 2011 Resumos: até 13 de janeiro de 2012 Artigos completos: até 18 de Janeiro de 2012 (meia-noite, horário do Pacífico) A Conferência Internacional da AAAI sobre Weblogs e Mídia Social (ICWSM) é um fórum único que conecta pesquisadores das disciplinas de Ciência da Computação, Língüística, Comunicação e Ciências Sociais. O objetivo geral da ICWSM é aprofundar a compreensão da mídia social em todas as suas formas. A submissão de trabalhos focando pesquisas que conectem ciências sociais e computacionais é especialmente encorajada. Apesar deste ser apenas o sexto ano da conferência, ela tornou-se um dos eventos principais para o encontro de cientistas sociais e cientistas focados em tecnologia e a discussão de pesquisa de ponta em mídia social. Isso acontece principalmente por conta do percentual típico de aceitação de 20% dos artigos completos e pelo suporte da Association for the Advancement of Artificial Intelligence - AAAI (Associação para o Avanço da Inteligência Artificial). Para a ICWSM de 2012, além do programa usual de contribuições de sessões técnicas, posters e palestrantes convidados, a conferência principal vai incluir uma seleção de palestras de pesquisadores proeminentes na área (academia e indústria). Além disso, por conta do sucesso dos workshops de 2011 e do dia de tutoriais, a ICWSM 2012 também vai sediar workshops e um dia de tutoriais antes da conferência principal. Disciplinas Lingüística Computacional e Processamento de Linguagem Natural Mineração de texto/dados Psicologia Sociologia (incluindo análise de redes sociais) Comunicação Antropologia Estudos de Mídia Visualização Ciência Política Ciência Social Computacional Interação Humano-Computador (HCI) Economia Teoria dos Grafos, análise concreta e simulação de modelos gráficos Mídias Weblogs, incluindo comentários Sites de Rede Social Microblogs Wikis (Wikipedia) Fóruns, listas de emails, newsgroups Sites comunitários de mídia (YouTube, Flickr) Tópicos de Interesse Estudos de mídia social de foco psicológico, baseados em personalidade e etnográficos; Análise das relações entre a mídia social e a mídia tradicional (ou mainstream); Estudos quantitativos e qualitativos de mídia social; Centralidade/influência de publicações em mídia social e autores; Ranqueamento/relevância de blogs e microblogs; ranqueamento de páginas web baseado em blogs e microblogs; Análise de redes sociais; identificação de comunidades; descoberta de especialistas e autoridade; Confiança; reputação; sistemas de recomendação; Interação humano-computador; ferramentas de mídia social; navegação e visualização; Subjetividade em dados textuais; análise de sentimento; polaridade/identificação e extração de opiniões; Categorização textual; reconhecimento de tópicos; identificação de demografia/gênero/idade; Identificação e acompanhamento de tendências; predição de séries temporais; medidas de previsibilidade de fenômenos baseados em mídia social; Novas aplicações sociais; interfaces; técnicas de interação; Inovação social e mudança efetiva através da mídia social. Palestrantes Andrew Tomkins (Google+) Outros a ser anunciados Conta de Submissão para Autores Os autores precisam criar uma conta para submeter trabalhos (aqueles que já têm conta podem adicionar o ICWSM-12 a sua lista de conferências ) no site de submissões da ICWSM-12, que estará disponível a partir de 1 de Novembro de 2011. É importante que a senha seja guardada, pois ela permitirá que o autor acesse o sistema para submeter o resumo e o artigo final. Para evitar problemas de última hora, os autores são encorajados a fazer suas contas assim que possível, preferencialmente antes do prazo final para a submissão dos resumos (13 de janeiro de 2012). Submissão de Resumos e Artigo A submissão eletrônica do resumo através do site de submissões da ICWSM -12 é necessária até o dia 13 de Janeiro de 2012, 23:59 PST (Horário do Pacífico). Os artigos completos devem ser enviados também através do site até a segunda-feira, dia 18 de Janeiro de 2012, meia-noite PST (Horário do Pacífico). Submissões por e-mail ou fax não serão aceitas. Os autores receberão a confirmação de submissão de seus resumos e artigos, incluindo o número da submissão, logo após a mesma. A AAAI entrará em contato com os autores novamente APENAS se o artigo apresentar problemas. Guias de Conteúdo Submissões a outras conferências ou revistas: A ICWSM-12 não aceitará nenhum artigo que, no momento da submissão, esteja sendo avaliado ou tenha sido publicado ou aceito para publicação em revistas ou outras conferências. Essa restrição, entretanto, não se aplica para submissões para workshops e outros eventos de audiência limitada. Para dúvidas, contate os PC Chairs. Se submissões duplicadas forem identificadas durante o processo de avaliação: Todas as submissões daquele autor serão desclassificadas da conferência; Os autores não poderão enviar artigos para o ICWSM no ano seguinte . Formato: Os artigos devem ser submetidos sem problemas, em PDF de alta resolução, no tamanho de página US Letter (8.5&#8243; × 11&#8243;) , utilizando fontes Type 1 ou TrueType. Artigos completos não devem ter mais do que 8 páginas, incluindo referências; artigos de poster não devem ter mais do que quatro páginas; descrição de demos, não mais do que 2 páginas. Todos devem ser submetidos até o prazo dado acima, e no formato da AAAI de duas colunas, em estilo camera-ready (veja a página de instruções para o autor). Por favor, note que as intruções para formatação e submissão são para os artigos finais, aceitos; páginas adicionais não podem ser incluídas durante a avaliação. Além disso, o texto a respeito do copyright pode ser omitido na fase de submissão inicial e nenhum envio de formulário de copyright é exigido até o aceite do artigo para a publicação. Anonimato: A avaliação da ICWSM-12 é realizada através de pareceres duplamente cegos (os pareceristas não sabem quem são os autores do trabalho que, por sua vez, também não sabem quem são os pareceristas). Por conta disso, os artigos devem ser anonimizados para a submissão. Ou seja, não devem estar incluídos no artigo o nome do(s) autor(es) e sua filiação(oes). Também não devem ser incluídos agradecimentos e instituições que suportam a pesquisa na submissão para avaliação. Citações a trabalhos anteriores do autor podem ser incluídas, desde que não seja especificado que se trata de um trabalho anterior do mesmo autor. Caso isso não seja possível, a inclusão deve anonimizar também a citação. O autor deve julgar o quanto mais deva ser modificado no artigo para preservar o anonimato. O requerimento de anonimato, entretanto, não se extende fora do processo de avaliação; por exemplo, os autores podem decidir o quanto querem distribuir seus artigos pela Internet antes do encontro do comitê de programa. Mesmo em casos onde a identidade do autor torna-se conhecida ao avaliador, os pareceres cegos servem como uma lembrança simbólica da importância de avaliar o trabalho submetido pelos seus próprios méritos, sem levar em conta a reputação do autor. Linguagem: Todas as submissões devem ser feitas em inglês. Inscrição na Conferência Todos os artigos e resumos extendidos aceitos serão publicados nos anais da conferência. Entretanto, pelo menos um dos autores deve fazer sua inscrição para a conferência até o último dia da submissão do artigo para a publicação (há um prazo que é dado após o aceite para que as últimas correções sejam feitas). Além disso, o autor inscrito deve participar da conferência e apresentar pessoalmente o artigo. Publicação: Todos os artigos e resumos aceitos receberão oito (8) páginas nos anais da conferência. Os autores precisarão transferir os direitos sobre o paper para a AAAI. Conjuntos de Dados A ICWSM-12 irá incluir uma competição de conjuntos de dados (datasets). O vencedor será escolhido baseado no melhor uso de conjuntos de dados fornecidos pelos Data Chairs da ICWSM-12, ou baseado na melhor provisão de um conjunto de dados sobre o qual um artigo aceito foi baseado. Iremos fornecer um servidor para onde os dados poderão ser enviados. Mais informação sobre a competição estarão disponíveis na página de Datasets no nosso website. Site da Conferência http://icwsm.org/ Para informações gerais a respeito da ICWSM-12, por favor, escreve para icwsm12@aaai.org. Comitê General Chairs John Breslin,NUI Galway Programme Chairs Nicole Ellison, Michigan State University James G. Shanahan, Church and Duncan Group Inc. Zeynep Tufekci, University of North Carolina at Chapel Hill Local Chairs Derek Greene, University College Dublin Conor Hayes, Digital Enterprise Research Institute Sponsorship Chair Meenakshi Nagarajan, IBM Data Chairs Derek Ruths, McGill University Ian Soboroff, NIST Demos Chair Alejandro Jaimes, Yahoo! Social Media / Publicity Chair Max L. Wilson, Swansea University Tutorials Chair Bernie Hogan, Oxford Internet Institute Workshops Chair Sofus Macskassy, USC and Fetch Labs Regional Chairs Americas: Raquel Recuero, Universidade Católica de Pelotas Asia Pacific: Hideaki Takeda, National Institute for Informatics Europe: Jan-Hinrik Schmidt, Hans-Bredow-Institut Middle East and Africa: Sihem Amer-Yahia, Qatar Computing Research Institute Webmaster Ritesh Agrawal, AT&amp;T Labs Research Local: Trinity College Dublin, Ireland Auxílios Estudantis A ICWSM-12 vai trazer um conjunto maior de auxílios estudantis para ajudar a cobrir os custos de viagem, subsistência e inscrição para a conferência. Mais detalhes serão publicados no site da conferência. Datas Importantes Artigos / Posters / Demos Submissão do resumo: 13 de Janeiro de 2012 Submissão de Artigos completos, posters e demos: 18 de Janeiro de 2012 (meia noite, Horário do Pacífico) Notificação de Aceite: 27 de Fevereiro de 2012 Artigos prontos para Publicação até: 12 de Março de 2012 Data da Conferência: ICWSM-12, Dublin: 4-8 de Junho de 2012 Tutoriais Submissão de Propostas de Tutorial: 9 de Janeiro de 2012 Aceites dos Tutoriais: 23 de Janeiro de 2012 2 Workshops Propostas de Workshop: Submissão até 14 de Dezembro de 2011 Aceites dos Workshops: 6 de Janeiro de 2012 Submissão de artigos para Workshops: 2 Março de 2012 Aceites dos artigos submetidos para Workshops: 16 de Março de 2012 Artigos finais prontos para publicação dos Workshops: até 12 de Abril de 2012...</description>
<guid isPermaLink="false">5086@http://www.pontomidia.com.br/raquel/</guid>
<content:encoded><![CDATA[<img alt="icwsm2012.png" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/icwsm2012.png" width="300" height="189" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" />Este ano, sou uma das Regional Chairs do ICWSM 2012, sendo responsável pela divulgação da chamada de trabalhos por aqui (aliás, conto com a colaboração de vocês). :-) Uma das ações foi a tradução da chamada p/ o Português, justamente para encorajar uma maior participação de pesquisadores de mídia social de várias áreas (por exemplo, Computação, Lingüística, Comunicação e etc. Para a chamada em inglês, <a href="http://www.icwsm.org/2012/index.php" target=_blank>clique aqui</a>. 
<BR><BR>
<strong>Chamada de Trabalhos</strong>
<BR><BR>
<strong>The Sixth International AAAI Conference on Weblogs and Social Media (ICWSM-12)</strong>
<BR><BR>
Patrocinada pela Association for the Advancement of Artificial Intelligence
<BR><BR>
Site para a submissão de Artigos Técnicos: Será disponibilizado em 1 de Novembro de 2011<BR>
<BR>
<strong>Resumos: até 13 de janeiro de 2012</strong><BR>
<strong>Artigos completos: até 18 de Janeiro de 2012 (meia-noite, horário do Pacífico)</strong><BR>
<BR>
A <strong><a href="http://www.icwsm.org/2012/index.php" target=_blank>Conferência Internacional da AAAI sobre Weblogs e Mídia Social (ICWSM)</a></strong> é um fórum único que conecta pesquisadores das disciplinas de Ciência da Computação, Língüística, Comunicação e Ciências Sociais. O objetivo geral da ICWSM é aprofundar a compreensão da mídia social em todas as suas formas. A submissão de trabalhos focando pesquisas que conectem ciências sociais e computacionais é especialmente encorajada.
<BR><BR>
Apesar deste ser apenas o sexto ano da conferência, ela tornou-se um dos eventos principais para o encontro de cientistas sociais e cientistas focados em tecnologia e a discussão de pesquisa de ponta em mídia social. Isso acontece principalmente por conta do percentual típico de aceitação de 20% dos artigos completos e pelo suporte da Association for the Advancement of Artificial Intelligence - AAAI (Associação para o Avanço da Inteligência Artificial).
Para a ICWSM de 2012, além do programa usual de contribuições de sessões técnicas, posters e palestrantes convidados, a conferência principal vai incluir uma seleção de palestras de pesquisadores proeminentes na área (academia e indústria). Além disso, por conta do sucesso dos workshops de 2011 e do dia de tutoriais, a ICWSM 2012 também vai sediar workshops e um dia de tutoriais antes da conferência principal.
<BR><BR>
<strong>Disciplinas</strong>
<BR><BR>
<ul>
	<li>	Lingüística Computacional e Processamento de Linguagem Natural</li>
	<li>	Mineração de texto/dados</li>
	<li>	Psicologia</li>
	<li>	Sociologia (incluindo análise de redes sociais)</li>
	<li>	Comunicação</li>
	<li>	Antropologia</li>
	<li>	Estudos de Mídia</li>
	<li>	Visualização</li>
	<li>	Ciência Política</li>
	<li>	Ciência Social Computacional</li>
	<li>	Interação Humano-Computador (HCI)</li>
	<li>	Economia</li>
	<li>	Teoria dos Grafos, análise concreta e simulação de modelos gráficos </li>
<BR><BR>
	<strong>Mídias
</strong>	<BR>
<li>Weblogs, incluindo comentários</li>
	<li> Sites de Rede Social</li>
	<li>	Microblogs</li>
	<li>	Wikis (Wikipedia)</li>
	<li>	Fóruns, listas de emails, newsgroups</li>
	<li>	Sites comunitários de mídia (YouTube, Flickr)</li>
</ul>
<BR>
<strong>Tópicos de Interesse</strong>
<BR><BR>
<ul>
	<li>	Estudos de mídia social de foco psicológico, baseados em personalidade e etnográficos;</li>
	<li>	Análise das relações entre a mídia social e a mídia tradicional (ou mainstream);</li>
	<li>	Estudos quantitativos e qualitativos de mídia social;</li>
	<li>	Centralidade/influência de publicações em mídia social e autores;</li>
	<li>	Ranqueamento/relevância de blogs e microblogs; ranqueamento de páginas web baseado em blogs e microblogs;</li>
	<li>	Análise de redes sociais; identificação de comunidades; descoberta de especialistas e autoridade;</li>
	<li>	Confiança; reputação; sistemas de recomendação;</li>
	<li>	Interação humano-computador; ferramentas de mídia social; navegação e visualização;</li>
	<li>	Subjetividade em dados textuais; análise de sentimento; polaridade/identificação e extração de opiniões;</li>
	<li>	Categorização textual; reconhecimento de tópicos; identificação de demografia/gênero/idade;</li>
	<li>	Identificação e acompanhamento de tendências; predição de séries temporais; medidas de previsibilidade de fenômenos baseados em mídia social;</li>
	<li>	Novas aplicações sociais; interfaces; técnicas de interação;</li>
	<li>	Inovação social e mudança efetiva através da mídia social.</li>
</ul>

<strong>Palestrantes</strong>
<ul>
	<li> Andrew Tomkins (Google+) </li>
	<li> Outros a ser anunciados</li>
</ul>
<BR>
<strong>Conta de Submissão para Autores</strong>
<BR><BR>
Os autores precisam criar uma conta para submeter trabalhos (aqueles que já têm conta podem adicionar o ICWSM-12 a sua lista de conferências ) no site de submissões da ICWSM-12, que estará disponível a partir de 1 de Novembro de 2011. É importante que a senha seja guardada, pois ela permitirá que o autor acesse o sistema para submeter o resumo e o artigo final. Para evitar problemas de última hora, os autores são encorajados a fazer suas contas assim que possível, preferencialmente antes do prazo final para a submissão dos resumos (13 de janeiro de 2012).
<BR><BR>
<strong>Submissão de Resumos e Artigo</strong>
<BR><BR>
<strong>A submissão eletrônica do resumo através do site de submissões da ICWSM -12 é necessária até o dia 13 de Janeiro de 2012, 23:59 PST (Horário do Pacífico).</strong> Os artigos completos devem ser enviados também através do site até a segunda-feira, dia 18 de Janeiro de 2012, meia-noite PST (Horário do Pacífico). Submissões por e-mail ou fax não serão aceitas. Os autores receberão a confirmação de submissão de seus resumos e artigos, incluindo o número da submissão, logo após a mesma. A AAAI entrará em contato com os autores novamente APENAS se o artigo apresentar problemas.
<BR><BR>
<strong>Guias de Conteúdo</strong>
<BR><BR>
<u>Submissões a outras conferências ou revistas: </u>A ICWSM-12 não aceitará nenhum artigo que, no momento da submissão, esteja sendo avaliado ou tenha sido publicado ou aceito para publicação em revistas ou outras conferências. Essa restrição, entretanto, não se aplica para submissões para workshops e outros eventos de audiência limitada. Para dúvidas, contate os PC Chairs.
<BR><BR>
Se submissões duplicadas forem identificadas durante o processo de avaliação:
<ul>
	<li>	Todas as submissões daquele autor serão desclassificadas da conferência;</li>
	<li>	Os autores não poderão enviar artigos para o ICWSM no ano seguinte</li>
</ul>.
<BR>
<u>Formato:</u> Os artigos devem ser submetidos sem problemas, em PDF de alta resolução, no tamanho de página US Letter (8.5&#8243; × 11&#8243;) , utilizando fontes Type 1 ou TrueType. Artigos completos não devem ter mais do que 8 páginas, incluindo referências; artigos de poster não devem ter mais do que quatro páginas; descrição de demos, não mais do que 2 páginas. Todos devem ser submetidos até o prazo dado acima, e no formato da AAAI de duas colunas, em estilo camera-ready (veja a página de instruções para o autor). Por favor, note que as intruções para formatação e submissão são para os artigos finais, aceitos; páginas adicionais não podem ser incluídas durante a avaliação. Além disso, o texto a respeito do copyright pode ser omitido na fase de submissão inicial e nenhum envio de formulário de copyright é exigido até o aceite do artigo para a publicação.
<BR><BR>
<u>Anonimato:</u> A avaliação da ICWSM-12 é realizada através de pareceres duplamente cegos (os pareceristas não sabem quem são os autores do trabalho que, por sua vez, também não sabem quem são os pareceristas). Por conta disso, os artigos devem ser anonimizados para a submissão. Ou seja, não devem estar incluídos no artigo o nome do(s) autor(es) e sua filiação(oes). Também não devem ser incluídos agradecimentos e instituições que suportam a pesquisa na submissão para avaliação. Citações a trabalhos anteriores do autor podem ser incluídas, desde que não seja especificado que se trata de um trabalho anterior do mesmo autor. Caso isso não seja possível, a inclusão deve anonimizar também a citação. O autor deve julgar o quanto mais deva ser modificado no artigo para preservar o anonimato. O requerimento de anonimato, entretanto, não se extende fora do processo de avaliação; por exemplo, os autores podem decidir o quanto querem distribuir seus artigos pela Internet antes do encontro do comitê de programa. Mesmo em casos onde a identidade do autor torna-se conhecida ao avaliador, os pareceres cegos servem como uma lembrança simbólica da importância de avaliar o trabalho submetido pelos seus próprios méritos, sem levar em conta a reputação do autor.
<BR><BR>
<u>Linguagem: </u><strong>Todas as submissões devem ser feitas em inglês.</strong><BR>
<BR>
<strong>Inscrição na Conferência</strong>
<BR><BR>
Todos os artigos e resumos extendidos aceitos serão publicados nos anais da conferência. Entretanto, pelo menos um dos autores deve fazer sua inscrição para a conferência até o último dia da submissão do artigo para a publicação (há um prazo que é dado após o aceite para que as últimas correções sejam feitas). Além disso, o autor inscrito deve participar da conferência e apresentar pessoalmente o artigo.
<BR><BR>
<u>Publicação</u>: Todos os artigos e resumos aceitos receberão oito (8) páginas nos anais da conferência. Os autores precisarão transferir os direitos sobre o paper para a AAAI.<BR><BR>
<BR>
<strong>Conjuntos de Dados</strong>
<BR><BR>
A ICWSM-12 irá incluir uma competição de conjuntos de dados (datasets). O vencedor será escolhido baseado no melhor uso de conjuntos de dados fornecidos pelos Data Chairs da ICWSM-12, ou baseado na melhor provisão de um conjunto de dados sobre o qual um artigo aceito foi baseado. Iremos fornecer um servidor para onde os dados poderão ser enviados. Mais informação sobre a competição estarão disponíveis na página de Datasets no <a href="http://www.icwsm.org/2012/index.php" target=_blank>nosso website</a>.
<BR><BR>
<strong>Site da Conferência</strong><BR>
<a href="http://www.icwsm.org/2012/index.php">http://icwsm.org/</a>
<BR><BR>
Para informações gerais a respeito da ICWSM-12, por favor, escreve para icwsm12@aaai.org.
<BR><BR>
<strong>Comitê</strong>
<BR><BR>
<strong>General Chairs</strong>
John Breslin,<em>NUI Galway</em><BR><BR>

<strong>
Programme Chairs</strong><BR>
Nicole Ellison, <em>Michigan State University</em><BR>
James G. Shanahan, <em>Church and Duncan Group Inc.</em><BR>
Zeynep Tufekci, <em>University of North Carolina at Chapel Hill</em><BR>
<BR><BR>
<strong>Local Chairs</strong><BR>
Derek Greene, <em>University College Dublin</em><BR>
Conor Hayes, <em>Digital Enterprise Research Institute</em>
<BR><BR>
<strong>Sponsorship Chair</strong><BR>
Meenakshi Nagarajan,<em> IBM</em><BR>
<BR>
<strong>Data Chairs</strong><BR>
Derek Ruths, <em>McGill University</em><BR>
Ian Soboroff,<em> NIST</em><BR>
<BR>
<strong>Demos Chair</strong><BR>
Alejandro Jaimes, <em>Yahoo!</em><BR>
<BR>
<strong>Social Media / Publicity Chair</strong>
<BR>
Max L. Wilson, <em>Swansea University</em><BR>
<BR>
<strong>Tutorials Chair</strong><BR>
Bernie Hogan, <em>Oxford Internet Institute</em><BR>
<BR>
<strong>Workshops Chair</strong><BR>
Sofus Macskassy, <em>USC and Fetch Labs</em><BR>
<BR>
<strong>Regional Chairs</strong><BR>
<strong>Americas:</strong> Raquel Recuero, <em>Universidade Católica de Pelotas</em><BR>
<strong>Asia Pacific: </strong>Hideaki Takeda, <em>National Institute for Informatics</em><BR>
<strong>Europe: </strong>Jan-Hinrik Schmidt, <em>Hans-Bredow-Institut</em><BR>
<strong>Middle East and Africa</strong>: Sihem Amer-Yahia, <em>Qatar Computing Research Institute</em><BR>
<BR>
<strong>Webmaster</strong><BR>
Ritesh Agrawal, <em>AT&T Labs Research</em>
<BR><BR>
<strong>Local:</strong><BR>
Trinity College Dublin, Ireland<BR>
<BR>
<strong>Auxílios Estudantis </strong><BR>
A ICWSM-12 vai trazer um conjunto maior de <strong>auxílios estudantis</strong> para ajudar a cobrir os custos de viagem, subsistência e inscrição para a conferência. Mais detalhes serão publicados no site da conferência.
<BR><BR>
<strong>Datas Importantes</strong><BR>
<strong>Artigos / Posters / Demos</strong><BR>
<u>Submissão do resumo: </u>13 de Janeiro de 2012<BR>
<u>Submissão de Artigos completos, posters e demos:</u> 18 de Janeiro de 2012 (meia noite, Horário do Pacífico)<BR>
<u>Notificação de Aceite:</u> 27 de Fevereiro de 2012<BR>
<u>Artigos prontos para Publicação até: </u>12 de Março de 2012<BR>
<u>Data da Conferência: </u>
ICWSM-12, Dublin: 4-8 de Junho de 2012<BR>
<BR>
<strong>Tutoriais</strong>
<BR><BR>
<u>Submissão de Propostas de Tutorial: </u>9 de Janeiro de 2012<BR>
<u>Aceites dos Tutoriais:</u> 23 de Janeiro de 2012 2<BR>
<BR>
<strong>Workshops</strong><BR>
<BR>
<u>Propostas de Workshop</u>: Submissão até 14 de Dezembro de 2011<BR>
<u>Aceites dos Workshops:</u> 6 de Janeiro de 2012<BR>
<u>Submissão de artigos para Workshops:</u> 2 Março de 2012<BR>
<u>Aceites dos artigos submetidos para Workshops: </u>16 de Março de 2012<BR>
<u>Artigos finais prontos para publicação dos Workshops:</u> até 12 de Abril de 2012<BR>
<BR>



<br /></p>
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<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/chamada_de_trabalhos_p_o_icwsm_2012_em_portugues.html#comments" title="Comment on: Chamada de Trabalhos p/ o ICWSM 2012 (em Português)">Comentarios (0)</a></p> 
<p>Comentarios neste post:</p>

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]]></content:encoded>
<dc:subject></dc:subject>
<dc:date>2011-09-24T14:19:56-03:00</dc:date>
</item>

<item>
<title>Sobre Memes e Redes Sociais</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/sobre_memes_e_redes_sociais.html</link>
<description>Hoje decidi mudar um pouquinho o andamento das aulas de Comunicação e Cibercultura e incluir um tópico sobre um assunto que me é muito caro: o tópico dos memes na cultura digital. Acho que é uma aula especialmente legal para os alunos da Publicidade, embora também seja particularmente interessante para quem estuda Jornalismo. Estudando o tema de novo, para poder discutir um pouco (escrevi alguns artigos no passado), lembrei de postar algumas coisas aqui, para quem também se interessa. A idéia de meme não é nova. A palavra meme, por exemplo, foi usada pela primeira vez no livro &quot;O Gene Egoísta&quot; de Richard Dawkins. A proposta é que as idéias funcionam de modo análogo aos genes. Elas nos utilizam enquanto modo de evoluir e sobreviver. Assim, os memes são pedacinhos de informações, idéias, que são passadas adiante (e aqui está um dos pontos polêmicos da memética: somos meros hospedeiros dessas idéias, que &quot;pulam&quot; de cérebro a cérebro), recombinam-se e transformam-se tentanto sobreviver. E o resultado é que a cultura evoluiu de acordo com a evolução dos memes. E aqui, dois pontos são importantes. O primeiro é que nem todo o meme se espalha por contágio viral e contamina uma expressiva quantidade de pessoas e o segundo é que e nem todo o meme consegue se propagar. Memes na Internet Pois bem, com o advento da digital, há uma espécie de registro da evolução dessas idéias. É possível observar talvez de uma forma mais clara quais memes persistem, quais encontram um terreno frutuoso para sobreviver e quais não conseguem se propagar. Isso porque o digital e o ciberespaço em especial têm características importantes. Primeiro, são capazes de armazenar as informações, que persistem circulando (persistência). Depois, esses arquivos são capazes de oferecer a informação de forma idêntica àquela de sua publicação (fidelidade). Memes e Redes Sociais na Internet Há um ambiente mais complexo de propagação e recuperação desses memes, gerado pelas redes sociais que estão na Internet. Essas redes, por suas características associativas ou de filiação (ou seja, por estarem constituídas por ferramentas, mais do que por relações sociais) são muito mais amplas. Além disso, suas conexões associativas permanecem ativas mesmo quando os sujeitos não estão online, capacitando-os a recuperar as informações que foram propagadas durante sua ausência. Com isso, há ao mesmo tempo um terreno ainda mais fértil para a propagação e mais competitivo. Há uma simplificação dos modos de colocar idéias na rede e circulá-las, o que aumenta (e muito) a quantidade de memes nas redes e, consequentemente, cria um espaço mais competitivo para que esses consigam replicar-se (a chamada &quot;economia da atenção&quot;, de Lahan, que advoga que o recurso em escassez na sociedade contemporânea não é a informação e sim a atenção). As redes sociais na Internet ofereceram um modo mais próximo de estudo da propagação das idéias, suas recombinações e suas partes. É possível perceber de forma mais nítida como determinados pedaços de uma informação são repassados, recombinados, re-significados e reconstruídos nesses ambientes. Assim, quando se observa a propagação de uma hashtag, observa-se também a propagação de um meme, suas apropriações e suas recombinações. E podemos ver claramente como diferentes memes propagam-se também de forma diferente. Ou seja, através da rede, temos a possibilidade de compreender de forma mais clara como os memes se propagam, ao menos, no espaço digital, bem como de medir essa propagação (embora parcialmente). Esses memes podem ser expressos em brincadeiras, videos, emoticons, hashtags e etc. Quanto mais eficiente o meme, maior a quantidade de referências, apontamentos e reinterpretações que são feitas a ele. (Já discuti um pouco disso aqui.) Como os memes se propagam? Para entender a propagação dos memes nas redes sociais, eu defendo que é preciso entender as percepções das pessoas. Por que alguém propaga uma determinada informação? Minha proposta é que as informações nas redes sociais online são propagadas com base na percepção de valor que elas contém. Ou seja, o que motiva as pessoas é a percepção do ganho social que obterão com a divulgação ou replicação ou publicação de uma informação. Para mim, esse valor chama-se capital social. Assim, um meme pode ser passado adiante porque é engraçado (meus amigos vão gostar, logo receberei alguma valorização da rede por tê-lo repassado), porque é relevante p/ a sociedade, porque é interessante a um determinado grupo etc. Eu, enquanto propagadora do meme, busco reputação, visibilidade, popularidade, influência e etc. Compreender os valores que um meme inspira num grupo social é, para mim, o modo de compreender e até mesmo, prever como irá se propagar. Importante perceber também que esses valores podem ser diferentes de cultura a cultura, de grupo social a grupo social. E que a complexidade das redes (e sua consequente exposição a um número maior de memes) também influencia essa propagação....</description>
<guid isPermaLink="false">5084@http://www.pontomidia.com.br/raquel/</guid>
<content:encoded><![CDATA[<img alt="meme1.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/meme1.jpg" width="235" height="247" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" />Hoje decidi mudar um pouquinho o andamento das aulas de Comunicação e Cibercultura e incluir um tópico sobre um assunto que me é muito caro: o <strong>tópico dos memes na cultura digital</strong>. Acho que é uma aula especialmente legal para os alunos da Publicidade, embora também seja particularmente interessante para quem estuda Jornalismo. Estudando o tema de novo, para poder discutir um pouco (escrevi alguns artigos no passado), lembrei de postar algumas coisas aqui, para quem também se interessa.
<BR><BR>
A idéia de meme não é nova. A palavra meme, por exemplo, foi usada pela primeira vez no livro "O Gene Egoísta" de Richard Dawkins. A proposta é que <strong>as idéias funcionam de modo análogo aos genes</strong>. Elas nos utilizam enquanto modo de evoluir e sobreviver. Assim, os memes são pedacinhos de informações, idéias, que são passadas adiante (e aqui está um dos pontos polêmicos da memética: somos meros hospedeiros dessas idéias, que "pulam" de cérebro a cérebro), recombinam-se e transformam-se tentanto sobreviver. E o resultado é que a cultura evoluiu de acordo com a evolução dos memes. E aqui, dois pontos são importantes. O primeiro é que <strong>nem todo o meme se espalha por contágio viral e contamina uma expressiva quantidade de pessoas</strong> e o segundo é que e <strong>nem todo o meme consegue se propagar</strong>. 
<BR><BR>
<strong>Memes na Internet</strong>
<BR><BR>
Pois bem, com o advento da digital, há uma espécie de registro da evolução dessas idéias. É possível observar talvez de uma forma mais clara quais memes persistem, quais encontram um terreno frutuoso para sobreviver e quais não conseguem se propagar. Isso porque o digital e o ciberespaço em especial têm características importantes. Primeiro, são capazes de armazenar as informações, que persistem circulando (persistência). Depois, esses arquivos são capazes de oferecer a informação de forma idêntica àquela de sua publicação (fidelidade). 
<BR><BR>
<strong>Memes e Redes Sociais na Internet </strong>
<BR><BR>
Há um ambiente mais complexo de propagação e recuperação desses memes, gerado pelas redes sociais que estão na Internet. Essas redes, <a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/redes_de_filiacao_e_redes_emergentes_analise_do_twitter.html" target=_blank>por suas características associativas ou de filiação</a> (ou seja, por estarem constituídas por ferramentas, mais do que por relações sociais) são muito mais amplas. Além disso, suas conexões associativas permanecem ativas mesmo quando os sujeitos não estão online, capacitando-os a recuperar as informações que foram propagadas durante sua ausência. Com isso, há ao mesmo tempo um terreno ainda mais fértil para a propagação e mais competitivo. Há uma <strong>simplificação dos modos de colocar idéias na rede e circulá-las</strong>, o que aumenta (e muito) a quantidade de memes nas redes e, consequentemente, cria um espaço mais competitivo para que esses consigam replicar-se (a chamada "economia da atenção", de Lahan, que advoga que o recurso em escassez na sociedade contemporânea não é a informação e sim a atenção).
<BR><BR>
As redes sociais na Internet ofereceram um <strong>modo mais próximo de estudo da propagação das idéias</strong>, suas recombinações e suas partes. É possível perceber de forma mais nítida como determinados pedaços de uma informação são repassados, recombinados, re-significados  e reconstruídos nesses ambientes. Assim, quando se observa a propagação de uma hashtag, observa-se também a propagação de um meme, suas apropriações e suas recombinações. E podemos ver claramente como<strong> diferentes memes propagam-se também de forma diferente</strong>. Ou seja, através da rede, temos a possibilidade de compreender de forma mais clara como os memes se propagam, ao menos, no espaço digital, bem como de medir essa propagação (embora parcialmente). Esses memes podem ser expressos em brincadeiras, videos, emoticons, hashtags e etc. Quanto mais eficiente o meme, maior a quantidade de referências, apontamentos e reinterpretações que são feitas a ele. (<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/poneis_e_outros_memes_tts_e_contexto.html" target=_blank>Já discuti um pouco disso aqui.</a>)
<BR><BR>
<strong>Como os memes se propagam?</strong>
<BR><BR>
Para entender a propagação dos memes nas redes sociais, eu defendo que é preciso entender as percepções das pessoas. <strong>Por que alguém propaga uma determinada informação?</strong> Minha proposta é que as informações nas redes sociais online <strong>são propagadas com base na percepção de valor que elas contém</strong>. Ou seja, <strong>o que motiva as pessoas é a percepção do ganho social que obterão com a divulgação ou replicação ou publicação de uma informação</strong>. Para mim, esse valor chama-se capital social. Assim, um meme pode ser passado adiante porque é engraçado (meus amigos vão gostar, logo receberei alguma valorização da rede por tê-lo repassado), porque é relevante p/ a sociedade, porque é interessante a um determinado grupo etc. Eu, enquanto propagadora do meme, busco <strong>reputação, visibilidade, popularidade, influência</strong> e etc. Compreender os valores que um meme inspira num grupo social é, para mim, o modo de compreender e até mesmo, prever como irá se propagar. Importante perceber também que esses valores podem ser diferentes de cultura a cultura, de grupo social a grupo social. E que a complexidade das redes (e sua consequente exposição a um número maior de memes) também influencia essa propagação.
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<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/sobre_memes_e_redes_sociais.html#comments" title="Comment on: Sobre Memes e Redes Sociais">Comentarios (0)</a></p> 
<p>Comentarios neste post:</p>

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<dc:date>2011-09-05T07:55:25-03:00</dc:date>
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<title>Para que se presta estudo de redes sociais na Internet?</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/para_que_se_presta_estudo_de_redes_sociais_na_internet.html</link>
<description>Continuando o post sobre mapeamento, acho relevante também chamar a atenção para quando estudar redes sociais e que tipo de resultados esperar deste estudo. Esses dois elementos são relevantes para uma decisão metodológica de como abordar um determinado problema. Mas antes de mais nada, eu queria apontar que nem todo o estudo de mídia social necessariamente precisa de um estudo de redes sociais. É possível fazer uma netnografia da mídia social, por exemplo, quando alguém quer entender como se dá a apropriação dessas ferramentas por determinados grupos. O problema dessa confusão está no fato das pessoas chamarem de &quot;redes sociais&quot; aquilo que é simplesmente uma ferramenta: os sites de rede social. Esses sites publicizam as redes sociais mas, em si,não necessariamente representam essas redes. O termo &quot;mídia social&quot;, já defendi, refere-se às potencialidades comunicativas proporcionadas por essas ferramentas, que apresentam conexões mais permanentes entre as pessoas e, portanto, canais que estão também sempre abertos para o envio de informações. As redes sociais na Internet, assim, são representações, presentes nessas ferramentas desses grupos sociais e dessas relações. Entretanto, estudar essas redes nem sempre traz a solução para um problema de mídia social. Neste post, vou discutir um pouco do que dá para fazer com esses estudos e quais seriam os focos principais (na minha opinião). O estudo das redes sociais é um estudo cujo foco está na estrutura das relações sociais. Assim, presta-se para trabalhos onde se quer estudar essa estrutura e se quer analisar elementos que saiam daí. Assim, necessariamente, é preciso um foco que traga os atores (nós) e suas conexões (laços sociais). Se o foco do trabalho, por exemplo, for simplesmente discutir como as pessoas constróem seus perfis ou por que fazem parte de determinadas comunidades, o estudo da rede social pode não ser interessante. Então a que se prestam esses estudos? Estudos de difusão de informações - Aqui busca-se estudar como os laços sociais funcionam como canais informativos, e como as informações que circulam nessas conexões afetam a rede. Assim, são exemplos: Mapeamento de como uma determinada informação circula por determinados grupos sociais (por exemplo, como um grupo organizou um movimento no Twitter; como uma determinada hashtag espalhou por um determinado grupo;etc.); Mapeamento da influência de elementos do grupo nessa difusão de informações (por exemplo, influenciadores, modismos, como determinados atores bloqueiam ou possibilitam a circulação da informação e etc.). Estudos de conversação - Busca-se entender como acontece a conversação na rede e como as conversações acontecem entre os atores (o foco pode estar, por exemplo, na formação dos laços sociais). Quem fala com quem, como se organiza a conversação em rede, de quem e para quem se fala, quem fala mais e quem fala menos, como se constrói o contexto dessa conversação e etc. são exemplos desse tipo de foco. Estudos de sociabilidade - Busca-se entender como se formam e quais os impactos dessas redes em determinados fenômenos sociais e nas interações e relações sociais entre os indivíduos. Aqui, o mapeamento da rede é importante para se entender como as pessoas formam grupos sociais online e como esses grupos influenciam, em retorno, os indivíduos . Exemplos: estudos do surgimento de comunidades (clusters) nessas redes, estudos de como as pessoas percebem as conexões sociais, estudos focados no impacto desses laços na interação do grupo e etc. É importante salientar que esses não são os únicos focos mas, na minha opinião, são alguns dos principais. Para cada um deles é possível criar abordagens qualitativas e quantitativas e que podem abarcar uma quantidade de outros métodos em conjunto com o foco nas redes sociais. O método mais usado (mas não o único) para esses estudos é a ARS (análise de redes sociais). Mas também é possível realizar um mapeamento com análise de conversação, com netnografia e mesmo com outra perspectiva metodológica....</description>
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<content:encoded><![CDATA[<img alt="Thumbnail image for pelanzainvejafollows1.jpg" src="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/assets_c/2011/07/pelanzainvejafollows1-thumb-300x240-241.jpg" width="300" height="240" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" />Continuando o post sobre mapeamento, acho relevante também chamar a atenção para quando estudar redes sociais e que tipo de resultados esperar deste estudo. Esses dois elementos são relevantes para uma decisão metodológica de como abordar um determinado problema. Mas antes de mais nada, eu queria apontar que nem todo o estudo de mídia social necessariamente precisa de um estudo de redes sociais. É possível fazer uma netnografia da mídia social, por exemplo, quando alguém quer entender como se dá a apropriação dessas ferramentas por determinados grupos. <em>O problema dessa confusão está no fato das pessoas chamarem de "redes sociais" aquilo que é simplesmente uma ferramenta: <strong>os sites de rede social</strong>. </em>Esses sites publicizam as redes sociais mas, em si,não necessariamente representam essas redes. O termo "mídia social", já defendi, refere-se às <strong>potencialidades comunicativas proporcionadas por essas ferramentas</strong>, que apresentam conexões mais permanentes entre as pessoas e, portanto, canais que estão também sempre abertos para o envio de informações. As redes sociais na Internet, assim, <strong>são representações</strong>, presentes nessas ferramentas desses grupos sociais e dessas relações. Entretanto, estudar essas redes nem sempre traz a solução para um problema de mídia social. Neste post, vou discutir um pouco <strong>do que dá para fazer com esses estudos e quais seriam os focos principais</strong> (na minha opinião).
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O estudo das redes sociais é um estudo cujo foco está na estrutura das relações sociais. Assim, presta-se para trabalhos onde se quer estudar essa estrutura e se quer analisar elementos que saiam daí. Assim, necessariamente, é preciso um foco que traga os atores (nós) e suas conexões (laços sociais). Se o foco do trabalho, por exemplo, for simplesmente discutir como as pessoas constróem seus perfis ou por que fazem parte de determinadas comunidades, o estudo da rede social pode não ser interessante. Então a que se prestam esses estudos?
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	<li><strong>Estudos de difusão de informações</strong> - Aqui busca-se estudar como os laços sociais funcionam como canais informativos, e como as informações que circulam nessas conexões afetam a rede. Assim, são exemplos: Mapeamento de como uma determinada informação circula por determinados grupos sociais (por exemplo, como um grupo organizou um movimento no Twitter; como uma determinada hashtag espalhou por um determinado grupo;etc.); Mapeamento da influência de elementos do grupo nessa difusão de informações (por exemplo, influenciadores, modismos, como determinados atores bloqueiam ou possibilitam a circulação da informação e etc.).</li>
	<li><strong>Estudos de conversação</strong> - Busca-se entender como acontece a conversação na rede e como as conversações acontecem entre os atores (o foco pode estar, por exemplo, na formação dos laços sociais). Quem fala com quem, como se organiza a conversação em rede, de quem e para quem se fala, quem fala mais e quem fala menos, como se constrói o contexto dessa conversação e etc. são exemplos desse tipo de foco.</li>
	<li><strong>Estudos de sociabilidade </strong>- Busca-se entender como se formam e quais os impactos dessas redes em determinados fenômenos sociais e nas interações e relações sociais entre os indivíduos. Aqui, o mapeamento da rede é importante para se entender como as pessoas formam grupos sociais online e como esses grupos influenciam, em retorno, os indivíduos . Exemplos: estudos do surgimento de comunidades (clusters) nessas redes, estudos de como as pessoas percebem as conexões sociais, estudos focados no impacto desses laços na interação do grupo e etc. </li>
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É importante salientar que esses não são os únicos focos mas, na minha opinião, são alguns dos principais. Para cada um deles é possível criar abordagens qualitativas e quantitativas e que podem abarcar uma quantidade de outros métodos em conjunto com o foco nas redes sociais. O método mais usado (mas não o único) para esses estudos é a ARS (análise de redes sociais). Mas também é possível realizar um mapeamento com análise de conversação, com netnografia e mesmo com outra perspectiva metodológica.
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<a href="http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/para_que_se_presta_estudo_de_redes_sociais_na_internet.html#comments" title="Comment on: Para que se presta estudo de redes sociais na Internet?">Comentarios (0)</a></p> 
<p>Comentarios neste post:</p>

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<dc:date>2011-08-22T08:32:28-03:00</dc:date>
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<title>&quot;Desculpe senhora, mas não posso lhe ajudar&quot;</title>
<link>http://www.pontomidia.com.br/raquel/arquivos/desculpe_senhora_mas_nao_posso_lhe_ajudar.html</link>
<description>Hoje não tem texto sobre Mídia Social. Desculpem, leitores. Hoje tem um protesto e uma história. Ontem, como alguns sabem, eu tinha que palestrar sobre &quot;Jornalismo e Redes Sociais&quot; (que preparei com todo o carinho, com alguns resultados bem legais que já pincelei aqui no blog) no 3o Seminário de Ciberjornalismo da UFMS, a convite do professor Gerson Martins. Digo &quot;tinha&quot; porque, mais uma vez, acabei impedida de viajar pelo caos e incompetência das cias aéreas e, em especial, da TAM. Sim, porque não é o primeiro evento que eu perco porque deu problema com o vôo mas é aquele onde o nível da coisa foi longe demais. Depois de quase 4h de viagem de Pelotas a Porto Alegre, cheguei no aeroporto para descobrir que a TAM tinha cancelado o meu vôo, JJ 3288 que era para sair as 11:42 da manhã. (Diz a TAM que avisou a agência que comprou a passagem. A agência diz que jamais recebeu qualquer comunicado da companhia e que caberia multa e processo.) Bem, eu tinha que ir a SP, onde pegaria uma conexão p/ Campo Grande, onde a palestra estava marcada p/ as 19h. Descobri que tinha erro no vôo quando fui fazer o check in no terminal. O funcionário dali, então, me mandou p/ a fila do balcão, alegando que só as pessoas dali poderiam resolver o meu problema. Sim, fiquei na fila. A atendente do balcão foi educada, mas me disse que, via TAM, eu só conseguiria chegar em Campo Grande hoje as 23:30. Eu fiz um escândalo falando do meu evento e ela foi procurar lugar via outras companhias. Depois de um tempo, informou que não havia nenhum jeito. Só teria lugar em um vôo GOL que chegaria apenas as 21:30 em Campo Grande. Eu argumentei, reclamei, falei que era um abuso. E não adiantou. Não pude ir, deixei um evento inteiro me esperando, arruinei a perfeita organização do pessoal do Ciberjornalismo e ainda frustrei as pessoas que tinham ido assistir minha palestra (algumas, espero). O que me deixou mais brava, entretanto, foi que a agência que comprou a passagem me ligou algumas horas depois, para dizer que tinha sim lugar em um vôo da Azul que saia de POA as 13 e pouco e que eu teria chegado em Campo Grande a tempo. E que teria ainda outro vôo da GOL com vagas que também me levaria a Campo Grande antes daquele que tinham me dito no balcão da TAM. Daí vocês podem imaginar o tamanho da minha frustração. E é por isso que escrevo esse post. Eu, que dependo com freqüência do transporte aéreo para trabalhar, não aguento mais a emblemática frase que pra mim, hoje, é sinônimo da TAM: &quot;Desculpe senhora, mas não posso lhe ajudar&quot;. Sim, porque é um favor ajudar o consumidor na TAM. E quando não há tempo, treinamento ou interesse, as coisas ficam por isso mesmo. Cancelam o vôo e te mandam embora dizendo para pedir reembolso. E o meu tempo, TAM? E o evento? E as pessoas? Ah, isso não é importante. Esse não é o meu primeiro problema com a TAM. Mas foi só eu reclamar no Twitter para aparecer outros vários consumidores indignados com problemas muito parecidos com a TAM. Aparentemente, isso tem acontecido com muita gente. E, aparentemente, ninguém na companha se importa. Eu posso ser uma só, mas digo pra vocês, não mais voarei, se puder evitar, de TAM. Obviamente que a TAM está andando pra mim, já que eu sou só uma. Mas chega. Não aguento mais chegar no aeroporto sem saber se vou conseguir voar (apesar da passagem comprada), perder eventos e compromissos e frutrar outras pessoas. Imprevistos acontecem. Mas quando viram a norma, algo está errado. E sim, um imprevisto pode ter seu impacto reduzido ao máximo com um bom atendimento ao consumidor que, no final das contas, está pagando. Era só esse o #mimimi. Voltamos com a nossa programação normal no próximo post....</description>
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<content:encoded><![CDATA[Hoje não tem texto sobre Mídia Social. Desculpem, leitores. Hoje tem um protesto e uma história. Ontem, como alguns sabem, eu tinha que palestrar sobre <strong>"Jornalismo e Redes Sociais"</strong> (que preparei com todo o carinho, com alguns resultados bem legais que já pincelei aqui no blog) no <a href="http://www.ciberjor3.tangu.com.br/" target=_blank>3o Seminário de Ciberjornalismo da UFMS</a>, a convite do professor Gerson Martins. Digo "tinha" porque, mais uma vez, acabei impedida de viajar pelo caos e incompetência das cias aéreas e, em especial, da TAM. Sim, porque não é o primeiro evento que eu perco porque deu problema com o vôo mas é aquele onde o nível da coisa foi longe demais. 
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Depois de quase 4h de viagem de Pelotas a Porto Alegre, cheguei no aeroporto para descobrir que a TAM tinha cancelado o meu vôo, JJ 3288 que era para sair as 11:42 da manhã. (Diz a TAM que avisou a agência que comprou a passagem. A agência diz que jamais recebeu qualquer comunicado da companhia e que caberia multa e processo.) Bem, eu tinha que ir a SP, onde pegaria uma conexão p/ Campo Grande, onde a palestra estava marcada p/ as 19h. Descobri que tinha erro no vôo quando fui fazer o <em>check in</em> no terminal. O funcionário dali, então, me mandou p/ a fila do balcão, alegando que só as pessoas dali poderiam resolver o meu problema. Sim, fiquei na fila. A atendente do balcão foi educada, mas me disse que, via TAM, eu só conseguiria chegar em Campo Grande hoje as 23:30. Eu fiz um escândalo falando do meu evento e ela foi procurar lugar via outras companhias. Depois de um tempo, informou que não havia nenhum jeito. Só teria lugar em um vôo GOL que chegaria apenas as 21:30 em Campo Grande. Eu argumentei, reclamei, falei que era um abuso. <strong>E não adiantou. Não pude ir, deixei um evento inteiro me esperando, arruinei a perfeita organização do pessoal do</strong> <a href="http://www.ciberjor.ufms.br/" target=_blank>Ciberjornalismo</a> e ainda frustrei as pessoas que tinham ido assistir minha palestra (algumas, espero).
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O que me deixou mais brava, entretanto, foi que a agência que comprou a passagem me ligou algumas horas depois, para dizer que <strong>tinha sim lugar</strong> em um vôo da Azul que saia de POA as 13 e pouco e que eu teria chegado em Campo Grande a tempo. E que teria ainda outro vôo da GOL com vagas que também me levaria a Campo Grande antes daquele que tinham me dito no balcão da TAM. Daí <strong>vocês podem imaginar o tamanho da minha frustração</strong>. E é por isso que escrevo esse post. Eu, que dependo com freqüência do transporte aéreo para trabalhar, não aguento mais a emblemática frase que pra mim, hoje, é <strong>sinônimo da TAM: "Desculpe senhora, mas não posso lhe ajudar".</strong> Sim, porque é um favor ajudar o consumidor na TAM. E quando não há tempo, treinamento ou interesse, as coisas ficam por isso mesmo. Cancelam o vôo e te mandam embora dizendo para pedir reembolso. E o meu tempo, TAM? E o evento? E as pessoas? Ah, isso não é importante.
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Esse não é o meu primeiro problema com a TAM. Mas foi só eu reclamar no Twitter para aparecer outros vários consumidores indignados com problemas muito parecidos com a TAM. Aparentemente, isso tem acontecido com muita gente. E, aparentemente, ninguém na companha se importa. <strong>Eu posso ser uma só, mas digo pra vocês, não mais voarei, se puder evitar, de TAM</strong>. Obviamente que a TAM está andando pra mim, já que eu sou só uma. Mas chega. Não aguento mais chegar no aeroporto sem saber se vou conseguir voar (apesar da passagem comprada), perder eventos e compromissos e frutrar outras pessoas. Imprevistos acontecem. Mas quando viram a norma, algo está errado. E sim, <strong>um imprevisto pode ter seu impacto reduzido ao máximo com um bom atendimento ao consumidor</strong> que, no final das contas, está pagando. 
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Era só esse o #mimimi. Voltamos com a nossa programação normal no próximo post.
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<p>Comentarios neste post:</p>

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<dc:date>2011-08-18T08:26:03-03:00</dc:date>
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